domingo, 5 de fevereiro de 2012

Histórias de Campo Maior...


DE MÉDICOS E BANCÁRIOS

     Padre Mateus era o vigário de Campo Maior. Além de vigário, mantinha, em sociedade com outros, o único ginásio da cidade, Ginásio Santo Antonio, do qual era diretor e professor naqueles tempos idos de 1950. E, para receber estudantes do interior e dos municípios vizinhos, tranformou a casa paroquial, sua residência, em internato masculino, onde os internos tinham moradia, alimentação, roupa lavada e aulas no Ginásio, mediante pagamento de mensalidades.
     Ali vivi de agosto/54 até dezembro/58, com uma bolsa de estudos que me obrigava a ter média mínima de sete no final de cada ano. Se não, teria que sair. Houve anos em que o internato hospedava mais de quarenta estudantes, além dos professores Chagas Campos, Joaquim Santos e dos padres coadjutores (Pe. Almeida, Pe. David Mendes, Pe. Cláudio Melo, Pe. Isaac Vilarinho...), que também lá residiram. E ainda os padres de paróquias vizinhas: Altos, União, Castelo (Pe. Expedito e Cônego Cardoso), de freqüentes visitas, que lá hospedavam-se. O Cônego Cardoso nos tratava por comuna ("Seu comuna, o que tens feito?"). Talvez nos achasse parecidos com comunista, coisa que nunca pretendi ser.
     Dos meus conteporâneos no internato, lembro muito bem destes: de Barras (Aécio, Arimatéia, Domingos José, Gaspar, Geraldo Magela, Joaquim Lucas, Otacílio, Polidório); de Porto (Chico Lima, Dunshee, Valmir); de Nossa Senhora dos Remédios (Zé Ribeiro e os irmãos Valdivino e Valmir); de Castelo (Álvaro, Pompílio); de Piripiri (Astrogildo, Charles, Jerônimo, Quimquim); de Pedro II (os irmãos Antonio Felinto, Benedito e Diógenes); de Capitão de Campos (Gilberto e os irmãos Exalton e Raimundo Araújo); do interior de Campo Maior (Jonas, Mororó, Osmar e eu); de Picos (Benedito, Maria do Rosário, Socorro e Zé Militão, parentes do Padre Mateus). A Socorro foi minha madrinha de formatura ginasial, de quem ainda hoje guardo fotografia, que às vezes fico olhando, para não esquecer uma amiga.
     Desses citados, acho que sei onde estão e o que fazem: Aécio (médico em Teresina), Astrogildo (bancário aposentado em Teresina), Charles (comerciante em Teresina), Domingos José (médico em Campo Maior), Geraldo Magela (médico em Teresina), Ivan (comerciante em Teresina), Joaquim Lucas (político em Barras), Osmar (gerente de hotel em Brasília), Otacílio (médico em Teresina), Polidório (bancário aposentado em Teresina), Quimquim (bancário aposentado em Teresina), Raimundo Araújo (bancário aposentado em Teresina). O Antonio Exalton e o Militão morreram antes do tempo de morrer.
     Percebe-se, por amostragem, que o internato do Padre Mateus contribuiu principalmente na formação de médicos e bancários.
     Dos muitos outros, guardo nomes ou fisionomias, mas já não lembro de onde eram, não sei onde estão e nem o que fazem.

Nota do Bitorocara: Achei esta e outras deliciosas histórias sobre personagens de Campo Maior no Blog do Joaquim Pereira que, creio eu, deve estar desativado, ou há muito, sem atualizações... Peguei alguns e-mails por lá e remeti o Bitorocara, sem sucesso de retorno até agora. De repente, com esta postagem, o Joaquim se manifeste, e espero, com aprovação.

sábado, 28 de janeiro de 2012

O "Leão" na Área Digital...

FIZ UMA PROPOSTA DE ESCUDO PARA O "LEÃO" ALVI-RUBRO  CAMPOMAIORENSE, INSPIRADO NO DESENHO DA CAMISA DE UMA DAS MELHORES FORMAÇÕES DO CAIÇARA EM TODOS OS TEMPOS. A "CAMISETA" DO "ESQUADRÃO" ERA COMPOSTA DE DUAS LISTAS GROSSAS, QUASE UNIDAS, E DUAS FINAS INTERMEDIÁRIAS.

Em pé: Mormaço, Necoc(valeu, Belchior), Zé Prego, Cabo Dulce, Paulo da Banana e Coló.
Agachados: Vicentinho, Minuca, Anduiá (páreo duro para nós dois, Walclides!), Amauri e Escurinho.

O ESCUDO FICOU ASSIM, SEM UMA DAS LISTAS FINAS, E COM UMA REFERÊNCIA ESTILIZADA AO NOME DE GUERRA, "LEÃO"!
AQUECIMENTO NO I-PAD.
Pena que o Steve Jobs não viveu o bastante pra ver o "leão" ressuscitar batendo uma bolinha nos gramados campomaiorenses do IPad, uma de suas revolucionárias criações.

O mascote vaqueiro batendo uma bolinha no gramado do imbatível cenário do nosso carnaubal.
É isso! Agora é esperar que os atletas dêem tudo deles em apoio aos desafios que a Diretoria terá pela frente, até o desembarque no Rio de Janeiro para enfrentar o Vascão no jogo final da Copa do Brasil de 2013. 
Né não, Ispo e Boguem?!

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara

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DOS TEMPOS EM QUE ERA PROIBIDO FUTEBOL DO INTERIOR SER CAMPEÃO
Antônio Amaral
Nosso futebol, sem dúvida tem uma linda história. Ainda alcancei a época em que os "guardametas" encaichavam a pelota, coisa muito rara no futebol de hoje. além de Beroso e Coló, me recordo de outros grandes jogadores. Vicentinho, por quem tenho uma profunda admiração, talvez pela a grande criatura que era, muito simpático e receptivo. vivia arrodeado de crianças nas quais estava eu. Júlio, que formou um time dente-de-leite, Adnajar, e ainda, outra figura inesquecível, não pelo futebol, mas pelo exotismo. Jorge luiz, Jorge Baiano. Esse era uma figura exótica. andava de calção curtíssimo, camiseta regata mais curta ainda, tamanco e violão. Traçava todas as mulheres, devastando todo o nosso rebanho, sem que pudéssemos fazer absolutamente nada. Era meio sarará, bonito, com um invejável porte atlético, não jogou duas partidas e foi pro banco, já era um protótipo do salto-alto, jogava pra torcida. Lembram desse?

Antônio Amaral é um artista plástico campomaiorense reconhecido em terras d'além-mar. Mora em Teresina e é caiçarino.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OBESOS POR ESPORTE...


Juiz vindo do Japão se manteve suado e longe de assédios.

O mascote da competição foi tão fundo no Neston, que "desmaiou". Nada que um algodãozinho com amônia não resolvesse..

Empresários, torcedores e um atleta, posam para a posteridade.

Atletas juvenis posando com os ídolos

Empresário do restaurante oficial da competição, parece preocupado e gesticula alguma coisa como as perspectivas para o resultado final do "balanço" financeiro do patrocínio da competição dos atletas glutões. 

Mais a grande surpresa do campeonato ficou mesmo por conta do físico vegetariano da "Garota Sumô", Patrícia Andrade.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara


Campo Maior falando para o Brasil!


Saudações amigos e conterrâneos!

Essa linda moça da foto, hoje com 63 anos, trata-se de minha mãe, atualmente morando em Teresina, Piauí. 
Divorciada, três filhos e duas netas.

Na ocasião desta foto ela trabalhava na Rádio Clube de Campo Maior, no largo da igreja do Rosário, passando depois a funcionar na Avenida Demerval Lobão, e, posteriormente, na avenida José Paulino onde foi fechada em definitivo pela Policia Federal, pois não tinha registro no Dentel.

Eram companheiros trabalhando na rádio:
José Miranda Filho, Chico de Paulo, Maria José Sampaio, entre outros.
Espero ter colaborado com um pouco de nossa historia, em destaque, a radiofônica.

VIVA CAMPO MAIOR!

Márcio Nocrato, filho da radialista Francisca Silva e do jogador Adnajar.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Leão voltou da África

O Caiçara volta às atividades profissionais depois de ter ficado fora do Campeonato Piauiense em 2010 e 2011. Na sua última participação, em 2009, deixou muito a desejar e terminou na lanterna. Antes, porém, viveu momento de glória no futebol do Piauí, como em 1963, quando sagrou-se campeão da 2ª Divisão e vice da divisão principal. O time também foi vice-campeão estadual em 1990, mas como o Tiradentes alegou problemas de ordem financeira, terminou representando o Piauí na Copa do Brasil do ano seguinte, quando foi eliminado pelo Atlético Mineiro.
Entre muitos ídolos do Leão da Terra dos Carnaubais, a torcida não esquece jogadores como o goleiro Coló, o zagueiro Cabo Dulce, o meia Vicentim, o atacante Escurinho, dentre tantos outros, da década de 1960, e outros mais recentes como Paulo Henrique, Catita, Adão, João da Cruz, Júnior Fiscal e Paulo Isidoro, só para citar alguns nomes. Muitos outros, porém, ajudaram a escrever as páginas vitoriosas do alvirrubro campomaiorense.
Durante os primeiros dias de atividade, Francisco Lopes (Boguem) fará uma avaliação do material humano que está a sua disposição. Os melhores serão efetivados no plantel para a disputa do Torneio da Movimentação. Nas posições mais carentes, serão solicitadas algumas contratações ao presidente Francisco Ispo.
Severino Buim Filho

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NOTA DO BITOROCARA: Esta concepção artística do mascote do Caiçara é de minha autoria e, por enquanto, exclusividade do blog Bitorocara que de já autoriza a veiculação em outros blogs e sites da cidade que se interessarem na divulgação. Ao clube Caiçara, proprietário da "marca", será enviado uma cópia para apreciação sem compromisso firmado.
Repito que trata-se de uma vontade minha de divulgar o retorno do "Leão" querido de Campo Maior aos gramados das praças de esporte nesta temporada de 2012.

João de Deus Netto - BlogBitorocara

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Personagens da nossa história recente... 13

Jesus Andrade

Washington Belchior

Silvio Andrade Paz


bitorocaranews@gmail.com


A COLUNA PRESTES EM CAMPO MAIOR



por Marcos Vasconcelos

Essas épocas passadas da infância profunda fervilham em minha cabeça e me tocam o coração. Afinal, o passado é um segundo coração que bate dentro de nós. Muito a propósito, meu pai me contava uma história real. Dizia ele que no início de 1926 na quinta“São Joaquim”, conhecida propriedade da região, conhecida como Rua da Lagoa, os revoltosos da Coluna Prestes (Juarez Távora e Eduardo Gomes faziam parte dela, mas tomaram outros rumos) passaram uns quatro dias por lá, chefiados por João Alberto Lins de Barros (primeiro à esquerda sentado no banco, todo de preto, com as mãos postas sobre as pernas) . Permaneceram em Paz e saíram pacificamente. Contudo, antes de irem embora, soltaram os presos da cadeia pública, entre eles, Silvestre, o vaqueiro que havia assassinado seu patrão, Quinzinho Bona, um dos graúdos locais, irmão do coronel Ovídio Bona, fazendo-o desfilar, a cavalo, pelas ruas da cidade, antes de sumir no mundo.
Na época o sítio “São Joaquim” pertencia ao coronel Benício Ribeiro Sampaio pai de Adécio Sampaio, gente importante da região.

A tropa percorria o Nordeste contra os governos oligárquicos. O objetivo era levar a mensagem revolucionária do tenente Carlos Prestes (mais tarde fundador do Partido Comunista do Brasil e à direita, na foto), para uma modernização social e política do país. Com origens que datam de fins de 1994, a coluna percorreu 30,000 km, através de 13 estados (travou 33 combates e não perdeu nenhum), internando-se na Bolívia, em fevereiro de 1927, onde começou a perder força. Foi combatida por diversos adversários arregimentados pelo governo federal (Artur Bernardes), desde as forças regulamentares do exército, até jagunços e cangaceiros – como, por exemplo, Lampião – comandados pelos coronéis do sertão.

Prestes jamais mudou suas idéias e seus ideais. Morreu com elas aos 92 anos, no dia 7 de março de 1990.

Marcos Vasconcelos é aposentado do Banco do Brasil, advogado, estudioso de literatura contemporânea e piauiense nascido na Rua da Lagoa, em Campo Maior. Extraído do livro "Raizes de Pedra", do autor.
Fotos: Museu do Paulo&Bitorocara - CPDOC/FGV - Jornal do Brasil

A COLUNA PRESTES EM CAMPO MAIOR - II


Era o Major Lula - Luiz Rodrigues de Miranda (à direita, na foto) - o Intendente municipal (prefeito, na época) a 07-01-1926, quando ás 9:00h da manhã os revolucionários comunistas da “Coluna Prestes”, chefiados por João Alberto Lins de Barros (à esquerda, na foto) já como deputado constituinte, em 1934) Benício, Pretinho e outros entraram na cidade de Campo Maior. Após quatro dias de permanência no local, hospedados na quinta "São Joaquim", nas proximidades do Rio Surubim, o Major Lula pacificamente conseguiu a sua retirada. 
Luiz Rodrigues de Miranda faleceu em 1948, no exercício do mandato de vereador e lhe foram prestadas as homenagens de praxe. Posteriormente, a antiga Praça do Centenário e Floriano Peixoto passou a denominar-se Praça Luiz Miranda.


Foto do arquivo do escritor Marcos Vasconcelos, vendo-se a quinta/sítio, e o que restou da lagoa do São Joaquim, no final da Rua da Lagoa, próximo ao sofrido Rio Surubim, em Campo Maior.


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PRESTES, O RETORNO - No dia 27 de julho de 1987 Luis Carlos Prestes "retornou" a Campo Maior, pois já tinha passado por aqui liderando a Coluna Prestes. Ao redor deste ícone da História do Brasil os universitários César Robério, Kleber, Windenberg (que aproveiou para autografar um livro sobre a Coluna) e Carlos Ivan(Carioca). Há vinte e três anos, do fundo do baú...


Fotos: Arquivo do Bitorocara - CPDOC/FGV - Baú do Prof. César Robério

sábado, 31 de dezembro de 2011

Personagens da nossa história recente... 12



Francisco Rademarques da Silva nasceu em Capitão de Campos, Piauí, em 18/02/1972. É casado e concluiu o Ensino Médio em Campo Maior onde tem residência fixa.


Rademarques é autor do Projeto de Lei de Combate ao Crack, aprovado pela unanimidade dos vereadores da cidade.
A pretensão do vereador com o projeto é alertar os riscos e conseqüências que a droga faz na vida das pessoas. O foco são os jovens de todas as classes sociais: “Vamos mobilizar o máximo de pessoas do município, no sentido de empunharmos a bandeira da paz, do amor, da saúde e de uma vida longe do álcool e das drogas. Contamos com a colaboração de toda a sociedade” finalizou o vereador. Edna Gomes (meionorte.com)


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Flávio Bona Atlético Clube


Flávio é tão apaixonado pelo Comercial que já contrariou até recomendação médica para não perder a chance de ver seu time campeão. Foi no ano passado, quando o time, já campeão do 1° turno, foi decidir o returno com o Flamengo. Se vencesse, levaria o título arrastão, de ponta a ponta. "Não poderia perder aquele jogo. Eu testemunhei tantas adversidades e numa hora dessas ficar de fora? Não, não deu prá segurar", lembra Flávio, que contrariou a recomendação do cardiologista Itamar Costa, do ITACOR.

Jornalista Severino Buim Filho

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!!!


ATENDENDO A DEZENAS DE SUGESTÕES POR E-MAIL, A RÁDIO CIDADE DE BITOROCARA JÁ ESTÁ ATUALIZANDO SUA PROGRAMAÇÃO MUSICAL COM SUCESSOS MAIS RECENTES (rs rs!), TIPO, ATÉ OS ANOS 80. 
AS PRECIOSIDADES DOS DISCOS DE CERA DE CARNAÚBA E LONG PLAYS (LPs) CONTINUAM NA PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA NORDESTINA MAIS BADALADA DA WEB.

ANO NOVO, BITOROCARA ATUALIZANDO OS PONTEIROS...

DAS SUTILEZAS DO CALENDÁRIO CRISTÃO


A CELEBRAÇÃO DO ANO NOVO É UMA CONVENÇÃO ARBITRÁRIA, MAS O QUE IMPORTA AO SE ESVAIR O 31 DE DEZEMBRO É RECEBER UM ABRAÇO SINCERO


André Cunha é jornalista e pesquisador 


O Cristianismo é apenas um dos legados da civilização ocidental, por isso alguns mais escrupulosos preferem dizer que estamos nos fins de 2011 da Era Comum, e não da Era Cristã. Todavia, alguém mais escrupuloso ainda poderia lembrar que tal truque conceitual não passa de um eufemismo pra dar um aspecto laico ao critério que usamos pra contar o tempo, já que ponto de referência acaba sendo o mesmo: o nascimento de Cristo. 
De qualquer forma, as siglas A.C e D.C costumam prevalecer nos livros e manuais de história, lembrando que foi a Sua vinda o marco zero de uma Nova Era: O ano 1. Ou ano 0? Existe uma adorável polêmica historiográfica a esse respeito (o número “zero” só chegou tardiamente à Europa), e se formos chatos com as palavras, pode-se chegar à conclusão de que estamos em vias de entrar em 1982. Sim, porque “Cristo” quer dizer “O Ungido”, que pode ser traduzido como “O batizado.” Até um ignorante como eu sabe que Jesus de Nazaré só foi batizado aos 30 anos, portanto foi aí que tornou-se “Cristo”, e não quando nasceu.
Essa é apenas mais uma das artimanhas do calendário, esse quebra-cabeça teórico que há milênios tenta alinhar o tempo dos seres humanos com os ciclos de rotação da lua em torno da Terra e da Terra em torno do sol (que, suponho, deve orbitar em torno de alguma coisa). O calendário ocidental a que estamos submetidos, e que é adotado pela ONU, não deixa de ter um poder simbólico sobre o resto do mundo. Mas isso não faz dele mais ou menos exato do que do que outras variantes que existem e/ou existiram no planeta. O calendário Maia, que dizem ser bem preciso, tem vivido os seus momentos de fama, mas sinto desapontá-lo se você acredita que em breve veremos o fim do mundo. 
CONTINUAÇÃO em breve.
Caricatura Papa Gregório: João de Deus Netto -BitorocaraBlog

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FORÇA, GENIAL, INCANSÁVEL E INEXPLICÁVEL, CHICO ANYSIO!!!


Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, é humorista, ator, dublador, compositor, pintor e torcedor do América Futebol Club do Rio de Janeiro. É filho de Francisco Anysio de Paula, um dos homens que foi dos mais ricos do Ceará, e de dona Haidé Viana de Oliveira Paula.
Sua mãe era especialíssima, e embora tendo um problema grave no coração, morreu aos 89 anos de idade. O pai tinha uma enorme empresa de ônibus, que um dia pegou fogo, e ele foi dormir rico e acordou pobre.
Chico Anysio nasceu na cidade de Maranguape, no dia 12 de abril de 1931. O pai de Chico foi casado quatro vezes (está explicado) e teve 17 filhos, dos quais só uma morreu. Aos oito anos o garoto foi com a família para o Rio de Janeiro e já começou a imitar as pessoas, e para ir ao cinema ou ao futebol, economizava o dinheiro do bonde, indo a pé para o colégio.
Com 14 anos começou a ir aos programas de calouros do Rio e depois de São Paulo, e ganhava todos. A ponto de não o aceitarem mais. Foi ao Programa Ary Barroso, à Hora do Pato, ao Trabuco do Vicente Leporace, em São Paulo. E logo Renato Murce o aproveitou para um show. Ia fazer suas imitações nos clubes do Rio e ganhava seus cachês. Estudou para ingressar na Faculdade de Direito, passou, mas não cursou. Foi contratado para o rádio e depois de 15 dias, já tinha quatro profissões: era ator, locutor, redator e comentarista esportivo.


Na época, gostava de tudo e fazia tudo perfeitamente bem. Era a Rádio Guanabara. Foi galã de novelas, mas logo preferiu a linha de shows e de comédias, ao lado de Grande Otelo, Chocolate, Luiz Tito. E foi se multiplicando, sem nem mesmo ele saber como.
Chegou um momento, porém, já na televisão, que achou que devia escolher uma estrada para ele. E escolheu ser vários. E isso passou a ser o seu diferencial. Pensava: Se um personagem cansar, ele sai, e fica outro. “Foi ele que cansou, não eu”. Às vezes eram tão diferentes umas das outras, que nem mesmo ele entendia. Chegou a fazer 207 personagens na televisão.
Chico Anysio chegou a comandar 3 programas por semana. Começava, então, a história do maior humorista que o Brasil já teve.
Chico Anysio ainda é escritor. Tem quinze livros lançados e doze à serem editados. Escreveu mais e melhor do que muitos “imortais” da Academia que um dia teve o fundador Machado de Assis.
E é pintor. Faz uma média de 300 quadros por ano, e está na fase Marinha. Vende seus quadros, vende seus livros, e consegue sucesso em tudo o que faz. Trabalhador incansável dorme apenas quatro horas por noite e, sua explicação para tanta vitória, é o que um amigo lhe disse: “Não sou ator. Sou Médium”. Essa afirmação ele faz, num tom entre a brincadeira e a reflexão, e se pode ver em seus olhos, uma luz de gratidão, pois nem Francisco Anysio consegue explicar o inexplicável, que é Chico Anysio.
Fontes: O dilema foi compilar tanta informação da NET sobre o mais genial artista da TV brasileira de todos os tempos.
Caricaturas: João de Deus Netto - nettocampomaior@gmail.com 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Da "sambereba" de DNA de muitos de nós...


O Expresso de Luxo da estudantada

E tome de saudades de Ypioca com cajarana na praia do Ideal, pra onde me levavam, em férias, e eu não bebia - olha eu aí fazendo o caminho inverso da estudantada mais velha que estudava em Fortaleza e passava férias na terrinha Campo Maior.
Na época, de uma dessas fotos aí no centro (Romcy), em 1972, eu estava na praça do Ferreira assistindo a primeira transmissão colorida pela TV Ceará: jogo entre as Seleções do Brasil contra Portugal, pelo Torneio Sesquicentenário da Independência. Essa praça do Ferreira é velha, hein? Vou te contar...rs rs!


Iracema Praia
A dica é um cinema famoso que tinha no térreo. Neville deve saber, fotos em preto e branco, sacumé... Dos retratos coloridos, ainda arrisco.

Praça do Ferreira muito antes da depredação.

Time do Ceará em 1972 /1973 - Em pé: Mauro Calixto, Mauro Cruz, Pedrinho, Nagel, Joãozinho e Carlindo; Agachados: Lima,Erandir, Victor, Edmar e Da Costa.


Fotos: Bitorocara&Leila Nobre&GenealogyBlog e Sites da NET

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Personagens da nossa história recente... 11


E como aqui no "Bitorocaras" só são publicadas ilustrações estilo caricaturas, com o grande campomaiorense, político e artista das letras, Cunha Neto, não poderia ser diferente.

José da Cunha Neto (Campo Maior, Piauí, 2 de junho de 1924 - 7 de fevereiro de 2010) foi um escritor cordelista e político. Autor de vários livros e centenas de poesias no estilo literatura de Cordel. Ocupou a cadeira 12 da Academia Campomaiorense de Artes e Letras - ACALE. O poeta foi homenageado com diversas comendas, entre elas, a Medalha do Mérito Heróis do Jenipapo.


(clique e amplie)


Mestre Antônio Neves, alfaiate e eterno Técnico do Comercial Atlético Clube.


Luís Augusto da Paz disse...
Além de emérito Técnico do Comercial, o Mestre Antônio Neves era um exímio profissional na arte de alfaiataria. Foi ele quem confeccionou o nosso (meu e do mano Neville) primeiro terno branco acetinado para as solenidades de conclusão do curso ginasial da turma do GSA de 1956. 


Antonio - De Cuiabá disse...
Conheci o "mestre" Antonio Neves por intermédio de meu pai, que frequentava o Bar do Mestre e outros na Rua Santo Antonio e adjacências, bem como de alguns amigos ligados ao esporte, notadamente, ao futebol. Exemplos: Gó, que era alfaite, e Chico Boguém (é assim mesmo o "sobrenome"?), que comandava o Campo Maior E. C., no qual joguei pelo amador. Gostava de vê-lo e ouvi-lo falar de futebol e do seu (e nosso) querido Comercial. Realmente, é uma perda para o esporte local. É raro encontrar uma pessoa que amava tanto a profissão como ele. Merece todas as homenagens possíveis.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Feliz Natal, Bitorocara!!!

Nossa sempre gratidão à família do saudoso Paulo Bona Andrade por ter nos presenteado um CD contendo o acervo fotográfico da família, e onde também estão digitalizados dezenas de flagrantes de um passado não tão distante, mas valiosos, da nossa Campo Maior, nascida, fazenda Bitorocara. 

Foto: MuseudoPaulo - ArteMontagem: Netto: Bitorocara


Boas Festas Para Todos do Blog Bitorocara!!!

QUEM TE VIU...

...QUEM TE VÊ, 
FRANCISCO MAKURÚ!!!
Close extraído do "Face" - e sem consentimento- por ocasião da cerimônia de formatura do advogado Francisco Koch Coutinho, mais conhecido do Amapá ao bairro de Flores, sobrevoando o Rabo da Gata, como Makurú!!!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Personagens da nossa história recente... 10

(clique e amplie)
Marcelo Bona

"Chiquito da Calçadeira"

Erivan Napoleão

"Edimundinho" Reis

“Edmundin” Reis é um desses “caras” unanimidade em sua cidade. Por outro lado, esta mesma cidade prefere não conhecê-lo! Digo, do "invisível" talentoso literato e letrista autoditada por excelência; bem informado e despojado de qualquer tipo de vaidade e rancores. 
Conheço o Edmundinho desde os tempos das “peladas” de futebol no campinho ali pras bandas da descida da baixa, pelo lado da serraria do Sales na Rua do Sol. Os “Reis”, vindos de Nazaré, moraram ali perto do mercado novo e do Ginásio Santo Antônio, depois moraram próximo à Praça Rui Barbosa, numa grande casa que foi até sede dos bons tempos do Comercial, se não me engano, ao lado do que sobrou do Novo Hotel. 
Outra coisa interessante é o tema interminável que serve de combustível para a discussão em torno da dúvida sobre a existência - ou não! – do purgatório(?), entre ele, Edmundinho, o monsenhor Alberto, Neguin do Cartório, o Zacariinha - um antigo “rebelde da motocicleta”-, e um bem atento e seleto  público que não se manifesta por absoluta falta de coordenação na fala e tropeços nas palavras.
E olha que este “Concílio” já dura um tempão ali naquele templo próximo ao antigo armazém do finado (ôps!) Valdeck Bona. 

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Façam comentários, mandem mensagens para estes personagens da nossa história recente, todos pessoas da nossa melhor estima; "tutti buona gente"; "all good peoples"(Gilmar Mello); "cabras véi pai déguas !" (Zé da Égua).


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Demolição...

(clique e amplie)
José Miranda - Jornal A Luta  
 
“Comenta-se como ponto pacífico a demolição pura e simples do casarão antigo em que esteve o Mercado durante 45 anos e que cedeu seu lugar ao Mercado Modelo recém-inaugurado e já em franco funcionamento de todas as suas peças. Na verdade, a substituição do Mercado, que já não atendia às contingências do momento, por esse outro construído em tempo recorde e em moderníssimas adaptações, foi realmente espetacular e indiscutivelmente proveitosa. Ninguém de sã consciência e espírito elevado poderá deixar de aceitar monumental e grandiosa obra” (e elogia o seu construtor – Prefeito Ten. Jaime da Paz). (...) “Falam que caberá ao demolidor do velho Mercado, de saudosas tradições, fruto de trabalho realizado com minguados recursos de trinta mil réis por ano, num período de oito anos, todo o material retirado do velho prédio, como pagamento de seu difícil e cansativo serviço, ficando a Prefeitura isenta de qualquer ônus.” Ele diz que, atendendo a pedido para apresentar sua opinião, que lhe fez o citado prefeito, a respeito do destino reservado ao velho Mercado, manifestou-se pela demolição e no local fosse construída uma praça, um prolongamento da já existente, em meio da qual se destacava a Coluna da Hora, e surgiria daí um logradouro público mais amplo e mais arejado, dando uma visão nova e muito bonita aos olhos do povo e à cidade que crescia. Mas depois mudou seu pensamento, como prosseguiu no artigo: “E vem a interrogação. Por que não se evita essa demolição desnecessária e improcedente, embora sabendo-se que a Prefeitura não fará nenhuma despesa na limpeza do terreno, transformando o que era antes um Mercado num prédio para receber, englobando-os ali, todas as repartições federais e estaduais aqui sediadas e dispostas em diferentes pontos da cidade? Ademais, afora isso, estaria resguardado aquilo que em passado remotíssimo se constituiu em grande esforço e dedicação às coisas da gleba-berço de dois administradores que marcaram época com a construção do Mercado que a terra reclamava - Major Luiz (Lula) Miranda, Intendente Municipal, e Cel. Ovídio Bona, Vice-Intendente -, como acontece hoje com esse trabalho gigantesco do realizador-mor em todos os tempos na história deste glorioso Município. Naquela época era o Mercado de que carecia a gente resumida e acanhada do lugar, mas que nem por isso deixava de ter o seu valor e que com poucas transformações e cuidados higiênicos, serviu até o dia 14 de outubro deste 1972. Portanto, teve ele, mesmo nos moldes em que foi construído, uma serventia pública de 45 anos, quase alcançando o cinqüentenário de pleno atendimento aos hábitos cotidianos da gente do passado e do presente. Aí estão a tradição, a consideração e o respeito ao feito quase heróico, porquanto ultrapassara os limites do impossível, que precisam ser preservados, porque justos, desses dois filhos da terra, um já falecido, o outro ainda vivo, beirando os noventa, que, por certo, não se sentirá com forças suficientes para presenciar o desaparecimento da obra que ele ajudou a edificar, numa incansável e dura luta, que durou anos para consegui-la. E só porque outro Mercado veio para substituí-lo, querem-no agora jogar fora como sucata? Que seja reformado, ao invés disso, e verão como o Mercado que se quer demolir, embora com nova roupagem, continuará a prestar à gleba heróica os seus inestimáveis serviços que vinha prestando, só que com outras características que não as primitivas.” (...). Aí o tom de repúdio e desabafo. Mas o certo é que o panorama da praça mudou. Notem que até a torre do relógio (aqui citada) igualmente veio abaixo? E uma parte de nossa história foi para o esquecimento dos mais velhos e do desconhecimento dos mais novos.

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Fonte: José Miranda Filho
Fotos: Bacafuá do Helmo Andrade 


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