domingo, 7 de fevereiro de 2010

Letras de Luto...

Filho de Antônio José da Cunha e Mariana Leite Cunha. Poeta, radialista, contador de “causos”, político, comerciante e lavrador. Cunha Neto se iniciou em “cordel” em 1944, onde foi sócio da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel, da Academia dos Poetas de Uruguaiana [RS]; da Federação Brasileira dos Poetas do Brasil, Brasília [DF]. Publicou 130 folhetos dessa literatura. Membro da Academia Campomaiorense de Arte e Letras – ACALE. Cunha Neto deixa esposa Ana Oliveira Cunha e os filhos Ana Maria, Maria Gorete, José Cunha Filho e vários netos.

Na foto - Amigos para sempre: José da Cunha Neto, Antônio Andrade Turuka e Antônio Músico Bona Neto.

Manezinho dos Carnaubais...

Manezinho é o termo popularmente utilizado para designar os nativos de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina. O termo pode se estender também aos que nasceram na Região Metropolitana da capital (Floripa). A Figura do manezinho foi moldada na região praieira da ilha habitada por “caiçaras” (litorâneos, pescadores) vindos da região do aquipélago dos Açores português. O maior tenista brasileiro, Gustavo Kuerten se declarou manezinho da ilha, após vencer o Torneio de Roland Garros, dignificando este termo.
Tudo isso explica o título do post sobre o catarinense Edson Krastsmer Varão (no destaque), zagueirão do Comercial Atlético Club nos anos 60, na cidade de Campo Maior. No entanto, ficarei devendo uma boa atuação nesta partida disputada pelo blog, porque, até hoje, não consegui entender que esquema tático implantou um jogador vindo do outro lado deste imenso país.
Na súmula do juiz deste jogo, por certo, estava lá rabiscado: Procurar algum diretor do time azul pra saber dadonde diaxo tiraram este fogoió e cuma ele chegou aqui nestas paragens!
Procurei uma das filhas do jogador; fui prontamente atendido pela Márcia que me forneceu estes dados:
“Papai nasceu em Florianópolis-Santa Catarina em 17/11/1943 e faleceu em Teresina[PI], por motivo de embolia neoplásica (câncer), em 25/03/2009. O nome de seus pais: Agnelo de Freitas Varão e Ruth Krastsmer de Freitas Varão. Irmãos: Getúlio, Wilson, Maria da Conceição, César, Vítor (falecido). Filhos: Ana Ruth, Jefferson, Márcia, Mércia e Miriam Varão”.

O Edson foi uma dessas coincidências que encontrei e estabeleci amizade, lá no Mocambinho. As filhas e a falecida esposa também sempre foram amigas da família chefiada pelo meu sogro Zeza, um campomaiorense e comercialino como seu irmão, ex jogador azulino, Chiquito. Lembro do fogoió jogando, mas confesso que me concentrava mais no Vicentinho, Escurinho, essa turma do meu Caiçara; do Edson, lembro que era um magro véi que chegava junto, viril e eficiente. Dessa fase do Mocambinho, o encontrei tomando toodas, lambendo os beiços e polemizando em tudo que via e ouvia! Abandonou a bebida, ficou viúvo, e passou a cultivar o "vício" de jogar dama lá no mesmo barzinho onde enchia a cara. A bola do zagueiro catarinense virou uma "dama" que, pouco tempo depois, foi trocada por uma Bíblia.
O Edson morreu evangélico.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

domingo, 31 de janeiro de 2010

BATEU A CAMPA!!!


E não esqueçam do dever de casa destes anúncios do Google (ao lado) sobre "A Influência de alguns Contos de Réis a mais, no Grolado da panela de um Blogueiro de Bitorocara". Escolha qual deles, clique, e você estará concorrendo também a um suculento churrasco da melhor Carne Sol do planeta, cortesia da Barraca do Capote, nos próximos festejos de Santo Antônio de Campo Maior.



Coforto anatômico das "carteiras" da Escola Maria Auxiliadora, da dona Josefa, Mulata, Noca..., só era comparado ao formato da palmatória, anatomicamente desenhada para encaixar na palma da mão... Essa doeu! Nunca levei e também nunca vi ninguém provar do bolo daquele objeto medieval.









A difícil vida fácil...


O Bitorocara se rendeu às inúmeras cobranças chegadas por E-mail, pedindo mais "matérias" com a "gloriosa" rua da Terra dos Carnaubais. Fomos no baú e resgatamos mais estas pérolas da rica e devota vida mundana de Campo Maior.

“A elite vivia em boas farras e a cidade era detentora do maior número de cabarés do Piauí. Fazendeiros e comerciantes mandavam buscar mulheres em outros Estados; era a força do poder econômico, oriundos da cera de carnaúba e do gado”. (João Alves Filho, no seu livro Mateus Rumo ao Céu, sobre a prostituição em Campo Maior)

De princípio, em entrevistas se conseguiu revelações como essas: “O major Honório Bona afirmava que enquanto fosse vivo a prostituição não acabava na Rua Santo Antônio” (Informação verbal anônima). Um ex-frequentador da zona do meretrício afirma: “As mulheres vinham determinadas primeiros para certas personalidades locais, depois elas ficavam por aqui, vendendo seu corpo para os outros”. Depoimento de outro ex-frequentador da rua, que fala de sua vida de boêmio, explicita bem essa questão ao dizer: “Eu andei, muitas vezes, não nego. Eu me lembro de ter visto muita gente importante de Campo Maior na rua Santo Antônio”. E por fim, o cronista João Alves Filho confirma esta tese ao proferir: “De elevado poder aquisitivo, este município importou belíssimas mulheres que serviram na vida fácil aos Senhores Burgueses”.

*O cabaré Bataclã citado no título do post, foi durante muito tempo o local de encontro diário dos abastados coroneis do cacau, nos tempos áureos da cacauicultura na cidade de Ilhéus, Bahia.

Fontes: Rua Santo Antônio – A Prostituição feminina em Campo Maior - Celson Gonçalves Chaves. Arquivo: Bitorocara+ , Escritor, João Alves Filho.

ODE INTERPLANETÁRIA
João de Deus Netto

O poeta campomaiorense Elmar Carvalho tem uma bonita ode interplanetária escrita na primeira metade dos anos 80 em homenagem a um quarteirão no centro da cidade de Campo Maior, PI, onde ficava localizado um cabaré composto de mais de uma dezena de casas, todas de propriedade do glorioso Santo Antônio, padroeiro da cidade. Era uma espécie de Shopping do Prazer, onde você fazia o contorno da “quadra”, olhando e pesquisando as "vitrines", na ânsia de encontrar, o mais breve possível, o melhor manequim que encaixasse no seu furor. Era bem legalzinho, lá. Digo legal, porque não havia a menor possibilidade da pessoa contrair o criminoso HIV. Reclamava-se que tinha muita blenorragia, esquentamento, cavalos de várias raças, inclusive, um bizarro, com crista; tinha sífilis, “chato” (o onipresente também)...Nada que um comprimido de Tetrex, uma Benzetacil nos “quarto”, ou que o Sr, Nascimento da farmácia, não exterminasse, mesmo com os urros e esturros, denunciando para a metade da cidade que alguém tinha "dançado" na Santo Antônio.

Celson Gonçalves Chaves

“Olha, nessa zona, a gente é obrigada a beber sem querer, é obrigada a aceitar qualquer homem que a gente nunca teve e nem viu; ninguém gosta disso; estou aqui por falta de apoio!”

A vida não era fácil para mulheres que perdiam a virgindade fora do casamento. A perda da virgindade seria motivo de execração por parte da família. E para aquelas que não se encaixavam dentro desse ideal cristão – as prostitutas – o preconceito era esmagador sobre as escolhidas para trilhar o caminho da difícil vida fácil. No código de postura da cidade de Campo Maior, aprovado em lei nos anos 50, tem no seu capítulo X, do sossego e a ofensa à moralidade e segurança pública, rezada da seguinte forma: “Art. 87º É proibido estar ou transitar nas ruas e praças desta cidade de nu indecentemente vestido ou disfarçado com roupa imprópria do seu sexo”.

Entre Meretrizes e Clientes

O Ritual da Bacia
“Naquela época, era época da bacia; acho que era humilhante para a mulher, mas elas faziam isso mesmo(...) ela pegava a bacia com água; tinha os depósitos de águas e lavava o pênis do homem com sabonete e enxugava. Isso, ninguém pedia, nem nada. Isso era da cultura”. (depoimento anônimo)

Fellinianas

A aguçada inspiração pejorativa de alguns cronistas e entrevistados anônimos ao descrever o perfil das prostitutas:
Rua Santo Antônio, com suas musas famosas, como a Paturi, a Chica Galinha, a Bate Marchas, a Bola Sete e a Maria Caça Homens. (Jornal Alfarrabos)
Era Forquite; por que Forquite? Porque só tinha um olho fundo e remelento. Tinha também a Piranha, a Lanzuda, a Moe-de-Vara (...), tinha a Maria Cal e a Cotinha.

Vênus da Planetária
E finalmente, na definição poética de Elmar Carvalho:

Calipígia, de belas nádegas navegantes,
de bela bunda popozuda e rebundolantemente ondulante,
de ondulante ancas e colos coleantes
Por mares Bravios de cios

Fontes: Rua Santo Antônio – A Prostituição Feminina em Campo Maior: Celson Gonçalves Chaves - Zona Planetária: Elmar Carvalho;
Jornal A Luta

O Ocaso do Coronel

Prefeito de Campo Maior em duas legislaturas – 30/36 e 38/42. Comerciante pioneiro, líder na indústria extrativista da cera de carnaúba, fazendeiro, homem de grande liderança política na região e de muito prestígio no Estado e em várias regiões do país. Durante a Revolução (golpe) de 1930, teve grande poder e influência na política do Piauí. Francisco Alves Cavalcante nasceu em Batalha [PI] a 09 de janeiro de 1895, faleceu em Fortaleza [CE] quando fazia tratamento de saúde, a 21 de janeiro de 1985. Era casado com Alice Eulálio Alves, filha do Cel. Antônio Maria Eulálio Filho.
Na foto acima, atual estado do Solar da família do Coronel Chico Alves, na Avenida Vicente Pacheco, no centro de Campo Maior.

À esquerda, avião Rio Parnaíba doado ao Correio Aéreo Nacional pelo Coronel Chico Alves, em 1948. Na foto, o coronel e a filha Maria Alice. À direita, um avião do mesmo modelo, ano e nome, no Aero Clube de Itu, São Paulo. Procurei a direção do Aero Clube que me informou tratar-se de "uma coincidência". E bota coincidência nisso!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Homenagem Póstuma


QUE MUNDO É ESTE?

Que mundo é este, minha gente?
Bem aqui na minha frente...
Que mundo é este, minha gente?
Que tem gente matando gente...
Que mundo é este minha gente?
Que não poupa o inocente...
É um mundo inconveniente
É um mundo inconsequente
É um mundo incoerente...
Onde me sinto carente
Onde me sinto impotente
Onde me sinto indigente...
(Mena Moreira)

Este texto circulou pela internet quando o menino João Hélio, de seis anos, morreu ao ser arrastado durante quatro quilômetros, depois do carro em que estava ter sido assaltado por vários “monstros de menor”, no Rio de Janeiro, em 2007. A sanha assassina não escolhe idade. Seu Francisco Ibiapina foi um campomaiorense, contabilista aposentado, e mais uma vítima da incontrolável violência urbana que também não escolhe mais lugar pra dominar. (Bitorocara+)

A violência urbana tem a ver com o fato de que uns ficam inconformados com outros viverem melhor, tendo o que têm, gozando do que juntaram trabalhando ou enganando o mundo com trapaças e maracutaias. A classe média, que vive bem porque trabalhou duro pra ter o que tem, está sitiada por uma multidão de “sem nada” dispostos a tudo pra se vingarem da vida que levam encima dela, matando e roubando a paz e o sossego de quem merecia chegar ao fim da vida como uma criança dormindo e morre da forma mais cruel e sanguinária. De quem é a culpa de tudo isso? A miséria dos inconformados com ela? Os que jogam nos outros a culpa pelos seus fracassos? Ou mesmo, como quer muita gente, os defensores dos direitos humanos, que defendem os bandidos que matam e esfolam inocentes? Modestamente acho que a humanidade hoje vive como se quisesse se vingar dela mesmo... Que tem alguma coisa errada aí, não é dificil achar, agora, encontrar saídas pra isso é que são elas...
(Zeferino Neto)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Este ano não vai ser igual aquele que passou...

Mandem suas fotos de carnavais passados, que eu publicarei. Uma legendinha dizendo também quem é quem, será motivo de muita satisfação pra todos aqui do Bitorocara.

Por incrível que pareça, é um domingo de carnaval na segunda metade dos anos 40. Digo isso por causa da faixa onde está escrito o nome de um famoso samba daquela época: É com esse que eu vou. Ah, e foi pesquisa minha, porque desta época mesmo, o Zan e o Zé Miranda é que são as enciclopédia.

"Mamãe, eu vou ser soldado de Israel, não tem água no cantil, mas tem mulher no quartel..."
Olhai você, Ana Lúcia Araújo! Pedido atendido, agora, você e a Bebeta do João dos Couros (tava em todas!) vão nos identificar os “brotos” do meio.

Quem sabe aí, quem são elas do estandarte?

O Zé Carioca aí da foto, é o Paulinho do Zizi Veras. Quem sabe o nome da garotinha?

Zezé e Zuzu de olhos atentos no movimento carnavalesco na Praça Rui Barbosa; e pra não perder a viagem, tecendo “comentários” sobre o comportamento do foliões.

ESCUTEM ESSA

Zan, andei sassaricando por aí e encontrei sua marchinha de carnaval. Moço, é tão antiga que a bonita "vedete" e cantora Virgínia Lane está com a voz bem fraquinha mas da pra ver e ouvir. Nada não, que até hoje a marchinha "Sassaricando" é cantada em todo o reino dos descendentes de Momo:
http://www.youtube.com/watch?v=dy5f90XhCi8

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Maria Isabel na cidade sem sol...

Na foto: a matriarca, dona Didita; o filho,William; Júnior Araújo (visitante); finalmente, a irradiante, irrequieta e competente “hostess” (gostaram da puxada?), Mrs. Little Grace Torres. Em seguida, a catarinense Lúcia (esposa do William), e este blogueiro que vos “fala”, do lado de cá do cantinho predileto da sala do bonito apartamento, nestas ocasiões.

Os donos da “casa” e os “bocas-livres” oriundos de Maringá e da própria cidade de Curitiba. O blogueiro campomaiorense e morador de um bairro próximo, já tinha ido pra casa amargar o arrependimento de não ter degustado da iguaria da própria terra - eu, falando de mim.

William exibe a decantada Maria Isabel envolta na viscosidade do queijo importado de um cantão suíço, especialmente para o evento, mas o casal Paulo César e Gracinha, num esforço descomunal, fingem que não veem.

Gracinha Torres ladeadas pelas cunhadas, Lúcia, e pela sergipana (esqueci o nome) esposa do Clemilson. Atrás, em primeiro plano, o onipresente sorriso aberto da simpática Denise, esposa do Júnior; em seguida, a Dra. Denise, esposa do Júnior.

Benditas, Diditas.

Blog Bitorocara em estado de graça.

O blog continua procurando cumprir a sua missão de encontrar e aproximar campomaiorenses em qualquer parte da nossa aldeia global. Vocês não imaginam a alegria e a realização que isso nos da.
Na foto acima, a "Graçinha" Torres ladeada pelo marido, Paulo César, e pela mãe, dona Didita, em Curitiba, no Paraná.
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara, e do Álbum Digital da família.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Esporte de Luto

José Acélio Correia.

Neste dia 06.01.2.010, consagrado à folia de Santos Reis, a "Família Alvi-Celeste Campomaiorense" entristeceu-se com a notícia do falecimento de "Mestre Antonio Neves", eterno treinador do Comercial Atlético Clube.
Conheci Antonio Neves, nos anos 60, cuja alfaiataria situava-se na Rua Santo Antonio, próxima ao bar de meu pai(A Merendinha) e ao Bar do Mestre Carneiro, este último, caiçarino dos mais fervorosos.
Iniciei uma melhor convivência com Mestre Antonio Neves ao assumir, pela primeira vez, a presidência do Comercial, isto no ano de 1.972, ocasião em que era gerente do Banco do Estado do Piauí, cuja amizade e respeito permanecem.
Iniciei e terminei minhas várias administrações na Presidência do Comercial Atlético Clube sempre em companhia de Mestre Antonio Neves e contribui, decisivamente, para que ele ostentasse o recorde mundial de ter sido o único técnico de um mesmo clube profissional de primeira divisão por quase quatro décadas.
Com ele, Ernani Napoleão Lima, Milton Higino de Sousa Filho, José Olimpio da Paz Filho, Zeferino Alves Neto, Vespasiano Ribeiro de Brito, Vivaldo Barbosa, Zé do Bombom, Luciano Lima, Flávio Bona, Gusmão e tantos outros baluartes comercialinos, experimentamos momentos de alegria e uns tantos dissabores.
Posteriormente, com a substancial ajuda de Mestre Antonio Neves, retiramos o Azulino Campomaiorense da "Segunda Divisão" e, após o término de minha última administração comercialina, eis que o Presidente Ernani Napoleão Lima o mantem no cargo de eterno treinador azulino.
Perde o futebol campomaiorense uma expressiva figura que deixa imensas saudades aos seus amigos e familiares.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

Campo Maior de luto


Dídimo de Castro*

Mestre Antônio Neves bateu recorde de dedicação ao Comercial Atlético Clube

No início da noite desta quarta-feira(6) faleceu em Teresina, no Hospital Santa Maria onde estava internado, o mestre Antônio Neves. Trata-se de um esportista que dedicou cerca de 50 anos de sua vida ao Comercial Atlético Clube, onde fez de tudo. Se havia necessidade de alguém para cumprir alguma tarefa, lá estava ele. Em centenas de jogos trabalhou como técnico, pouco importando a situação de momento ou se haveria ou não recompensa financeira. Foi um apaixonado pelo futebol e, em especial, pela agremiação comercialina. Antônio Neves estava há alguns meses bastante doente, impossibilitado até mesmo de comparecer ao Estádio Deusdeth de Melo para os jogos do Comercial.O sepultamento do grande esportista comercialino acontecerá nesta quinta-feira (7) em Campo Maior, onde receberá as últimas homenagens de torcedores e dirigentes do futebol da cidade.
Os ex-presidentes Ernani Napoleão e José Acélio Correia manifestaram ao Cidadeverde.com o sentimento de pesar pelo falecimento de Antônio Neves, de quem receberam importante colaboração durante suas administrações à frente da agremiação comercialina.
Lamentamos a morte do amigo e de um dos mais respeitados nomes de toda a história do futebol piauiense.

* Dídimo de Castro é jornalista em Teresina.
didimodecastro@cidadeverde.com

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Em algum lugar do passado...

Mamede Lima


Os três filhos varões do casal Mamede e Benildes Lima, ele, ex-prefeito de Campo maior: Em pé, rindo do irmãozinho caçula, o Rui Saraiva de Lima - atualmente residindo em Maringá [PR]; na garupa , Venício Lima, advogado em C. Maior. No “varão”, vemos a criançinha Luís Inácio Lu... Desculpe!... O saudoso Henrique Lima com a carinha de quem não gostou de jeito nenhum, do corte de cabelo imposto pelo irmão mais velho, Rui, que, mais tarde, já garoto taludinho, na pré-adolescência, leitor assíduo daquelas revistinhas de bolso, proibidas, sujinhas porque muito amadas, e desenhadas com personagens em avançado estado de saliências, também adotou o modelito “samango”, raspado no badalado cabeleireiro das celebridades campomaiorenses, “barba com dor”!

Fotos e foto-montagem: MuseudoRui&Bitorocara+

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Natureza reage...

A escatologia nos avisa de que está próxima, a vinda do Messias, o Salvador; o arrebatamento! Campo Maior não ficará de fora dessa onda de “tempo virado pelo avesso”. A televisão está mostrando imagens com alta definição, por todo o planeta. Definitivamente, não se trata de estória de trancoso e nem de alguma profecia deixada pelo saudoso Zé Maduro. Enquanto isso, deem uma olhada na previsão do tempo, que pode ser a qualquer hora, dia, sabe-se lá quando, para nossa querida Bitorocara.
A imagem da simulação gráfica do Bitorocara+ mostra pessoas atravessando o congelado açude entre a praça do Hotel Pousada do Lago e a BR, no Bairro de Fátima. Em primeiro plano, o agitador cultural e blogueiro, Zeferino (ZAN), dá uma trégua no meio do congelado açude, depois de uma caminhada que saiu do Hawai. O filho do seu Augusto Pereira (em pé) tenta reanimá-lo. As previsões, segundo os aficcionados por búzios, cartas de tarô, bola de cristal, de meia, de couro e horóscopos, não são nada estimulantes para os “filhos do sol”: a partir de fevereiro terá início a temporada de tornados nível 3 que desfilará sobre este mesmo açude (já descongelado), provocando mini-tsunamis, marolinhas de três a quatro metros de altura!
O sertão vai virar mar, e o mar...Virá dar com os costados bem aí onde era o rio “Pintadas”!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ANO QUE VEM, TEM MAIS...


ESTA MÚSICA FOI VINHETA DA REDE GLOBO DÉCADAS PASSADAS, E ME TROUXE MARAVILHOSAS RECORDAÇÕES ATÉ O DIA EM QUE, NÃO SATISFEITOS, RESOLVERAM « MODERNIZÁ-LA », ESTRAGANDO TODA A BONITA LETRA (NEM EXISTE MAIS !) E CONFUNDINDO TODA A HARMONIA MUSICAL. A BOA NOTÍCIA, É QUE TEM TUDO A VER COM O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A OUTRORA, TODA PODEROSA REDE DE TELEVISÃO. NADA NÃO, SE A GAROTADA APURAR O OUVIDO, PODE SER QUE, ESCUTANDO AÍ NO LINK, DÊ PRA IDENTIFICAR DE QUE MÚSICA ESTAMOS FALANDO :

http://www.youtube.com/watch?v=6BJcSRizgAY&feature=player_embedded

E PARA AS CRIANÇAS DE 1979,
ADULTOS NESTE NOVO MILÊNIO:

http://www.youtube.com/watch?v=okxdM0MXJCQ&feature=player_embedded

FELIZ ANO NOVO PRA TODOS, E MUTO OBRIGADO PELA FORÇA NA REALIZAÇÃO DESTE BELÍSSIMO TRABALHO PRA NOSSA CAMPO MAIOR.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Escute "O Velhinho"...


Então estava faltando o presente de Natal para os leitores do nosso Bitorocara. E como não poderia deixar de ser, um presente musical no ritmo do nosso original forró, na voz igualmente maravilhosa do nosso Dominguinho cantando a música natalina "O Velhinho", uma dica do nosso Zé Miranda, lembrando o cantor argentino/brasileiro, Carlos Galhardo, para o nosso maravilhoso Natal sem neve. Depois de clicar no link, ouça e assista em tela cheia, clicando no cantinho lá embaixo da telinha, pro mode o clima ficar em Full Screen (tela cheia).

Foto: Elmr Carvalho&Bitorocara+

Final de 1969...


LUÍS GONZAGA NO NATAL DE CAMPO MAIOR!
O Natal dos Pobres este ano tem ação discreta. Três clubes femininos disputarão o primeiro lugar em benefícios prestados: Clube das Luvas Brancas, das Domadoras dos Lyons e da Casa da Amizade Heloísa Melo. As Damas Rotárias estão partindo para uma vitória espetacular, começando com a sobra de um show com o cantor Luís Gonzaga, cujo montante ninguém vai saber agora; se não perde a graça.


MORTE CONTRATUAL
Dona morte anda recolhendo almas para Deus: começou com a Francisca Batalha (Didi), velhinha lá da Rua do Bandolim; dia 11 foi o Antônio José da Silva, pedreiro, filho de dona Pucuta; dia 14 levou o Zé Carneiro; dia 18 foi a vez de dona Joana Maria da Conceição, que foi proibida de viver aos 80 anos; dia 22 a Didi veio buscar a sua sobrinha, Maria do Socorro Modesto de Araújo (Dadá), tal como haviam entre si contratado antes da primeira falecer.

ENCOLHEMOS!
Quantos somos hoje? Estimativamente temos na cidade, 22.800 habitantes, contra 72.000 ruralistas. Perfazemos um total de 94.000 habitantes!!! (IBGE – 1969)

• Dia 30 próximo futuro, recepcionará amigos e colegas o jovem Altivo da Costa Araújo Júnior, que dará aos seus visitantes um animado “rega-bofe”.
• Viajou para Fortaleza, onde passará alguns dias, o acadêmico de Medicina Everardo Leite Pereira.

• Aniversariou 12 p.p. a radiante garota Ivone Bastos – ornamento de nossa sociedade- filha do casal Décio Bastos. Nossos parabéns.

• As férias em nossa cidade não estão muito animadas, como esperávamos. Apelamos para o Sr. Presidente do Campo Maior Clube no sentido de que este pelo menos neste período de férias, promova tertúlias a fim de que as férias em nossa cidade não percam de todo o seu sentido.
Nas fotos: Hilson Bona, Washington Belchior e o "tonelada", Zé Paulino.

• Já se encontram em nossa cidade os seguintes estudantes em férias:
Agenor, César e Maurício Mello, Washington Belchior, José Sarto, Besé, Maria dos Humildes, José Olímpio da Paz Filho, Alberto Bona, Elimar, Antônio Augusto da Paz Filho, Expedito e Elimar Alves, Antônio de Pádua, Roberto Lustosa e Raimundo Lustosa Machado. Ainda não chegaram os acadêmicos José Luis da Paz, Zé do Dico e Francisco Mousinho.
• Animado pelo conjunto “Os Metralhas”, realizou-se o tradicional “reveillon” do Campo Maior Clube. Depois de executada a valsa de despedida do ano, em nome da diretoria do Clube, Dr. João de Deus Torres fez uma bonita oração de Paz. Recomeçando em seguida com o grito de Carnaval para maior animação do acontecimento.

• A Srta. Amparo Nascimento, ofereceu às suas amigas e ao Clube das GEFS uma recepção pelo transcurso de mais um natalício.

UMAS & OUTRAS...

Tatu e Preá foi o cardápio regionalista que o prof. Aloísio Portela ofereceu ao seu colega de Banco, gerente Antônio de Pádua. Presente os melhores garfos da cidade, na
Fazenda Esperança,

• Um Volks pisou o pé de um cachorro. Para vingar-se, ele mordeu a pessoa que estava mais perto (Zémaduro). O Zémaduro pediu licença ao dono do amigo-fiel e o matou com um pau. Certo...?

Lagoinha, palco de sangue. Por causa de um joguinho de “maria pretinha”, um engraxate transformou em defunto um pobre camponês. Ganhou o dinheiro, depois uma facada, pra calar a boca. Que coisa, logo na desobriga!

• O FRIPISA demora e, às vezes, falta com seus pagamentos, conforme está acontecendo com os anúnciois em A LUTA – Maiores detalhes em breve.

• Os caçadores de Campo Maior guardam absoluta reserva de um fato: um deles, de idade avançada, atirou numa porca supondo ser um veado...

• Fugiram para se casar em casar em Altos, terça-feira última, os estudantes Antônio Pereira dos Santos Filho com D. Maria de Fátima Mousinho. Não são os primeiros, nem serão os útimos... Boa sorte!


• A morte do saudoso boêmio Raimundo Currupião Proquet, animador e baterista de Jazz na Izabelona, mereceu destaque na coluna “Piauí Urgente” do Jornal do Piauí. "Jazz" era como se chamava este trambolho aí da foto, por causa de um estilo musical americano. Mais tarde ficou conhecido por "bateria".

• Mais um campomaiorense: Às 23:20 do dia 22 deste, aterrisou no berçário da Maternidade Sigefredo Pacheco o astronauta Alexandre Silva Melo, logo sendo reconhecido como cidadão campomaiorense. Comandou a aterrisagem o Dr. João de Deus Torres, como médico. Logo após o desembarque foi levado à balança, esta acusando o peso de 3.000 gramas. Bem vindo, cidadão. (Jornal A Luta, 1969).

Fotos: Museu doPaulo&Bitorocara+

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Preta, preta...

Corria na mesma velocidade daqueles tempos, o ano de 1957. O casal Toinho Vasconcelos e dona Pretinha voavam com a família ao encontro de mais um desafio profissional do chefe do clã: assumir uma nova transferência para agência do Banco do Brasil da cidade de Itumbiara, Goiás. Com o casal, iam os meninos Emiliano e Paulinho, e as meninas, Socorrinha e Ana Vasconcelos - o outro Toinho, fogoiózinho dos olhos claros, tinha ficado com o avô na fazenda Genipapo, em Campo Maior. O avião saiu de Teresina rumo à Goiânia e tinha uma previsão de pouso em Carolina, no Maranhão. Na saída de Carolina, a dona Pretinha ativou seu próprio alarme: tinha esquecido uma sacola com alguns pertences importantes e foi logo dando voz de comando aos tripulantes do avião Douglas DC 3 da Pan Air, que já tinha ganhado as alturas: “Seu motorista, o senhor pode dar de ré pra Teresina, que esqueci uma sacola lá no aeroporto”...! "SEU MOTORISTA, DÊ UMA MARCHA-RÉ E VOLTE JÁ PRO AEROPORTO, ESQUECÍ UMA SACOLA... MAS SERÁ POSSÍVEL?!!! Fala pra ele Toinho...!
Dizem os filhos da dona Pretinha, que toda as vezes que se falava nisso, ela contestava: “É MENTIRA!!!”.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

Campo Maior Clube


Festa “afobada” nas dependências do Campo Maior Club? Ou um concorrido rega-bofe por conta do aniversário na residência de algum amigo? O que sei é que na foto de cima, reconheci o casal Zezé Cardoso e dona Mariá - como não reconheceria... Seu Zezé era um conhecido comerciante da cidade e pai de uma prole até considerável. Deixa eu ver: Vilma , Aldenora, Laura, Socorro, Edna, Lenise, Cardosinho, Gilvan, Valdinar, Zé Carlos...Faltou? Seu Zezé Cardoso teve mercearia no Mercado principal da cidade, durante muitos anos.
Na foto abaixo, dentre outros, o casal Aquiles do Brasil Rocha e dona Maria, pais de uma das minhas professoras inesquecíveis, Eidene Rocha, no Colégio Estadual, e de mais um time de “amazonas”, dentre elas, a irrequieta e brincalhona, Elusa, esposa do calmo Joaquim, filho do seu Joaquim Uchoa. Seu Aquiles era comerciante do ramo de farmácia.

Me ajudem aí, o blog é de Bitorocara, fiquem à vontade...! O problema é que já saí de Campo Maior há tanto tempo e por tantos anos, que a vontade e o prazer de fazer este trabalho, geram uma sobrecarga que as minhas duas únicas válvulas (é o novo!) não aguentam, aí tem que trocar os fuzíveis... Noossa, eu escrevi isso? E o que será isso?

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sábado próximo, na AABB!

Dia 12, próximo sábado às 20 horas, na AABB de Campo Maior, vocês vão conhecer a revista NOSSA GENTE. São 52 páginas com uma variedades de assuntos ligados ao passado e presente da sociedade campomaiorense.
Aos interessados a revista custará apenas R$ 5,00 (Cinco Reais!) + despesa postal.
Solicite através do telefone: (86)8859-1315
ou pelo e-mail: belchior56neto@hotmail.com.
Banco: 001
Agencia: 1428-1 C/C 8.376.030-X.
Após confirmação do depósito ref. valor da revista+despesa dos Correios, enviaremos a quantidade exigida.
NOSSA GENTE também será encontrada em várias bancas do ramo, em supermercados, farmácias, padarias, etc.
Já estamos trabalhando a segunda edição!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Boas Festas!

"Baião de dois, por si só, já é um dos meus pratos preferidos. Pra comer com tudo: costelinha de porco, picanha, carneiro, carne de sol, bife, ovo frito...
O Baião de dois do Elmo é um caso à parte. Feito com feijão verde, bem temperado com pimenta de cheiro e cebola e um toque que faz toda a diferença: muuuito queijo! Quando você coloca a colher pra tirar do prato o queijo vem derretendo...
Muito, muito bom!".
O Elmo também tem carneiro na brasa, picanha, carne de sol, arroz com carneiro (ótimo também) e uma paçoca bem feitinha.
(jornalista Natacha Maranhão)

O Restaurante ELMO deseja a todos, boas festas de final de ano, e, que no próximo 2010, ótimas realizações aconteçam nas suas vidas!

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quem te viu... Quem te vê




Fotos: Museudo Paulo&Bitorocara+
Praça das irmãs e professoras Josefa, Noca Mulata e Beleza; Dr. Zé Miranda; redação e “parque gráfico” do jornal A Luta; “seu” Dayton Carvalho, “seu” Aureliano, “seu” Sabino, “seu” Agenor fotógrafo; Donana Torres (funcionária da antiga Endemias Rurais), oficinas de bicicletas; um escorrega bunda simbolizando um parque infantil e coincidentemente com uma fenda no meio, de cima abaixo, onde eu raramente frequentava pra arriscar uma descida com aterrissagem num buraco com pouca areia, do “parque” da praça Zé Miranda. Era assim que eu ouvia as pessoas chamarem aquela pracinha de tanta gente importante, inclusive dos “mecânicos” das bicicletas e do “seu” Antônio Gomes (?), se não me engano, sapateiro e pai do Valter “Burunga”, com banca naquele logradouro. Hoje, arrisco um palpite de que mesmo com uma estação de rádio “fantasma” FM; um arremedo de “rodoviária” pra Zona Rural – e pra algumas cidades importantes da Região Norte do Estado -, pouquíssimas pessoas saberão da existência e do nome daquela praça de tanta gente importante no passado e com tanto vai e vem no presente. A não ser, claro, os últimos dos “moicanos” que ainda povoam aquele entroncamento urbano onde está a escondidinha e “maquiada” pracinha.
Seria até um"atentado" contra a pessoa mais legendária que habitou por aquelas paragens da pracinha, jogá-lo ao esquecimento: estou falando do Zé Maduro! Simão, quando eu estava me arriscando a escrevinhar este texto, fiz também com o propósito de só fazer uma legenda (foto sem legenda é uma afronta) que fosse uma provocação aos de memória mais privilegiada; depois, eu estava concentrado mesmo era nessas pessoas, no "meu" escorrega bunda e naquele rádio que gerava discussão sobre o futebol (do Rio) e, notadamente, no aparecimento do Zico e de comentários apaixonados de outros craques antes dele. Aquilo lá era um reduto de "framenguistas" e eu já estava com o sabor do bacalhau do Vasco da Gama na ponta da língua.
Vamos lá, enriqueçam este texto. É com vocês!

Escute! Tem um rádio Semp “tartaruga” (arredondado nos cantos) lá na oficina de bicicletas que está tocando esta música aqui, ó! Podia ser também um Transglobe com um piqueiro de "faixas de ondas"... (clique no link)

http://www.youtube.com/watch?v=5VQiYtnrebM

Fotos: Zeferino Neto
Na imensa maioria das cidades brasileiras ainda existem áreas extremamente problemáticas quando o assunto requer cuidados por parte do poder público. Delas que parecem coisas do sobrenatural de Almeida e Silva: não existe saída para o problema, nem que lá no final se apresente um imenso portal com vista para o lado bonito da mesma cidade, e a dois passos do “paraíso”. Aqui em cima vemos o Beco do Laguna - não faço a menor ideia do porque do nome – que liga a acanhada e antiga Praça “Zé Miranda”, à antiga, ex- bonita e ex-principal praça da cidade; atrás da exuberante Catedral de Santo Antônio, na lindíssima Praça Bona Primo. Aqui embaixo vemos o Beco do Zizi Veras, mas bem que poderia ser Beco da Ancar (grande loja de produtos agropecuário), ou Beco do Mamede Lima – Zizi, Mamede e famílias moraram neste casarão aí da Avenida Vicente Pacheco. Lá no fundo temos a antiga residência do nosso colega e contemporâneo, Nataniel do Vale; mais à esquerda tínhamos a residência do emblemático e alegre mais da conta, Fernando Viener, ou Fernandinho, para os mais do que íntimos. Era a larga avenida dos Barões da Carnaúba. Tem também o secular Beco do Zeca Mendes... Esse fica pra próxima!

E por falar em antigos e “Milionários”... Vê se lembra dessa: (clique)
Fotos: Zeferino Neto

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DNA vocacional

Tinha que ter sido assim: na foto, o professor campomaiorense Honório José Nunes Bona recebendo homenagem da Medalha do Mérito Legislativo do Piauí concedida à instituição CEUT que ele dirige em Teresina, no ano de 2008. Não é só pela tradição da família, mas olhando para o telão tem alguma coisa que me denuncia a vocação do então menino Honório se tornar um educador. Naquele momento devia estar sendo exibido algo como, “Honório, esta é a sua vida, professor; e parece que foi hontem!”.

Fotos: MuseudoPaulo, arquivo Prof Assis Lima e Bitorocara+
Arte: João de Deus Netto

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Especial Fim de Ano

O Helmo Andrade está me alertando aqui de que o seu Zacarias está gritando para o Milton apagar as luzes e começar o filme. Não sem antes escutar o que o Elmar carvalho tem pra nos dizer sobre a programação do maravilhoso cinema da nossa juventude, para este final de ano:

"Do saudoso Cine, ao qual fui levado muitas vezes pelas mãos seguras e protetoras de meu pai, tive oportunidade de dizer, lembrando-me dos velhos filmes de bang-bang, que, comparados aos filmes de ação e violência de hoje, mais pareciam uma brincadeira com revólveres de espoleta":

ainda assistes a filmes de bang-bang:
só para sentires a emoção do tempo
em que teu pai te levava para o reino
encantado e mágico do velho cine nazaré
que em tua memória ainda remanesce.

Amigo meu me liga fazendo uma observação sobre o Mal (com L) do cartaz original do filme. O desenhista brasileiro que trabalhou com a tradução levou tão a sério a fama do pistoleiro, que deixou por isso mesmo.
Isto posto, vamos lá que já está tocando a introdução da excelente trilha musical do filme. O Bitorocara+ reservou uma surpresa para todos, inclusive para o maestro Ennio Morricone, apresentando um grupo de sete músicos de corda. Clique e tenha uma ótima lembrança:

http://www.youtube.com/watch?v=4VASegKKzpY

Elmar Carvalho, 50, é Juiz de Direito, poeta, cronista, contista, crítico literário e piauiense de Campo Maior.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amplificadoras

Abrindo-se as cortinas do Bitorocara+, assistam aqui as imagens do início dos anos 60, e ouçam, "Sonhar Contigo", a música que o cantor Adílson Ramos transformou no mais popular hino de amor do cancioneiro brasileiro. Percorrendo o Brasil, coisa que faço há mais de 30 anos, vejo que este fenômeno ainda hoje arranca aquela lagrimazinha do canto dos olhos, até dos "fundamentalistas" descendentes de imigrantes aqui do Sul do País. Agora imaginem a praça lotada, amplificadoras, Rádio Clube de Campo Maior, Eldorado, Petisqueira, radiolas enormes; Campo Maior Clube, Rua Santo Antônio... E ainda sobrava algum espaço para o Carlos Alberto "chorão", Miltinho, Valdick, Silvinho, e para o vozeirão do seresteiro Altemar Dutra. A "sapoti", Ângela Maria, puxava o coro das mulheres. Hein, Zan, Acélio Correia, Zé Miranda, Neville, Zacariinha, Isolete Silva Clemente, Zélia Eulálio...? Ou quem mais teve a carapuça carinhosamente afetada.

http://www.youtube.com/watch?v=BFlwTFqrOUM

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Correspondência da Câmara dos Deputados

Prezado João de Deus,
Prezados Senhores,

Sou chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados, do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, e necessito, com urgência, de foto ou imagem digitalizada do Sr. João Cândido de Deus e Silva, visando a atualização de seus dados cadastrais no Banco de Dados dos Deputados - BANDEP. Ele foi Deputado Federal nos períodos: 1826 - 1829, 1830 - 1833, 1838 - 1841.
Como resultado de nossas pesquisas encontramos no link:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_Zvp14qs-Rr4/SaVhuIkYgHI/AAAAAAAAAOA/2txanj3JuMg/s400/QUADRO%2BLEONARDO.jpg&imgrefurl=http://bitorocara.blogspot.com/2009/02/batalha-do-jenipapo_25.html&usg=__kEeomA3nsX0P_HJ2Y9WMXHN2h-Q=&h=400&w=328&sz=40&hl=pt-BR&start=12&sig2=HJFwzqjSYTEE4VYE9H-iqg&um=1&tbnid=CgI9EWOgc5ImIM:&tbnh=124&tbnw=102&prev=/images%3Fq%3Dbatalha%2Bdo%2Bjenipapo%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1&ei=BpEBS5iLFsG-ngfo86W2Cw

a informação de que é o Sr. João Cândido é seu bisavô.
Um dos projetos da a Câmara dos Deputados para o ano vindouro é realizar uma exposição sobre a transferência da capital. O seu bisavô é autor da primeira proposição legislativa referente a mudança da capital, datada de 1831. Necessitamos da foto para para a exposição.
Desde já agradeço a atenção e aguardo retorno.

Atenciosamente,

Lêda Maria Louzada Melgaço
Câmara dos Deputados
CEDI - Coordenação de Estudos Legislativos
Chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados

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Prezada Leda Melgaço,

Realmente, meu bisavô foi um português de nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA que também se instalou na região da Vila de Campo Maior, Piauí, por esta época (1864) e que foi alferes e lutou na Guerra do Paraguai; voltando novamente para a Vila de Campo Maior onde efetivamente deu origem a nossa família "de Deus".
Por uma dessas coincidências, nesta esta época, na Batalha do Jenipapo pela Independência do Brasil, em Campo Maior, houve um JUIZ DE FORA de naturalidade PARAENSE, que exercia o cargo em Parnaíba, no litoral piauiense e que se transferiu para nossa Vila com o intuito de reforçar as forças de resistência ao exército português comanda pelo Major Fidié. E é aí onde mora a confusão desfeita no início do século 20, passado. Tudo por causa do mesmo nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA!: Meu bisavô, Alferes do Exército de sua Majestade (1864); o outro era JUIZ DE FORA (1823) - bem antes -, e que depois da nossa independência, pelo visto, se tornou deputado.
É o que posso lhe adiantar no momento. A pista então é o ESTADO DO PARÁ, mais precisamente, Belém, terra de muitos portugueses, àquela época.
Sucesso!

Ilustração: Rodval Mathias

sábado, 14 de novembro de 2009

Parabéns!!!

José Alves Amorim ou Zé Dideus, como é mais conhecido o filho do “seu Dideus”, tradicional comerciante e figura antológica de Bitorocara, no século passado. O pai deste blogueiro que vos "fala", da Rosângela e do Juscelino Passos Alves, nasceu na época do lançamento nos Estados Unidos, do famosíssimo Ford 29. Coincidência ou não, o Zé foi motorista do Ministério da Saúde com passagem pelo Rio de Janeiro e na Brasília do Presidente JK. O filho do comerciante de botão, anzol, potes, cereais, óculos e dinamite, a exemplo do pai, tem muita estória pra contar. Façamos o seguinte: como é absolutamente impossível narrar todas as façanhas do Zé Dideus em uma só matéria, deliciaremos os leitores amigos, conhecidos ou não, em capítulos lembrados por alguns parentes e membros da “corriola” do Papai.

TERREMOTO!!!

Lembram dos terremotos que estavam abalando o Ceará? Pois é. Um certo dia o Zédideus saiu pelo comércio com a seguinte estória:”Deu no jornal que agora o terremoto vem, e, vem mais forte; pode até chegar aqui em Campo Maior! Lá em casa tá tudo que é copo de vidro e outras coisas de quebrar, no chão; pra não ter o perigo de se espedaçar tudo - isso ele contou em um pequeno comércio no centro de Campo Maior.Recado dado, o Zédideus foi dar uma voltinha no mercado e voltou ao mesmo comércio no qual tinha dado a notícia. Chegando lá, o pobre do comerciante tinha colocado as prateleiras a baixo. Tava tudo no chão!!!.
(Lylian Alves Melo – Neta do Zédideus)

FÉRIAS PRA QUE TE QUERO!

E por falar em Zé Dideus, quando o Sr. Luis Monte (grande homem!), ainda era vivo, o Zé chegava à sua lanchonete e começava a tagarelar, já sabendo o que iria aprontar.
Lá pelas tantas, quando ele notava que o Sr. Luis Monte estava sentado e iria ouvir o que ele dissesse, ele mandava: Daqui a tantos dias estou entrando de férias! Sr. Luis, doido de vontade de dizer alguma coisa, esperava impacientemente, mas começava logo a balançar a perna; a impaciência chegando ao limite. Zé chegava para mim e dizia: depois tu me conta como foi!
Era só ele sair Sr. Luis ia logo detonando: Tá vendo? Isto é só pra mangar da gente. Nunca trabalhou e ainda fala em férias!!!
O Zé Dideus era motorista do Ministério da Saúde, lotado em Campo Maior. Vem de longe, a fama de vida boa do funcionalismo público.
(Hélder Andrade - Empresário e amigo do "Zé")

Ao Prof. ZEFERINO

Sou ROBERTO NAPOLEÃO IBIAPINA, um dos concludentes que aparece na relação de 1972. A sua primeira turma (1,2ª) (primeira segunda no ano-1969) você lecionou Matemática. Éramos aproximadamente quarenta alunos, todos masculinos, mas logo a turma se tornou composta(masculino e feminino)devido as saídas de vários colegas para outras cidades e as transferências de muitos para o recém inaugurado Colégio Estadual. Dentre os que saíram temos: Elmar Carvalho (juiz, poeta e escritor), Milanez (Físico), Jose Santos Ribeiro, Zé Candeia, Chicó; o amigo sensato, Luiz Augusto da Paz (filho de seu Severo da Paz), Sr. Cícero (barbeiro na época) e muitos outros.
A turma concludente de 1972, já composta, recebeu o nome da Professora Iracema Gomes. Homenageamos de forma especial a colega Margarida Melo.
Dentre as concludentes lembramos a Berenice (Beré), Bernadete (do seu João dos Couros), Maria das Graças, e a Natividade (ambas do internato do Patronato); a Marieminha Paz, Lúcia Andrade (do prof. Raimundinho Andrade), Francisca Cavalcante, Angélica Soares, Creuzinha Teixeira, Toinha, Aflitos Lustosa, e tantas outras.
Fica um apelo: que marcamos data para nos reunir.

Dos colegas da sua primeira turma, apenas onze ficaram no Ginásio Santo Antônio. Somos:
1) ANTÔNIO RUBENS MARTINS CAVALCANTE - MÉDICO(Cirurgião Geral), formado pela Universidade Federal do Ceará;
2) CARLOS HENRIQUE VIDAL DOS REIS - FUNCIONÁRIO GRADUADO da Caixa Econômica Federal;
3) EMILSON PEREIRA ARAÚJO - MEDICO(Cirurgião Geral) formado pela Universidade Federal de Pernambuco;
4) ELCIO LEITE ALVES - VETERINÁRIO formado pela Universidade Federal do Maranhão;
5) FCO. ROBERTO NAPOLEÃO IBIAPINA - MÉDICO(Traumatologista/Ortopedista) formado pela Universidade Federal do Piauí;
6) JOSÉ FCO DA SILVA PINTO - ADVOGADO e funcionário da CEF. formado pela Universidade Federal do Piauí;
7) LUIS EMÍDIO LIMA DE SOUSA - TÉCNICO AGRÍCOLA E FUNCIONÁRIO PUBLICO, formado pela Escola Agrícola Federal do Piauí;
8) PEDRO RODRIGUES SABÓIA - PECUARISTA E ECONOMISTA, formado pela Universidade Federal da Paraíba;
9) RAIMUNDO ALVES FILHO - MÉDICO(Gineco-obstetra), formado pela Universidade Federal do Ceará.
10) WALTER LEITE ALVES – MÉDICO (Cardiologista), formado pela Universidade do Ceará;
11) WILLAME ANTONIO FERREIA - NÃO TIVE INFORMAÇÕES DESTE COLEGA AMIGO, QUE AINDA COMPARTILHEI COM ELE O PRIMEIRO ANO CIENTÍFICO EM CAMPO MAIOR (ELE SEMPRE TIRAVA AS DÚVIDAS DE TODOS EM FÍSICA E MATEMÁTICA.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Em algum lugar do passado

No sentido horário: Francisco Correia Jardim (de costa), Chagas Leite, Raimundo Mamede, José Olímpio da Paz e o lendário dentista, Dr. Altivo. Como o título sugere, uma pausa nas confabulações para um retrato nos anos 50, do século passado. O local poderia ter sido no restaurante Eldorado? Quem se habilitaria a fazer exercício de palpite sobre que tipo de elucubrações estariam rolando nessa interessante mesa desse reservado cenário, onde até a cerveja nega-se a identificar-se?

Foto gentilmente cedida pelo Dr. Washington Bezerra de Araújo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Parece que foi hontem...

A mamãezona Bebeta, literalmente, colada na Bebetinha, no Maior Folia.

-- "Filho, como é que você consegue usar uma calça tão esquisita dessa? Por que você acha que seus amigos estão se abrindo assim? Disfarça, chegar em casa você me responde. Mas tá um pouco imoral, tá não?! Não bastava este sapato "cavalo de aço? Não dá pra entender esta moda de hoje em dia. Acho que estou ficando velho".
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

domingo, 1 de novembro de 2009

Mídias

Pouco antes de morrer, o jornalista e escritor Reginaldo Lima me procurou para juntos criarmos e editarmos um jornal em Campo Maior. Sugerí que adotássemos um formato tablóide e com cara de revista. O Reginaldo não chegou a ver a arte do " O Campomaiorense", título sugerido por ele para homenagear o primeiro jornal da história de Campo Maior.

SOBRE OS COMENTÁRIOS

Nosso moderador não será censura. Discussões e discordâncias serão sempre bem-vindas e agraciadas à moda da casa com tapete
verde-campo, cafezinho, doce de casca de limão, suco de bacuri ou sambereba de buriti com farinha (massa!). No caso de alguma disfunção cerebral provocada pelo teor de algum comentário, aconselhamos a procura do local mais próximo e adequado para aliviar este tipo de desconforto: no final do corredor que leva até a cozinha, encontra-se um quintal com um poço a meio caminho de um pé de seriguela, de onde a pouco mais de dez metros encontra-se uma “casinha” onde se lê rabiscado na porta a palavra “sentina”... Esqueceu o papel... (não vai dar tempo).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

FUTURISMO EM CAMPOMAIOR

Nossa serra oferece inúmeras atrações turísticas inexploradas: trilhas para “trekking” (caminhada), rochas para escaladas e vista de arrancar suspiros e “óóó meu Deus!!!”.
Além da beleza e da importância, a Serra Azul de Campo Maior - decantada em lindo poema de Elmar Carvalho - oferece também um dos melhores locais do Nordeste para a prática de esportes de montanha, como escalada, rapel e uma excelente rampa para decolagem de Asa Delta e Parapente.
Cidades como Ipu e Pacatuba[CE], Governador Valadares[MG], Igrejinha[RS], Andradas[MG], Porciúncula[MG], Nova Iguaçu [RJ], Formosa[GO], Rio de janeiro, com sua famosa Pedra da Gávea, dentre outras, arrastam centenas de atletas e milhares de turistas ecológicos do mundo inteiro que deixam milhares de dólares nessas regiões, movimentando o setor hoteleiro, comércio e a geração de empregos.
A região de Governador Valadares é considerada o melhor local para a prática do vôo livre devido às suas condições climáticas (muito calor, pouco vento e grande formação de térmicas, ou seja, correntes ascendentes); à sua geografia (região com apenas pequenas elevações e muita área de pouso). Qualquer semelhança terá sido mera coincidência? Não, esse filme também passa em Campo Maior.
ECOTURISMO - uma prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável do patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas. Ou seja, o presente que Deus nos deu será sempre preservado. Acredita-se que no Brasil existem mais de meio milhão de pessoas que praticam o ecoturismo, num total de 50 milhões no mundo. Com o crescimento superior a 15% ao ano, deverá ser uma das principais modalidades do lazer e turismo do mundo nos próximos anos.

Desestressados e tendo como cenário uma cachoeira de adrenalina; uma mesa farta de suco de laranja, enquanto na margem, um carneirinho, animalzinho típico da terra, teima em clamar... Mééé!!!

Rivalidade futebolística presente também nas alturas.
Arte: Bitorocara+

domingo, 25 de outubro de 2009

Informe Publicitário

Praça Antônio Cicero Correia Lima s/n - Campo Maior - PI
CEP: 64280-000
CONTATOS: (0xx86) 3252-2259
Skype: aroldo.ibiapina
Mailing: aroldoibiapina@ig.com.br
Fone/Fax: (0xx86) 3252-2259

Quartos: 20 - Leitos: 40
Estacionamento - Lavanderia - Recepção 24 horas - Ar-condicionado Cozinha - Despertador – Frigobar - Música ambiente - Telefone - TV
Bar - Bar na piscina - Restaurante

Os donos moram no local e fazem parte da grande família campomaiorense, um povo tido como dos mais receptivos do Brasil. Berço de heróis, a cidade foi palco de uma sangrenta batalha pela nossa independência do jugo Português. Conheça também o Monumento do Jenipapo. Sem falar da culinária local, referência em todo o Nordeste do País.

Arte: Bitorocara+

O Rebelde da Motocicleta

O Rebelde da Motocicleta - Parece nome de filme, mas tem tudo a ver com o passado deste senhor aí da foto. Magrinho, temperamental – não sei pra quem puxava -, com uma motoneta estranhíssima e “zuadenta”, o “Zacariinha” podia ser visto a qualquer momento e em qualquer lugar da pacata Campo Maior do final dos anos 60, início da nova década. O título do filme se encaixava como um capacete na cabeça do filho do seu Zacarias Gondim, dono do inesquecível Cine Nazaré da belíssima época de ouro de Campo Maior, nos anos de chumbo do Brasil. – “Zacariinha” essa lambreta “Xispa” estacionada do teu lado, aí na foto, apesar de parecer muuuito mais nova, lembra também aquele “cachorro magro zuadento” que você tinha! O adjetivo canino foi o mais perto que encontrei pra não judiar com o enorme e pacato “camelo”, só conhecido por nós através dos "Circo
Garcia" da vida, ou dos filmes Lawrence da Arábia ou Simbad, o Marujo, daqueles tempos. A propósito: clique na foto e veja o que estava em cartaz nesse dia, "na tela panorâmica do seu Cine Nazareth, em Cinemascope e Technicolor!".
Zacarias, meus contados localizaram sua amada motoneta jogada no fundo de uma oficina de motos na praça do teatro dos estudantes, perto da casa dos mus pais. Autorizei-os a fazer uma proposta de compra, no que receberam um sonoro não! – Já está vendida por 2mil Reais!!!
Desisti. Ela também não tava com essa roda toda, não. Clique, e na imagem ampliada você verá quem desembolsou essa grana toda. - Tudo em nome da cultura! Disse o feliz comprador.

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara - Zan

Cerimônia de Diplomação

Cercado de amigos, parentes e eleitores, o jovem e ansioso médico, Cezar Melo, se prepara para mais uma nova experiência política. A foto também é um desafio para os leitores identificarem quem são os torcedores - não valem: o mega-empresário João Claudino Fernandes e o Prof. Raimundinho Andrade.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara - ZAN

domingo, 18 de outubro de 2009

Onde tudo começou...

19 de OUTUBRO - DIA DO PIAUÍ

O Piauí foi povoado por muitas tribos indígenas antes da chegada dos portugueses ao Brasil, dentre elas, destacam-se os tremembés, que viviam próximos ao litoral e ao Rio Parnaíba. A exploração do Piauí aconteceu devido a presença de bandeirantes, como Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso Mafrense, que tornaram-se proprietários de amplas terras no Piauí. Posteriormente, o Piauí tornaria-se uma Capitania em 1758, com a capital em Oeiras, embora a socidade piauiense não tenha mudado muito com a elevação à condição de Capitania, o território piauiense ainda era cheio de fazendas de gado, e havia poucas vilas. Com a Independência e o Império do Brasil, o Piauí passou a ser governado por oligarquias rurais, que continuariam a governar até o início da República.
Emancipação Política
A Capitania de São José do Piauí, foi criada em 1718, embora só venha a ser instaurada definitivamente em 1758. O seu primeiro governador foi João Pereira Caldas, militar português, Coronel da Cavalaria, que organizou Tropas de Ordenança em 1759, que tinha por objetivo principal perseguir os nativos. O rei determinou que a cidade-sede seria a Vila da Mocha (atual Oeiras), e elevar seis freguesias a condição de vilas: São João da Parnaíba (atual Parnaíba), Parnaguá, Jerumenha, Marvão (atual Castelo do Piauí), Santo Antônio de Campo Maior (atual Campo Maior).

Charge sobre pintura rupestre no Parque Nacional da Serra da Capivara, extremo Sul do Piauí. Um casal de conterrâneos nosso, há 50.000 anos atrás (segundo a antropóloga Niéde Guidon), trocando beijos logo ao raiar da história humana nas Américas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Datas...

Educação de qualidade depende não só dos educadores, mas também dos gestores, dos pais, da sociedade civil e dos governos...
Isso aí, até os desinteressados alunos já decoraram de cor e salteado. No Congresso Nacional uma das prioridades é a criação do “Dia Disso”, “Dia Daquilo...” E por que não, o Dia do Parlamentar Gazeteiro?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Muita lembrança, pouco futebol...

Antes, o “leão”, time de futebol que teve o Sr. Oscar Duarte como primeiro presidente, tinha como mascote uma mulher: a Altair (Tatá), filha do seu Dideus e também a esposa do jogador Geraldo Pucuta - esse agachado aos pés dela. Oscar Duarte era o comerciante e pai do agitador cultural e blogueiro, Zeferino Zan.
Um pouco depois da chegada do Bernardo Cabral por estas paragens e um pouco antes do início dessa acirrada rivalidade entre os dois principais clubes de futebol de Bitorocara, por incrível que pareça, quem desenhava o uniforme do time do Comercial era um caiçarino de quatro costado e com “aquilo” encarnado, mais vermelho do que carmim. Sério! Vejam as fotos... Ninguém merecia...!



Do time, nem nos arquivos do cineasta Humberto Mauro teríamos imagens, mas a "equipe" (uniforme) é a imagem, espelhada, do Vasco da Gama.
NOS COMENTÁRIOS:
Zan disse...
Angelo, Manuca, Chico Catita, Chico Galo, Miguel Brito, Chiquito e Antonio Rufino. Agachados:ZéArlindo, João Catita, Sérvulo, Bodinho, Edim Catita e Cabrinha. Esses dias cruzei aqui com um sujeito baixinho, encostei no cara e perguntei:Você é o Cabrinha? Resposta: ele mesmo... Desses aí estão vivo e morando aqui: ZéArlindo, Chiquito e Cabrinha. Sérvulo mora em São Luis, Chico Catita em Teresina.


Ufa! Valeu, Zan!!!


Quando eu quis dizer sobre "pouco futebol", naturalmente que me referi aos boleiros da atualidade; também por culpa da falta de interesse do empresariado que desconfia da capacidade de quem administra isso que também não é minha posição dentro dessa, literalmente, área.
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

domingo, 11 de outubro de 2009

Informe Publicitário

(Clique na foto para ampliar)

E não esqueçam da minha Calói! Os Blogs e Sites sobrevivem, também, de receitas vindas de publicidades como esta da rival da Harley Davidson: nossa motoneta Conca.

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+