terça-feira, 18 de novembro de 2008

No Novo Testamento, no Evangelho segundo Marcos, quando Salomé terminou o strip, Herodes encantado disse-lhe: "Pede–me o que quiseres e eu to darei. E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino, eu ta darei. Saindo, ela perguntou a sua mãe: Que pedirei? Herodías respondeu: A cabeça de Batista. Menos mal que não foi a do João de Deus.
A Salomé campo-maiorense era o tipo da moça exótica, mas, pelo que me consta, nunca chegou a pedir a cabeça de ninguém em bandeja. Sabia-se que mexia com a cabeça dos rapazes; deixava os caras com a cabeça nas núvens e as idéias impróprias para menores de 18 anos. Magra, loura, namoradeira; andava como se desfilasse numa passarela fictícia. Filha do Sr. Isac Padeiro e irmã do legendário goleiro Coló. Quem quiser enriquecer a biografia da Salomé e satisfazer a curiosidade e as saudades dos campo-maiorenses de todas as épocas, por favor, façam comentários.

Caro leitor, caso queira tomar conhecimento do que já foi publicado na primeira edição deste Blog BitorocaraNews, é só clicar no link disposto ali no final do texto (mais antigas). Lá tem, no mínimo, 300 anos de história e costumes do povo de Campo Maior.
Aqui tem também da primeira fase do Bitorocara:
http://jd.netto.zip.net/

Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+News

6 comentários:

zan disse...

A Salomé era a moça mais faceira, como se dizia naquele tempo, que a cidade já conheceu. Seu rebolado de modelo moderna incendiava a imaginação da rapaziada que vivia de satisfazer a libido com aquelas travessuras manuais típicas da idade. Salomé, na verdadeira, era moça seríssima, aquele seu jeito aparentemente avançado praquela época, era puro teatro. Eu conheci uma irmã dela que era o oposto: timida e recatada, parecia uma florzinha pedindo licença pra existir. Socorrinha era seu nome e trabalhava na secretaria do Colégio Estadual quando lá fui professor... As duas eram diferentes até no físico e tinham em comum apenas os olhos, que eram de um azul esverdeado, se não me falha a memória. Dos dois irmãos delas que eu conheci, um era extrovertido, o outro, introvertido, Coló e Frannsquim, ambos goleiros do Comercial e Caiçara em épocas distintas. O pai dessa gente toda era um gentlmen e a simplicidade em pessoa, conhecido na cidade, porque tiha uma padaria. Era "seu" Isac Padeiro.

Artur Sampaio Andrade disse...

Essa foto é ótima! Sempre quis saber mais sobre essa coquete avant-garde quando a via nas fotos do papai.

Nilton Ferreira disse...

Puta merda, essa mulher devia ser lindíssima! Parece personagem de filme dos anos 60, época da Brigite Bardot, Doris Day...

amaral disse...

no tempo da salomé eu ainda não tinha sido expulso do paraíso, mas já ouvia murmúrios sobre essa lenda. comprava pão no seu isac, quase toda tarde. se crusei com ela, o anjo gabriel me cobriu os olhos.

zan disse...

Esse amaral é tão pérfido que ia comprar pão na padaria do seu isaac na esperança de ver salomé por acaso... Era lindíssima, Nilton Ferreira, mas gostava mesmo era de saracotiar... (será que eu disse besteira?)

Nonatinho disse...

Zan quando foi que você começou
lecionar no Colégia Estadual, pois eu terminei o ginasial neste estabelcimento de ensino no ano de 1967.
Abraço.

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