sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Especial Fim de Ano

O Helmo Andrade está me alertando aqui de que o seu Zacarias está gritando para o Milton apagar as luzes e começar o filme. Não sem antes escutar o que o Elmar carvalho tem pra nos dizer sobre a programação do maravilhoso cinema da nossa juventude, para este final de ano:

"Do saudoso Cine, ao qual fui levado muitas vezes pelas mãos seguras e protetoras de meu pai, tive oportunidade de dizer, lembrando-me dos velhos filmes de bang-bang, que, comparados aos filmes de ação e violência de hoje, mais pareciam uma brincadeira com revólveres de espoleta":

ainda assistes a filmes de bang-bang:
só para sentires a emoção do tempo
em que teu pai te levava para o reino
encantado e mágico do velho cine nazaré
que em tua memória ainda remanesce.

Amigo meu me liga fazendo uma observação sobre o Mal (com L) do cartaz original do filme. O desenhista brasileiro que trabalhou com a tradução levou tão a sério a fama do pistoleiro, que deixou por isso mesmo.
Isto posto, vamos lá que já está tocando a introdução da excelente trilha musical do filme. O Bitorocara+ reservou uma surpresa para todos, inclusive para o maestro Ennio Morricone, apresentando um grupo de sete músicos de corda. Clique e tenha uma ótima lembrança:

http://www.youtube.com/watch?v=4VASegKKzpY

Elmar Carvalho, 50, é Juiz de Direito, poeta, cronista, contista, crítico literário e piauiense de Campo Maior.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amplificadoras

Abrindo-se as cortinas do Bitorocara+, assistam aqui as imagens do início dos anos 60, e ouçam, "Sonhar Contigo", a música que o cantor Adílson Ramos transformou no mais popular hino de amor do cancioneiro brasileiro. Percorrendo o Brasil, coisa que faço há mais de 30 anos, vejo que este fenômeno ainda hoje arranca aquela lagrimazinha do canto dos olhos, até dos "fundamentalistas" descendentes de imigrantes aqui do Sul do País. Agora imaginem a praça lotada, amplificadoras, Rádio Clube de Campo Maior, Eldorado, Petisqueira, radiolas enormes; Campo Maior Clube, Rua Santo Antônio... E ainda sobrava algum espaço para o Carlos Alberto "chorão", Miltinho, Valdick, Silvinho, e para o vozeirão do seresteiro Altemar Dutra. A "sapoti", Ângela Maria, puxava o coro das mulheres. Hein, Zan, Acélio Correia, Zé Miranda, Neville, Zacariinha, Isolete Silva Clemente, Zélia Eulálio...? Ou quem mais teve a carapuça carinhosamente afetada.

http://www.youtube.com/watch?v=BFlwTFqrOUM

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Correspondência da Câmara dos Deputados

Prezado João de Deus,
Prezados Senhores,

Sou chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados, do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, e necessito, com urgência, de foto ou imagem digitalizada do Sr. João Cândido de Deus e Silva, visando a atualização de seus dados cadastrais no Banco de Dados dos Deputados - BANDEP. Ele foi Deputado Federal nos períodos: 1826 - 1829, 1830 - 1833, 1838 - 1841.
Como resultado de nossas pesquisas encontramos no link:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_Zvp14qs-Rr4/SaVhuIkYgHI/AAAAAAAAAOA/2txanj3JuMg/s400/QUADRO%2BLEONARDO.jpg&imgrefurl=http://bitorocara.blogspot.com/2009/02/batalha-do-jenipapo_25.html&usg=__kEeomA3nsX0P_HJ2Y9WMXHN2h-Q=&h=400&w=328&sz=40&hl=pt-BR&start=12&sig2=HJFwzqjSYTEE4VYE9H-iqg&um=1&tbnid=CgI9EWOgc5ImIM:&tbnh=124&tbnw=102&prev=/images%3Fq%3Dbatalha%2Bdo%2Bjenipapo%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1&ei=BpEBS5iLFsG-ngfo86W2Cw

a informação de que é o Sr. João Cândido é seu bisavô.
Um dos projetos da a Câmara dos Deputados para o ano vindouro é realizar uma exposição sobre a transferência da capital. O seu bisavô é autor da primeira proposição legislativa referente a mudança da capital, datada de 1831. Necessitamos da foto para para a exposição.
Desde já agradeço a atenção e aguardo retorno.

Atenciosamente,

Lêda Maria Louzada Melgaço
Câmara dos Deputados
CEDI - Coordenação de Estudos Legislativos
Chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados

*****************************************************

Prezada Leda Melgaço,

Realmente, meu bisavô foi um português de nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA que também se instalou na região da Vila de Campo Maior, Piauí, por esta época (1864) e que foi alferes e lutou na Guerra do Paraguai; voltando novamente para a Vila de Campo Maior onde efetivamente deu origem a nossa família "de Deus".
Por uma dessas coincidências, nesta esta época, na Batalha do Jenipapo pela Independência do Brasil, em Campo Maior, houve um JUIZ DE FORA de naturalidade PARAENSE, que exercia o cargo em Parnaíba, no litoral piauiense e que se transferiu para nossa Vila com o intuito de reforçar as forças de resistência ao exército português comanda pelo Major Fidié. E é aí onde mora a confusão desfeita no início do século 20, passado. Tudo por causa do mesmo nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA!: Meu bisavô, Alferes do Exército de sua Majestade (1864); o outro era JUIZ DE FORA (1823) - bem antes -, e que depois da nossa independência, pelo visto, se tornou deputado.
É o que posso lhe adiantar no momento. A pista então é o ESTADO DO PARÁ, mais precisamente, Belém, terra de muitos portugueses, àquela época.
Sucesso!

Ilustração: Rodval Mathias

sábado, 14 de novembro de 2009

Parabéns!!!

José Alves Amorim ou Zé Dideus, como é mais conhecido o filho do “seu Dideus”, tradicional comerciante e figura antológica de Bitorocara, no século passado. O pai deste blogueiro que vos "fala", da Rosângela e do Juscelino Passos Alves, nasceu na época do lançamento nos Estados Unidos, do famosíssimo Ford 29. Coincidência ou não, o Zé foi motorista do Ministério da Saúde com passagem pelo Rio de Janeiro e na Brasília do Presidente JK. O filho do comerciante de botão, anzol, potes, cereais, óculos e dinamite, a exemplo do pai, tem muita estória pra contar. Façamos o seguinte: como é absolutamente impossível narrar todas as façanhas do Zé Dideus em uma só matéria, deliciaremos os leitores amigos, conhecidos ou não, em capítulos lembrados por alguns parentes e membros da “corriola” do Papai.

TERREMOTO!!!

Lembram dos terremotos que estavam abalando o Ceará? Pois é. Um certo dia o Zédideus saiu pelo comércio com a seguinte estória:”Deu no jornal que agora o terremoto vem, e, vem mais forte; pode até chegar aqui em Campo Maior! Lá em casa tá tudo que é copo de vidro e outras coisas de quebrar, no chão; pra não ter o perigo de se espedaçar tudo - isso ele contou em um pequeno comércio no centro de Campo Maior.Recado dado, o Zédideus foi dar uma voltinha no mercado e voltou ao mesmo comércio no qual tinha dado a notícia. Chegando lá, o pobre do comerciante tinha colocado as prateleiras a baixo. Tava tudo no chão!!!.
(Lylian Alves Melo – Neta do Zédideus)

FÉRIAS PRA QUE TE QUERO!

E por falar em Zé Dideus, quando o Sr. Luis Monte (grande homem!), ainda era vivo, o Zé chegava à sua lanchonete e começava a tagarelar, já sabendo o que iria aprontar.
Lá pelas tantas, quando ele notava que o Sr. Luis Monte estava sentado e iria ouvir o que ele dissesse, ele mandava: Daqui a tantos dias estou entrando de férias! Sr. Luis, doido de vontade de dizer alguma coisa, esperava impacientemente, mas começava logo a balançar a perna; a impaciência chegando ao limite. Zé chegava para mim e dizia: depois tu me conta como foi!
Era só ele sair Sr. Luis ia logo detonando: Tá vendo? Isto é só pra mangar da gente. Nunca trabalhou e ainda fala em férias!!!
O Zé Dideus era motorista do Ministério da Saúde, lotado em Campo Maior. Vem de longe, a fama de vida boa do funcionalismo público.
(Hélder Andrade - Empresário e amigo do "Zé")

Ao Prof. ZEFERINO

Sou ROBERTO NAPOLEÃO IBIAPINA, um dos concludentes que aparece na relação de 1972. A sua primeira turma (1,2ª) (primeira segunda no ano-1969) você lecionou Matemática. Éramos aproximadamente quarenta alunos, todos masculinos, mas logo a turma se tornou composta(masculino e feminino)devido as saídas de vários colegas para outras cidades e as transferências de muitos para o recém inaugurado Colégio Estadual. Dentre os que saíram temos: Elmar Carvalho (juiz, poeta e escritor), Milanez (Físico), Jose Santos Ribeiro, Zé Candeia, Chicó; o amigo sensato, Luiz Augusto da Paz (filho de seu Severo da Paz), Sr. Cícero (barbeiro na época) e muitos outros.
A turma concludente de 1972, já composta, recebeu o nome da Professora Iracema Gomes. Homenageamos de forma especial a colega Margarida Melo.
Dentre as concludentes lembramos a Berenice (Beré), Bernadete (do seu João dos Couros), Maria das Graças, e a Natividade (ambas do internato do Patronato); a Marieminha Paz, Lúcia Andrade (do prof. Raimundinho Andrade), Francisca Cavalcante, Angélica Soares, Creuzinha Teixeira, Toinha, Aflitos Lustosa, e tantas outras.
Fica um apelo: que marcamos data para nos reunir.

Dos colegas da sua primeira turma, apenas onze ficaram no Ginásio Santo Antônio. Somos:
1) ANTÔNIO RUBENS MARTINS CAVALCANTE - MÉDICO(Cirurgião Geral), formado pela Universidade Federal do Ceará;
2) CARLOS HENRIQUE VIDAL DOS REIS - FUNCIONÁRIO GRADUADO da Caixa Econômica Federal;
3) EMILSON PEREIRA ARAÚJO - MEDICO(Cirurgião Geral) formado pela Universidade Federal de Pernambuco;
4) ELCIO LEITE ALVES - VETERINÁRIO formado pela Universidade Federal do Maranhão;
5) FCO. ROBERTO NAPOLEÃO IBIAPINA - MÉDICO(Traumatologista/Ortopedista) formado pela Universidade Federal do Piauí;
6) JOSÉ FCO DA SILVA PINTO - ADVOGADO e funcionário da CEF. formado pela Universidade Federal do Piauí;
7) LUIS EMÍDIO LIMA DE SOUSA - TÉCNICO AGRÍCOLA E FUNCIONÁRIO PUBLICO, formado pela Escola Agrícola Federal do Piauí;
8) PEDRO RODRIGUES SABÓIA - PECUARISTA E ECONOMISTA, formado pela Universidade Federal da Paraíba;
9) RAIMUNDO ALVES FILHO - MÉDICO(Gineco-obstetra), formado pela Universidade Federal do Ceará.
10) WALTER LEITE ALVES – MÉDICO (Cardiologista), formado pela Universidade do Ceará;
11) WILLAME ANTONIO FERREIA - NÃO TIVE INFORMAÇÕES DESTE COLEGA AMIGO, QUE AINDA COMPARTILHEI COM ELE O PRIMEIRO ANO CIENTÍFICO EM CAMPO MAIOR (ELE SEMPRE TIRAVA AS DÚVIDAS DE TODOS EM FÍSICA E MATEMÁTICA.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Em algum lugar do passado

No sentido horário: Francisco Correia Jardim (de costa), Chagas Leite, Raimundo Mamede, José Olímpio da Paz e o lendário dentista, Dr. Altivo. Como o título sugere, uma pausa nas confabulações para um retrato nos anos 50, do século passado. O local poderia ter sido no restaurante Eldorado? Quem se habilitaria a fazer exercício de palpite sobre que tipo de elucubrações estariam rolando nessa interessante mesa desse reservado cenário, onde até a cerveja nega-se a identificar-se?

Foto gentilmente cedida pelo Dr. Washington Bezerra de Araújo.

domingo, 8 de novembro de 2009

Parece que foi hontem...

A mamãezona Bebeta, literalmente, colada na Bebetinha, no Maior Folia.

-- "Filho, como é que você consegue usar uma calça tão esquisita dessa? Por que você acha que seus amigos estão se abrindo assim? Disfarça, chegar em casa você me responde. Mas tá um pouco imoral, tá não?! Não bastava este sapato "cavalo de aço? Não dá pra entender esta moda de hoje em dia. Acho que estou ficando velho".
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

domingo, 1 de novembro de 2009

Mídias

Pouco antes de morrer, o jornalista e escritor Reginaldo Lima me procurou para juntos criarmos e editarmos um jornal em Campo Maior. Sugerí que adotássemos um formato tablóide e com cara de revista. O Reginaldo não chegou a ver a arte do " O Campomaiorense", título sugerido por ele para homenagear o primeiro jornal da história de Campo Maior.

SOBRE OS COMENTÁRIOS

Nosso moderador não será censura. Discussões e discordâncias serão sempre bem-vindas e agraciadas à moda da casa com tapete
verde-campo, cafezinho, doce de casca de limão, suco de bacuri ou sambereba de buriti com farinha (massa!). No caso de alguma disfunção cerebral provocada pelo teor de algum comentário, aconselhamos a procura do local mais próximo e adequado para aliviar este tipo de desconforto: no final do corredor que leva até a cozinha, encontra-se um quintal com um poço a meio caminho de um pé de seriguela, de onde a pouco mais de dez metros encontra-se uma “casinha” onde se lê rabiscado na porta a palavra “sentina”... Esqueceu o papel... (não vai dar tempo).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

FUTURISMO EM CAMPOMAIOR

Nossa serra oferece inúmeras atrações turísticas inexploradas: trilhas para “trekking” (caminhada), rochas para escaladas e vista de arrancar suspiros e “óóó meu Deus!!!”.
Além da beleza e da importância, a Serra Azul de Campo Maior - decantada em lindo poema de Elmar Carvalho - oferece também um dos melhores locais do Nordeste para a prática de esportes de montanha, como escalada, rapel e uma excelente rampa para decolagem de Asa Delta e Parapente.
Cidades como Ipu e Pacatuba[CE], Governador Valadares[MG], Igrejinha[RS], Andradas[MG], Porciúncula[MG], Nova Iguaçu [RJ], Formosa[GO], Rio de janeiro, com sua famosa Pedra da Gávea, dentre outras, arrastam centenas de atletas e milhares de turistas ecológicos do mundo inteiro que deixam milhares de dólares nessas regiões, movimentando o setor hoteleiro, comércio e a geração de empregos.
A região de Governador Valadares é considerada o melhor local para a prática do vôo livre devido às suas condições climáticas (muito calor, pouco vento e grande formação de térmicas, ou seja, correntes ascendentes); à sua geografia (região com apenas pequenas elevações e muita área de pouso). Qualquer semelhança terá sido mera coincidência? Não, esse filme também passa em Campo Maior.
ECOTURISMO - uma prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável do patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas. Ou seja, o presente que Deus nos deu será sempre preservado. Acredita-se que no Brasil existem mais de meio milhão de pessoas que praticam o ecoturismo, num total de 50 milhões no mundo. Com o crescimento superior a 15% ao ano, deverá ser uma das principais modalidades do lazer e turismo do mundo nos próximos anos.

Desestressados e tendo como cenário uma cachoeira de adrenalina; uma mesa farta de suco de laranja, enquanto na margem, um carneirinho, animalzinho típico da terra, teima em clamar... Mééé!!!

Rivalidade futebolística presente também nas alturas.
Arte: Bitorocara+

domingo, 25 de outubro de 2009

Informe Publicitário

Praça Antônio Cicero Correia Lima s/n - Campo Maior - PI
CEP: 64280-000
CONTATOS: (0xx86) 3252-2259
Skype: aroldo.ibiapina
Mailing: aroldoibiapina@ig.com.br
Fone/Fax: (0xx86) 3252-2259

Quartos: 20 - Leitos: 40
Estacionamento - Lavanderia - Recepção 24 horas - Ar-condicionado Cozinha - Despertador – Frigobar - Música ambiente - Telefone - TV
Bar - Bar na piscina - Restaurante

Os donos moram no local e fazem parte da grande família campomaiorense, um povo tido como dos mais receptivos do Brasil. Berço de heróis, a cidade foi palco de uma sangrenta batalha pela nossa independência do jugo Português. Conheça também o Monumento do Jenipapo. Sem falar da culinária local, referência em todo o Nordeste do País.

Arte: Bitorocara+

O Rebelde da Motocicleta

O Rebelde da Motocicleta - Parece nome de filme, mas tem tudo a ver com o passado deste senhor aí da foto. Magrinho, temperamental – não sei pra quem puxava -, com uma motoneta estranhíssima e “zuadenta”, o “Zacariinha” podia ser visto a qualquer momento e em qualquer lugar da pacata Campo Maior do final dos anos 60, início da nova década. O título do filme se encaixava como um capacete na cabeça do filho do seu Zacarias Gondim, dono do inesquecível Cine Nazaré da belíssima época de ouro de Campo Maior, nos anos de chumbo do Brasil. – “Zacariinha” essa lambreta “Xispa” estacionada do teu lado, aí na foto, apesar de parecer muuuito mais nova, lembra também aquele “cachorro magro zuadento” que você tinha! O adjetivo canino foi o mais perto que encontrei pra não judiar com o enorme e pacato “camelo”, só conhecido por nós através dos "Circo
Garcia" da vida, ou dos filmes Lawrence da Arábia ou Simbad, o Marujo, daqueles tempos. A propósito: clique na foto e veja o que estava em cartaz nesse dia, "na tela panorâmica do seu Cine Nazareth, em Cinemascope e Technicolor!".
Zacarias, meus contados localizaram sua amada motoneta jogada no fundo de uma oficina de motos na praça do teatro dos estudantes, perto da casa dos mus pais. Autorizei-os a fazer uma proposta de compra, no que receberam um sonoro não! – Já está vendida por 2mil Reais!!!
Desisti. Ela também não tava com essa roda toda, não. Clique, e na imagem ampliada você verá quem desembolsou essa grana toda. - Tudo em nome da cultura! Disse o feliz comprador.

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara - Zan

Cerimônia de Diplomação

Cercado de amigos, parentes e eleitores, o jovem e ansioso médico, Cezar Melo, se prepara para mais uma nova experiência política. A foto também é um desafio para os leitores identificarem quem são os torcedores - não valem: o mega-empresário João Claudino Fernandes e o Prof. Raimundinho Andrade.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara - ZAN

domingo, 18 de outubro de 2009

Onde tudo começou...

19 de OUTUBRO - DIA DO PIAUÍ

O Piauí foi povoado por muitas tribos indígenas antes da chegada dos portugueses ao Brasil, dentre elas, destacam-se os tremembés, que viviam próximos ao litoral e ao Rio Parnaíba. A exploração do Piauí aconteceu devido a presença de bandeirantes, como Domingos Jorge Velho e Domingos Afonso Mafrense, que tornaram-se proprietários de amplas terras no Piauí. Posteriormente, o Piauí tornaria-se uma Capitania em 1758, com a capital em Oeiras, embora a socidade piauiense não tenha mudado muito com a elevação à condição de Capitania, o território piauiense ainda era cheio de fazendas de gado, e havia poucas vilas. Com a Independência e o Império do Brasil, o Piauí passou a ser governado por oligarquias rurais, que continuariam a governar até o início da República.
Emancipação Política
A Capitania de São José do Piauí, foi criada em 1718, embora só venha a ser instaurada definitivamente em 1758. O seu primeiro governador foi João Pereira Caldas, militar português, Coronel da Cavalaria, que organizou Tropas de Ordenança em 1759, que tinha por objetivo principal perseguir os nativos. O rei determinou que a cidade-sede seria a Vila da Mocha (atual Oeiras), e elevar seis freguesias a condição de vilas: São João da Parnaíba (atual Parnaíba), Parnaguá, Jerumenha, Marvão (atual Castelo do Piauí), Santo Antônio de Campo Maior (atual Campo Maior).

Charge sobre pintura rupestre no Parque Nacional da Serra da Capivara, extremo Sul do Piauí. Um casal de conterrâneos nosso, há 50.000 anos atrás (segundo a antropóloga Niéde Guidon), trocando beijos logo ao raiar da história humana nas Américas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Datas...

Educação de qualidade depende não só dos educadores, mas também dos gestores, dos pais, da sociedade civil e dos governos...
Isso aí, até os desinteressados alunos já decoraram de cor e salteado. No Congresso Nacional uma das prioridades é a criação do “Dia Disso”, “Dia Daquilo...” E por que não, o Dia do Parlamentar Gazeteiro?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Muita lembrança, pouco futebol...

Antes, o “leão”, time de futebol que teve o Sr. Oscar Duarte como primeiro presidente, tinha como mascote uma mulher: a Altair (Tatá), filha do seu Dideus e também a esposa do jogador Geraldo Pucuta - esse agachado aos pés dela. Oscar Duarte era o comerciante e pai do agitador cultural e blogueiro, Zeferino Zan.
Um pouco depois da chegada do Bernardo Cabral por estas paragens e um pouco antes do início dessa acirrada rivalidade entre os dois principais clubes de futebol de Bitorocara, por incrível que pareça, quem desenhava o uniforme do time do Comercial era um caiçarino de quatro costado e com “aquilo” encarnado, mais vermelho do que carmim. Sério! Vejam as fotos... Ninguém merecia...!



Do time, nem nos arquivos do cineasta Humberto Mauro teríamos imagens, mas a "equipe" (uniforme) é a imagem, espelhada, do Vasco da Gama.
NOS COMENTÁRIOS:
Zan disse...
Angelo, Manuca, Chico Catita, Chico Galo, Miguel Brito, Chiquito e Antonio Rufino. Agachados:ZéArlindo, João Catita, Sérvulo, Bodinho, Edim Catita e Cabrinha. Esses dias cruzei aqui com um sujeito baixinho, encostei no cara e perguntei:Você é o Cabrinha? Resposta: ele mesmo... Desses aí estão vivo e morando aqui: ZéArlindo, Chiquito e Cabrinha. Sérvulo mora em São Luis, Chico Catita em Teresina.


Ufa! Valeu, Zan!!!


Quando eu quis dizer sobre "pouco futebol", naturalmente que me referi aos boleiros da atualidade; também por culpa da falta de interesse do empresariado que desconfia da capacidade de quem administra isso que também não é minha posição dentro dessa, literalmente, área.
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

domingo, 11 de outubro de 2009

Informe Publicitário

(Clique na foto para ampliar)

E não esqueçam da minha Calói! Os Blogs e Sites sobrevivem, também, de receitas vindas de publicidades como esta da rival da Harley Davidson: nossa motoneta Conca.

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+

Notre - Dame

Zan, o que restou mesmo daquela igrejinha do Rosário, além do prédio 60% reconstruído? Quando criança eu sempre via que aquilo lá não se parecia em nada com aquelas igrejinhas de Ouro Preto (ô coitada!) densamente ornamentadas com estátuas barrocas, castiçais, bonita mesa de altar, um coro à altura dos cânticos, enfim... Era de um vazio franciscano, de arrepiar. Difícil entrar gente lá; saia muito era morcego ao cair da tarde. Nos festejos, o pároco de plantão dava uma caiada na parte externa do templo com apenas uma lata de querosene "jacaré", com água e cal pra igreja inteira e “tamo” conversado. Ele tava certo: o pessoal só ia pra namorar, comer alguma coisinha pouca que alguém se atrevia levar pra vender no caderno (brincadeira) e, no mais, era a constatação do desprezo da enteada pobre pela madrasta rica que morava tão suntuosamente perto. Sempre tive curiosidade por igrejas antigas na expectativa de charfurdar algum porão; encontrar catacumbas, portas secretas e rangentas que dessem saídas em algum jardim abandonado há séculos, depois do rio Surubim, no local onde foi encontrado o santinho Antônio; escadarias que levassem à torre sinária abandonada, onde o Quasímodo fazia morada. Tudo fantasia incentivada pelo Cine Nazareth. Ainda bem que eu desisti quando, de cara, não vi o órgão trazido da Europa - no mesmo galeão do sino - pelo porto fluvial de Estanhado, há léguas de distância do imenso e vazio quadrilátero que era a praça da igrejinha do Rosário.

O Índio e o Xerife

PAU DE ÍNDIO!


Os mais novos: não se assustem! Era assim mesmo que chamávamos o delicioso chocolate com fatias de algum saboroso pudim feitos por mãos de pessoas carinhosas, na medida e no ponto certo. O “pau de índio” era a iguaria “oficial” de toda primeira comunhão, hoje rebatizada, se não me engano, de primeira eucaristia. Dá no mesmo. Aí pintaram no pedaço, a educação do sem-limite; da excessiva tolerância (ta na moda), e, pra acabar de infernizar a cabeça da catequista – ainda existe? - e dos pais presentes, a mega-gigante da informática criou um veículo de comunicação com o bonito nome de “site de relacionamento”. O que seria uma ferramenta da melhor qualidade para aproximar e apaziguar relações entre pessoas, caprichou mais da conta até na libido de crianças que ainda nem estão prontas para a primeira comu... desculpe... Eucaristia! As coisas mudam muito rápidas e temos que nos adaptar. Ser mais do que “tolerantes”.

No que pese meu nome, nunca fiz primeira "comunhão" mas, comunguei de um pedaço de pudim da "Eucaristia" da minha irmã, Rosângela. Não me lembro do "pau de índio"... Dizem que era mais forte do que o "Toddy" que meu pai "Zédideus" comprava pra ver se eu ganhava algum prêmio escondido no meio do pó. Ganhei uma estrela de "xerife Toddy". Ver se pode...!

(Clic na foto para ampliar)

Foto: Museudo Paulo&Bitorocara+

sábado, 10 de outubro de 2009

No foco da Roleyflex...

Comentário da Marta, melhor jogadora de futebol feminino do mundo:
- "O time era bonito. Mas, este nome...!
(Clique na foto para ampliar)

Casamento da minha tia, Socorro Passos, a eterna enfermeira da maternidade, e o maridão... depois me lembro. Os padrinhos, casal Francisco Aureliano e "Didita"; um rostinho lindo e tímido atrás; o legendário Antônio Músico, que pelo visto ainda enxergava e, principalmente, escutava tudo a léguas de distância.

Quem se habilita a fazer as escalações destes esquadrões do Túnel do Tempo Futebol Clube?

Né brinquedo não! Este agachado é o famos Deca, um dos melhores craques, goleadores e malabarista do futebol piauiense de todos os tempos - Robinho tá dizendo que neste tempo até o pai dele ainda era criança. E, finalmente, de pé, vestindo a camisa do time do Grêmio Recreativo do seu Joaquim Araújo, e, exibindo orgulhosamente uma cueca samba canção, modelito xadrez, o garoto Besé, um dos filhos do Prof. Raimundinho Andrade.

Fotos: Museu do Paulo&Bitorocara+

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Festeiros e Idealistas

Em pé, da esquerda pra direita: uma desconhecida, Carlinhos Lustosa; uma das gêmeas irmãs do Zeca Baú, Edna Cardoso, Gorete Barros, Etevaldo "Sapato", "Pedim Graxa" e um desconhecido. Agachados: Meire Chaves na ponta direita, (?), Zé do boné, Nonato Tiákining Lustosa (Revsom) e Maria da Cruz.

Moça não identificada, Carlinhos Lustosa, Etevaldo "Sapato", Ângela Corinto Brasil e Meire Chaves.

Zeferino Alves Zan em foto gentilmente cedida pelo Horácio, amigo do ex-jornalista, bancário e também componente do "aparelho" comunista que funcionava na Rua Hadock Lobo, em São Paulo, no início dos anos 70. Nesta foto do grupo, o destaque no Zan quando da despedida na deportação para Cuba em troca do Cônsul de Serra Leoa, próspero país africano, sequestrado por eles. Anos depois, o companheiro Zeferino, codinome, Zan, voltou para Campo Maior e também para um período de reflexão sobre a luta armada, coisa que ele descartou da sua batalha por um ideal... Quem olha pra este esquálido tipo, não acredita (Bitorocara+).

Por partes, amigos, a foto do esquálido ex-guerrilheiro foi feita depois de sair duma tuberculose quase gripe que contrai em São Paulo no distante inverno ano de 1973, por isso a esqualidez. Em 1974, quando voltei da aventura paulistana engordei 10 quilos em um ano, acho, e tenho esse "corpão" de hoje. A primeira foto é de uma turma de 3o ano. do 2o. grau do Colégio Estadual, onde dei umas aulas substituindo o professor Maurício numa eventualidade. Na foto estão pessoas as quais me liguei desde então, como a Maria da Cruz, a primeira a direita, e a Gorete Barros, entre o Sapato e o Pedim Graxa, além da Meire Chaves. Na outra foto tem a Meire Chaves de novo, Ângela Brasil, irmã do Zé Omar, Nonatim das Revistas e o rapaz da Moraes Souza, meu amigo e irmão do meu grande amigo Marreca, Carlinhos Lustosa.
A Maria da Cruz e Gorete Barros são irmãs do Lucas Vieira Barros, o homem da Sismologia da Unb. A primeira mora em Brasília, é casada e tem uma filha. Gorete, a última vez que estive com ela em Brasília, me disse que morava em Brasília e Goiania, onde tem uma filha que estuda Odontologia na federal de lá e estava solteira. Essas irmãs do Lucas me dizem que por terem me conhecido naquela época mudou a vida delas. Se isso é elogio ou não, elas é que sabem.
A foto do qual Netto destacou minha apavorante esqualidez está no meu blog com todos os outros que estavam lá em São Paulo numa manhã cinza de agosto de 1973, se não me engano. É só ir lá e descer a barra de rolagem da página (ZAN).

Posteridade

Na foto estão Juarez Napoleão, Erivan Napoleão, Edmar Napoleão, Josias Bona - fã número 1 - com o fera BARTÔ GALENO. Ao lado direito do Bartô (olha a intimidade!!!) não estou reconhecendo a companhia na foto.

Este retrato está com a cara da inevitável despedida ocasionada pela debandada, depois do término do "científico"? Não sei.

As fotos foram cedidas gentilmente pelo amigo Erivan que também identifica o "time":

"Nesta 2ª foto, que por sinal é uma raridade, estão, em pé: Dicinho Paz, Deusdete (filho do Ten. Sebastião) e Erivan Napoleão. Agachados: Gerardo Paz, José Ataíde e Walclides Oliveira. Abraços a todos os BOTOROCARIANOS. Acho que este nome deve "pegar" para nós usuários deste Blog memorável de nosso amigo e conterrâneo Netto".

sábado, 26 de setembro de 2009

JOSÉ DOS SANTOS CARVALHO

Bilé Carvalho nasceu em Barras (PI), no dia 24.11.1927. Na verdade, o seu verdadeiro nome era José dos Santos Carvalho. O apelido foi criação de seus familiares como maneira de humanizar o pronome de certa forma austero que recebeu na pia batismal. Desde criança manifestou vocação pela música e cantorias. Aprendeu algumas noções rudimentares de violão, mas os instrumentos com que mais se identificou foram duas colheres que ele manejava entre os dedos para acompanhá-lo enquanto cantava emboladas e variações de cocos e repentes.
Sem maiores graus de escolaridade era, no entanto, inteligente, boa caligrafia e invejável facilidade de se comunicar, circunstâncias que lhe valeram alguns empregos temporários. Somente em 1950 foi nomeado para o DCT na condição de guarda-fios, cargo que exigia eventualidade corrigir as linhas e transmissão do telégrafo quando apresentassem defeitos. Era serviço relativamente fácil ao qual, por sua índole, se adequou muito bem. Aos que o criticavam por essa moleza ele respondia, sem cerimônias, que na verdade estava necessitando de emprego e não de trabalho.
Casou, constituiu família e em 1957 foi transferido para a agência do DCT de Campo Maior (PI). Ali, como em Barras, angariou vasto círculo de amizades.
Popular, brincalhão e de algum modo pândego, era benquisto por todos com quem se relacionasse. Tornou-se abstêmio a bebidas alcoólicas, mas gostava muito de comer. A quem reclamasse do seu voraz apetite ele, em contraponto, argumentava que “enquanto a boca mastiga o cu tem esperanças”. Filosofia barata e um tanto quanto grotesca, mas inegavelmente correta.
Após sua aposentadoria Bilé continuou residindo em Campo Maior onde exerceu cargos na diretoria do Iate Clube Laguna, na loja Maçônica e na administração do Museu do Couro. Publicou dois livros – “Histórias de minha gente” e “Querem que eu conte? Vou contar”. - que lhe valeram eleição à Academia de Letras do Vale do Longá, na cadeira cujo patrono era o vate, também popular, Vitor Lopes.
Bilé faleceu no convívio de sua família em Campo Maior no dia 18.11.2000.
Seus restos mortais foram enterrados no jazigo da família em sua terra natal.

No sentido anti-horário: Prof. Lázaro Carvalho, Profa. Zenita Pires, Bilé(no destaque), Roberto (Pancho) Lustosa e outros amigos que não identifiquei.
Fotos: Arquivo de Família e Museu do Paulo&Bitorocara+
Texto: Assis Carvalho, irmão do Bilé Carvalho.

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Simão Pedro e Blandina no comando da possante lambreta do Irmão Turuka. Na outra foto, o casal, Turuka e Raimundinha Andrade. Fotos cedidas pela família e que foram publicadas na primeira edição do Bitorocara no início de 2008. Clique para ampliá-las.

O Clã Turuka

Sentados: Paulo, esposa Gorete e filho; Raimundinha - esposa do Sr. Turuka -, Irene e Erasmo; genro Manoel e esposa Amparo. Em cima: uma parte dos netos e o Simão Pedro.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BEM-VINDOS AO BITOROCARA!

Irapuan de Sousa Rocha. Tenente aviador e instrutor de pára-quedismo da Força Aérea Brasileira – FAB. Filho de Woltigern Rocha e de Raimunda de Sousa Sá Rocha. Nasceu em Teresina em 03/07/1947, por questão de segurança médica e decisão dos pais, no entanto, passou toda sua infância e juventude em Campo Maior, sua terra natal de origem, onde fez os primeiros estudos. Fez o curso científico (Ensino Médio) no Liceu Piauiense e ingressou na FAB em 1967 como aspirante; tomou o nº e nome de 67.191 – Irapuan S. R. Especializou-se em eletrônica, estatística, topografia, tecnologia militar, geografia econômica e política, direito, educação física militar, parapsicologia, guerrilha, história militar e fez os cursos de vôo, pára-quedismo e de instrutor. Foi declarado 2º Tenente aviador em 29/07/1970, servindo nas bases aéreas de Cumbicas [SP] e Parnamirin [RN]. Faleceu em acidente aéreo em Natal [RN] no dia 10/04/1972, quando ministrava instruções de pára-quedismo. Em sua homenagem, o grupamento de escoteiros, registro “10º PI” de Campo Maior, passou a denominar-se “Grupamento de Escoteiros Irapuan Rocha”.

Nota do Bitorocara+
Com estes posts quero homenagear os ilustres desconhecidos campomaiorenses que se tornaram nomes de ruas, praças, avenidas e, mesmo assim, continuam uma incógnita para a imensa maioria da população de nossa cidade. E para os que estão chegando agora, deliciem-se com a nossa história e nossos costumes.
Lembrando que o Natal tá bem aí, não esqueça de - vez em quando -, dá uma clicadinha nestes anúncios que estão ali em cima, ao lado. Fazendo isso você contribuirá para um fim de ano beirando o paidégua, com vinho chileno, nozes, avelãs, panetonne italiano, peru recheado com codornas(?) e uma champanhezinha Moet Chandon, para este blogueiro que "vos fala" - porque ninguém é de ferro. Quem sabe, em Campo Maior...!

LOGRADOUROS

Militar e aviador campo-maiorense. Nasceu em Campo Maior a 25/01/1909 e faleceu em Curitiba [PR] em 17/11/1935, inubo, com apenas 26 anos de idade, em acidente aéreo, ao participar de acrobacias, quando pilotava uma aeronave durante uma solenidade pública na capital paranaense. Fez o primário em Campo Maior, o ginasial em Floriano e o secundário no Liceu Piauiense, ingressando em 1926 na Força Aérea Brasileira, na cidade do Rio de Janeiro, como cadete. Nos anos de 1930 e 1933, alcançou, respectivamente, as patentes de 2º e 1º Tenente. Pioneiro na implantação do Correio Aéreo Nacional nos Estados do Piauí, Maranhão e Pará. Foi comandante dessa região em 1934. Alcançou em 1935 o posto de Capitão, e morreu em 17 de novembro do mesmo ano. Foi sepultado em sua terra natal, no cemitério do centro de Campo Maior.
Capitão Manoel de Oliveira foi o primeiro aviador campo-maiorense e o primeiro a pousar uma aeronave em solo de “berço de heróis”. As suas chegadas a Campo Maior eram invariavelmente identificadas pelas estrepolias acrobáticas nos céus da cidade.
Eram seus pais, Antônio José de Oliveira e Maria Floresta da Paz Oliveira. Manoel de Oliveira inaugurou o Correio Aéreo no município piauiense de Piripiri no dia 20/12/1933 e o campo de aviação “Augusto Severo”, naquela cidade, com a presença do prefeito Nelson Resende, do também aviador José Macedo e de moradores da localidade.
Nota do Bitorocara+
Não tem jeito! O saudável e divertido bairrismo entre as Freguesias de Campo Maior e Piripiri é do tempo em que vaqueiro ia de cavalo pra feira no nosso mercado velho e, também, tinham-se notícias de grandes quantidades de vaga-lumes lá pras bandas do rio dos Matos na cidade do bairro Petecas. Pois não é que ao saber que a concorrente terra dos Resendes ia inaugurar um “moderno” Campo de Aviação, um gaiato campo-maiorense, pioneiro e arrojado piloto da Força Aérea Brasileira, se mandou de Curitiba e, pela primeira vez, tocou o solo da “moderna” pista de terra da vizinha cidade, manobrando um avião do Correio Aéreo Nacional.
Toma, João Cláudio! Que beleza!

Fotos: Arquivo BitorocaraNews - Infográfico: João de Deus Netto
Fonte: Geração Campo Maior – Reginaldo Lima

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ÁLBUM DE FAMÍLIA

No aniversário de um dos filhos do saudoso Milton Passos, operador de máquinas do Cine Nazareth, no início dos anos 70, eis os convidados que conseguimos identificar: a partir da esquerda, a Ozana Belchior (sobrancelha espessa), próxima da senhora de óculos, irmã do Mundico Belchior; o carequinha é meu avô Raimundinho, pai do Milton; na porta, Rosângela Passos (minha irmã); No centro da mesa, ladeada por minha prima Carla Passos e pela Iolanda “Dadá” Belchior (irmã da Osana), está a “comportada” Alaila Resende, irmã da bandeirante Alvanira e, pasmem, a presença inusitada do apresentador Marcos Mion da MTV (rs rs)... Está parecendo o Pretestato... Das três últimas senhoras, à direita, as duas últimas são: Alaíde Passos, mãe deste blogueiro que vos “fala”, e a Franci, esposa do Milton e mãe do aniversariante Licínio - se não me trai a memória. A festa aconteceu na praça Bona Primo, próximo ao casarão do Major Onório. (Clique nas fotos para ampliá-las)

E atenção, atenção!!!
“Acabou de chegar de Teresina, pela empresa Valdemar Cavalcante, o envelope com as fotos do 7 de setembro, que tinha sido mandado para revelação na capital do Estado. Aqui em cima, vemos no comando do pelotão do Ginásio Santo Antônio a presença da garbosa capitã/aluna Lígia Sobrinho, irmã do Zé Mauro, filhos do casal José Sobrinho. Registramos também alguns desmaios nestes desfiles realizados quase no “pino do meio-dia” do refrescante mês de setembro”!
Fotos gentilmente cedidas pela Alaila Resende, direto de João Pessoa (PB), via torre da Embratel do Morro da Caiçara.
A seriedade da porta-bandeira do Ginásio, Lúcia Bona, deve ser por causa do desânimo estampado no rosto e na pose dos seus guarda-costas. Bitorocara inteira sabe que a filha do prof. Raimundinho sempre foi alegre mais da conta. É que nessas "paradas" os alunos saiam de casa com o cantar do galo e o desfile só começava alí pelas onze, quando o efeito do "café preto" da maioria deles já tinha perdido a "sustança". Os desmoronamentos faziam parte da exibição obrigatória imposta pelos governos militares. Ditadura.
Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

FAZENDO HISTÓRIA

Passeata nas eleições do ano de 1951 quando foi eleito o prefeito mais jovem da história do Piauí. Claro que fiz a caricatura tendo como referência uma foto recente tirada na Oficina da Palavra, em Teresina.
Mousinho, Zé Olímpio, Chico Dito, Antônio Neves, Antônio Pedro, Antônio Rufino... Completem a legenda ou façam este post para o nosso Bitorocara+. (Clique na foto para ampliar)
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

"O estado maior da foto é todo comercialino. De costas reconheço os atletas Bodinho e Edim Catita.
Apurei a vista e reconheci no fundão os dois Catitas, João e Chico, ao lado do Zequinha, goleiro reserva do titular Ângelo, que deve ser um dos que estão de costas, dá pra reconhecer pela cabeleira lisa. No fundo sentado aparece o Sérvulo, sobrinho do Né, que jogou muitos anos no River em Teresina, sobrinho das irmãs Silva, Da. Lourdes, que tinha um hotel que hospedava o pessoal do BB". (ZAN)

ANÚNCIOS NO BITOROCARA
Agora temos publicidade na tela. Se uma vez por dia (não mais do que isso) alguém clicar em qualquer um desses anúncios veiculados pelo Google, já teremos garantido o suficiente para a compra da lenha para alimentar a lareira do nosso modesto lar aqui na gelada Serra do Mar.... rsrsrs!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A ARTISTA E A OBRA


Isto aqui é uma verdadeira enciclopédia que resgata o que poderia ter caido no esquecimento. Uma coisa que se deve lamentar, além da "inevitável", é presenciar verdadeiros arquivos vivos partirem levando consigo uma Serra Azul de acontecimentos que foram testemunhadas por elas. Ainda é tempo; nós que fazemos este blog estamos abertos a todo tipo de registros que venham a enriqueçer o resgate da memória de nossa Campo Maior.

"TIA DUDU, esposa do meu avô LUIZ ALMENDRA, foi uma das pessoas que ajudou na formatura de meu caráter, tive o privilégio de privar da sua convivencia, do seu carinho e ainda ajudei a colocar na mesa de pintura alguns azulejos desta belissima obra de arte. Parabéns ao blogueiro por esta feliz lembrança. Sinto-me Honrado".
MAKURU

domingo, 6 de setembro de 2009

ANTIGO PAINEL

Aqui, pelo visto, seria uma troca de guarda do antigo painel feita nos moldes do Monumento dos Pracinhas, no Rio de Janeiro: a Chefe Bandeirante Alvanira passa o comando para uma de suas subalternas que, juntas, fazem pose para um retrato, a pedido de um grupo de visitantes em trajes "civis". Foi isso mesmo, Alvanira? E quem seriam estes turistas ilustres? E esse faceiro pimpolho, por onde anda? Reparem também que lá atrás da “fadinha”, de cócoras, tem uma “intrusa” querendo aparecer para a posteridade. Cadê você também, menina? Que beleza! Ah, tempos...!

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

JOVEM GUARDA

Belchior Neto, Catanã, Rogério Cardoso (neguin bom de bola!), Wagner e Carlito.
Foto: Museu do Wagner

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR...

Silvinho, Sabóia, Edmar e Rogério...

...Zé Wagner e Gilmar Melo.

Afinal, eles queriam chamar a atenção pra quê mesmo? Aqui embaixo, o jovem discípulo parece que vai cair durin pra frente, enquanto o "mestre" faz cara de durão. Lá em cima: reparem no desleixe do fogoió; na faceirice exagerada do careca não assumido... E olha só o futuro jogador galã dizendo pro "balula": --"Vambora daqui Rogerin, antes que a mamãe e a dona Mulata fiquem sabendo!".

Fotos: Museus do Rui e do Wagner Brazil

FREI HERMÍNIO

Filósofo, teólogo, psicólogo, professor, numismata, filatelista, dicionarista e colecionador de palavras e objetos, Frei Hermínio Bezerra, nascido em 13 de julho de 1945, em Quiterianópolis, nos sertões dos Inhamuns, Ceará, é típico sertanejo, que gosta de dar a conhecer, aonde chega, quais são suas raízes, usando para isso um legítimo chapéu de vaqueiro do sertão. Atualmente, Frei Hermínio é tradutor da língua portuguesa da Cúria Geral dos Capuchinhos em Roma, Itália, e de onde, atualmente, colabora para o jornal O POVO de Fortaleza..
Na foto, o frei Hermínio celebra o batismo da Manuela, filha do Paulo e da Áurea Andrade. Valeu, Artur!

Júnior Araújo disse:

“Netto, o Frei Hermínio é meu primo, a mãe dele é irmã da minha falecida mãe; ele é cearense e foi responsável pela igreja de São Benedito em Teresina por muitos anos. Ele conhece muito Campo Maior e tem uma coluna no Diário do Nordeste, de Fortaleza”.

Fotos: Museu do Paulo&Bitororcara+ e da Internet.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ZÉ MIRANDA FILHO

O Dr. Zé Miranda candidatou-se uma vez a vereador, como disse o ZAN, pela União Democrática Nacional - UDN -, partido liderado em Campo Maior pelo "seu" Mário Andrade, de quem era amicíssimo e candidato a prefeito. Assim, José Rodrigues de Miranda contrariava sua família, que era toda do Partido Democrático Social- PSD -, o qual tinha como um dos princpais líderes o seu próprio pai, Luiz Rodrigues de Miranda (Major Lula). Porém, nessa época, este já falecera. Intrigado com Sigefredo Pacheco (um dos cabeças da facção pessedista), apesar de seu primo legítimo, abandonou o partido, ingressando no quadro udenista. Estaria na história dos vereadores campomaiorenses se tivesse permanecido com a família, cargo que teria exercido até por mais de uma legislatura. Era querido do povão, de quem cuidava dos dentes, no Posto de Higiene, ali no prédio atualmente ocupado pelo SAAE, na Av. José Paulino. Passou-se para o outro lado, e encontrou adversários ferrenhos no seio da própria família. Nem gosto de contar esta história, porque envolve pessoa muito próxima a ele. Mas... Pois bem, no dia da eleição (a maioria dos eleitores da zona rural votava na cidade, naquela época, anos 50), os eleitores se deslocavam em caminhões. E no caminho entre as propriedades rurais pertencentes à família e a cidade, os veículos eram parados e fiscalizados. Saía a pergunta de praxe a cada um dos seus ocupantes: "Vai votar em quem pra vereador?" "No Dr. Zé Miranda", respondiam. "Não vai não. Pode descer daí e tomar a estrada de volta!" Mesmo assim, ainda recebeu número razoável de votos, porém insufientes para colocá-lo na Câmara. Decepcionado, não se candidatou mais. No entanto, não desistiu da luta partidária. Eu me recordo de que um dia, ele entrou em casa com uma pequena multidão às suas costas, encabeçada pelo delegado de polícia da época, o velho amigo "seu" Antônio Bona Neto (Antônio Músico). Zé Miranda, depois de uma acalorada discussão política, nas proximidades do Bar Santo Antônio, Pça. Rui Barbosa, acabara de esmurrar o "seu" Antônio (ou José, a memória faltando) Maria Eulálio. Quem começou a briga, não lembro mais.

Zé Miranda Filho - 3 de Setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

NOSSA HISTÓRIA

"O bom de se relembrar figuras como o professor Raimundinho Andrade e o tabelião José Olimpio da Paz é que nós já tivemos a frente da Prefeitura Municipal da cidade, homens trabalhadores, honestos, competentes e principalmente, seres humanos inesquecíveis..."
(ZAN)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FILHO ILUSTRE

Sílvio Mendes de Oliveira Filho. Nasceu em Campo Maior a 31 de agosto de 1949. É médico e atual prefeito da nossa capital, Teresina. Graduado em Medicina em 1974, pela Universidade federal de Pernambuco. Especializado em Ortopedia na Universidade de São Paulo. Em Teresina, trabalhou no Hospital Getúlio Vargas, Clínica São Lucas e Ortoclínica. É médico do Ministério da Saúde (SUS) e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Recentemente o campomaiorense prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, foi homenageado com o Diploma do Mérito Bitorocara, pela Prefeitura de Campo Maior.
Na foto dos anos 60, ao fundo da caricatura, a Av. José Paulino, no centro de Campo Maior, onde morou o jovem Sílvio com sua família que tinha como chefe o também Sílvio Mendes gerente da Casas Marc Jacob. A residência ficava próxima de onde vai passando aquelas duas pessoas, na calçada.

Caricatura: Netto&Oficina da Palavra. Foto: Museu do Paulo

sábado, 15 de agosto de 2009

NOSSA HISTÓRIA EVANGÉLICA

A primeira Igreja Batista de Campo Maior foi fundada em 1915 pelo Sr. Joaquim da Costa Araújo Bostoque, pai da dona Iracema Santos (Irá) e do lendário e divertido cirurgião dentista, dr. Altivo Araújo. O nome Bostoque ele adotou de uma fábrica de sapato do Rio de Janeiro que o convidou para trabalhar na então capital federal e ele não aceitando, teve a autorização da fábrica pra que fabricasse também em Campo Maior sapatos semelhantes aos deles e que, inclusive, levasse o mesmo nome: um produto Bostoque. Daí a incorporação desse nome ao seu. Dentre as perseguições que a igreja católica fez ao pioneiro evangélico da pequeníssima Bitorocara, uma beirava o absurdo, típico de quem tinha na folha corrida os crimes da inquisição e de outras passagens que não vem ao caso, por enquanto: um certo padre Clarindo saia em procissão com uma imagem de N. S. da Conceição pelas ruas da cidade hostilizando o Sr. Joaquim, sua família e os fiéis que frequentavam a igreja, deixando-o em situação difícil até para sustentar sua família com o seu trabalho de sapateiro, pois o padre dizia para seu rebanho não levar mais sapatos para serem remendados pelo sapateiro, sobre o argumento de que o moço - somente um fiel seguidor da Palavra -, era um “herege”. “Santa” tentação foi o que aconteceu em seguida: Esse padre Clarindo mais tarde caiu na armadilha da libido fornicando justamente com uma prima, por quem abandonou a batina por algum tempo, sendo execrado pela comunidade católica. Sem saída e acuado, adivinhem a quem o algoz sacerdote católico pediu ajuda? Ao “herege” irmão Joaquim que providenciou uma fuga com o veículo que dispunha naquele momento: muntado numa burra o apaixonado e assustado padre Clarindo fugiu para Piripiri no quadrúpede de propriedade do necessitado sapateiro, indo depois dali para o Rio de Janeiro onde, não se sabe como, voltou a se reintegrar à Santa Igreja. De volta a Campo Maior, ainda tentou abrir uma escola, por sugestão do agora amigo Joaquim Bostoque, mas teve frustrado o seu intento por causa da furiosa rejeição que os católicos passaram a ter pelo padre. Ficou decretado que a traição à igreja de Roma foi maior do que a paixão que o homem de Deus nutria pela indefesa prima. Na cidade o comentário entre a imensa maioria católica foi de que o Sr. Joaquim tinha se “vingado” das perseguições do padre, ajudando-o na fuga. Na verdade, o evangélico “irmão” Joaquim Bostoque foi tão somente um instrumento da grandeza de Deus.

Fotos das Igrejas: Elmar Carvalho - Joaquim Bostoque: Álbum da família da D. Irá - Padre na burra: Bitorocara+

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CAMPO MAIOR - 247 Anos

Nas próximas postagens teremos mais "caras" que participaram ativamente para o engrandecimento de Bitorocara.


NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA:

E atenção, acaba de ser divulgado pelas Rádios A Voz da América, Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Jornal do Commércio do Ricifi, Rádio Clube de Campo Maior e pela amplificadora do Zé Melo do seu Estácio, notícia de que o BLOG doZAN foi aceito na Blogosfera pelo poderoso Google. Agora é só digitar tal como está escrito e...Zan,Zan,Zan,Zaaan. Ou então é só clicar aqui ó:

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Prof. JOSÉ OMAR BRASIL

A história de Campo Maior se confunde com a civilização do Piauí. Infelizmente muito do que se registrou e se construiu ao longo de mais de três séculos de existência, pouco ou quase nada resistiu ao tempo ou aos instintos de destruição de alguns filhos ilustres desta terra. Estatisticamente, no Estado, Campo Maior é a comunidade que menos preservou a sua história, portanto paupérrima de memória. Tomando como referência as pesquisas do gigante campomaiorense, Padre Cláudio Melo, somente a partir da década de oitenta ficamos sabendo que Campo Maior não foi fundada por Francisco da Cunha Castelo Branco, como registrou a história (e que até hoje e continuará a ser, pelos séculos futuros pelo Piauí afora, ensinada nas escolas), e sim pelo Pacificador e Mestre de Campo, o português Bernardo de Carvalho e Aguiar. Para se ter uma idéia, até hoje desconhecemos, mesmo existindo vários vestígios de antigas e grandes fazendas seculares de pedra (que também não foram poupadas), no perímetro de Campo Maior, qual delas teria vindo a ser a Fazenda Bitorocara, o marco primeiro da povoação de Santo Antonio do Surubim, atual Campo Maior. Outro fato de pouca monta para muitos, mas que trouxe enormes prejuízos à nossa memória refere-se às manifestações internas acontecidas antes da Batalha do Jenipapo", em que, os patriotas revoltados com as atitudes do pároco português em não colaborar com o movimento separatista, em alvoroço invadiram a casa paroquial e incendiaram todos os registros da Freguesia, inclusive o Livro de Tombo da Igreja. E assim vai! Da memória atual, ou seja, do curto "ciclo áureo da carnaúba", em que muitas das imponentes e modernas estruturas foram erguidas sob a égide do ouro em pó, pouco restou que preservasse também essa outra parte da história.
Pouco a pouco o patrimônio público e privado de Campo Maior vai sendo dilapidado, nada restando de um passado glorioso e heróico, de gente simples, corajosa e altaneira, que possa ser preservado e repassado para as futuras gerações.
Neste momento em que a memória de Campo Maior, riquíssima em tradições, costumes e heroísmo e também pelo que representou para o Brasil nos campos do Jenipapo e para os irmãos piauienses no desbravamento empreendido pelo Mestre de Campo Bernardo de Carvalho e Aguiar que, partindo de Bitorocara, conquistou para o Piauí o atual território até o litoral parnaibano, é de vital necessidade que não deixemos rasgar essa página e, o BITOROCARA + vem fazendo esse resgate, recuperando a memória e a auto-estima dos campomaiorenses.
Parabéns!

Prof. José Omar é membro da Academia Campomaiorense de Artes e Letras -ALCALE
Fotos:Casa da dona Eulina Cardoso, depois Museu do Couro - Museu do Paulo&Bitorocara+

BAILES, FESTAS E TERTÚLIAS

-“Vamos lá, nada de mentira!”.
Este era o lema e grito de guerra usado como gozação por parte do "fogoió” saxofonista que o João Sérgio havia importado das Barras do Marathaoan. A “mentira”, na versão do Cleômenes, eram os acordes (notas musicais) falsos, na harmonia da música.
Da direita pra esquerda: Zequinha (guitarra-solo), Etevaldo (crooner) - esse era o “cara” que curtia com a cara de todo mundo, sempre pronto pra brincadeiras, mesmo sendo “carne e unha” com o sisudo e sem graceza Zequinha; o “Sapato” vez em quando também nos preocupava muito -; Cleômenes (saxofone), Netto (eu mesmo, na guitarra-base), Joãozinho “piripiri” (bateria), e o braço do contra-baixo do Corinto Brasil fora do foco do fotógrafo desconhecido.
Eram os “Amantes” já meio que desfigurado, sem a presença do Ciçinho, Baixinho e Juvenal. Foi aí que o “maestro”, proprietário e safoneiro João Sérgio, decidiu criar outro “conjunto” com repertório composto de músicas “pra frentex” e mais voltado para a urbanidade – até então, o João levava a turma pra todo canto dos mais longínquos e inusitados rincões do Piauí e do Maranhão.
Estava formado o “conjunto” Os Elektrons. Enquanto isso ficava consolidada a vocação d’Os Amantes para as festas do interior; o forró, o xote, o baião, paixão do grande acordeonista João Sérgio, com a presença, aí sim, do Baixinho, Juvenal, Ciçinho e outros.
Meu hobby predileto n’Os Eléktrons, naquele momento, já tocando bateria, durou pouco menos de um ano. Estava na hora da debandada. Uma grande leva de estudantes saiam pra fazer o “científico” (Ensino Médio) na capital ou em outros Estados - aconteceu comigo e com o baixista Corinto. Parece-me que o guitarista-base, Lilito, também saiu. O prazer de ser músico estava indo para o espaço.
Mais tarde, 12 anos depois, o saudoso e amante de todas as músicas, João Sérgio, formou a atual Banda Spacial.

Momentos de deleites

Com essa formação d’Os Amantes aí na foto, não me sai da lembrança uma das festas mais “afobadas” e “chic” que marcou a cidade por aqueles dias: tocamos pela primeira vez em uma residência, na festa de aniversário de 15 anos da jovem Mariema Paz, filha do casal Tenente Jaime e Mariema Paranaguá da Paz, hoje, Sra. Washington Belchior. Outra curiosidade foi que justamente naquele dia o virtuoso baixista Corinto foi acometido por uma febre tipo “tampa de chaleira” que literalmente o acompanhou em todas as músicas, durante toda a festa.
Mesmo assim, esses caras aí de cima, na foto, não só conseguiram deleitar os ouvidos dos convidados, como também atiçaram o exibicionismo dos pés-de-valsa e amantes da boa música, de todas as idades.

Foto gentilmente cedida pelo professor Marcos Soares, filho do saudoso Etevaldo Soares, conhecido carinhosamente por “Sapato”.

sábado, 1 de agosto de 2009

IRACEMA SANTOS - I

" Quando nasci, minha primeira visita foi minha avó paterna ela colocou na minha mãozinha um cartão escrito o meu nome: Iracema! E exclamou: “mas que negrinha dos dedos longos! Já se vê que vai ser uma parteira!”. Minha mãe contava para seus amigos e eu, quando tomei entendimento, acalentei essa idéia.
No ano de 1940 assisti o Dr.Sigefredo Pacheco fazer um fórceps* em uma prima minha e falei a ele que gostaria de ser uma parteira e por várias vezes até sonhei.
Em 1943, a 20 de agosto, comecei a trabalhar no consultório do Dr. Sigefredo.
No dia 31, do mesmo ano, em domicílio, assisti o primeiro parto, de dona Maria do Livramento Souza. Trabalhei nessa clínica até o fim de 1951, quando fui premiada com uma bolsa pelo FISI - Fundo Internacional de Socorro à Infância – na Maternidade Marques Bastos, em Parnaíba [PI]. A essas alturas, como parteira leiga, havia assistido 500 partos. No término do curso tive vitória, galgando o 1º lugar!
Trabalhei também no Hospital Regional São Vicente de Paulo; SAMDU (admissão por concurso) e na Maternidade Sigefredo Pacheco, onde fiz o primeiro parto realizado pela instituição, da paciente Sra. Altair Lima (Tatá), quando da inauguração".

* Fórceps É o parto via vaginal (parto normal) no qual se utiliza um instrumento cirúrgico semelhante a uma colher, que é colocado no canal genital da mulher, ajustando-se nos lados da cabeça do bebê para ajudar o obstetra a retirá-lo do canal de parto em casos de emergência ou sofrimento fetal.

Fotos gentilmente cedidas pela família da dona Irá.
Testemunho escrito de próprio punho, com assistência de Zeferino Zan, autor de um vídeo feito em parceria com o Jônatas, filho da nossa Iracema L. C. Santos, carinhosamente conhecida por Dona Irá.