terça-feira, 20 de janeiro de 2009

VALE A PENA LER...

Praça 15 de Novembro: metade estacionamento de carroças, pés de “oitis” e de carnaúbas; onde os pequenos produtores da Zona Rural amarravam seus burros, jumentos e cavalos enquanto vendiam sua pequena produção e faziam compras de mercadorias para levar pra a roça. As bicicletas ainda não tinham expandido sua área de abrangência para lugares com bastante carência. A outra metade da praça era um pequeno campo de futebol onde nós dividíamos o tempo entre bater uma pelada e passear com os animais "roubados". Geralmente éramos surpreendidos pelos proprietários dos veículos, ocasionando correria pra todo os lados do “estacionamento” do “estádio” - claro que a bola sempre era socorrida por algum craque. Até que chegaram os “homi” com rolos de papel de baixo do braços e nos expulsaram - as carroças e os animais também levaram cartão vermelho - demarcaram o terreno com cal e fizeram o Teatro Sigefredo Pacheco.
Hoje, a Praça Gentil Alves abriga um belo teatro com capacidade para 312 espectadores sentados, com modernas instalações onde acontecem peças teatrais, simpósios, debates, solenidades, e com possibilidades de adaptação para sala de exibições de filmes. Essa dinâmica se deu depois da profunda reforma realizada nos anos 80 pela Prefeitura de Campo Maior, sua proprietária. A manutenção é fruto da parceria do poder público com os moradores da praça que se esforçam para que um patrimônio tão valioso para a cidade não seja destruído pelos canelas de pau do time de vândalos da 5ª divisão que infelizmente se fazem presentes com seu jogo sujo em todas as cidades brasileiras.

DO LEITOR
Vamos passar esse teatro a limpo? Primeiro, que o órgão da prefeitura nomeie o talentoso e bom caráter filho que retornou à casa, ZAN, pra, sobre sua coordenação, organizar algum projeto que dê vida intensa àquela casa de cultura - isso é com ele mesmo que... (Comentários)
DO BITOROCARA NEWS
Teve uma peça do Chico Pereira - "Chapéu de Sebo" - que ficou anos em cartaz na Alemanha (Berlim), na antiga Tchecoslováquia, e na Finlândia. O enredo baseado em caso verídico se passa em Campo Maior onde um vaqueiro mata a esposa que estava de caso com um "coronel" da cidade. E por aí vai a trama do mais famoso texto do grande Chico Pereira, reconhecido no mundo e desconhecido na sua própria terra. Este Bitorocara se compromete a divulgar mais ainda o nosso internacional teatrólogo e o projeto (já podemos chamar, sim!) de revitalizar a cultura de Campo Maior, aproveitando a disposição e a volta do pródigo Zeferino para o nosso meio. O ZAN será o nosso - todos os interessados - embaixador junto aos órgãos do governo municipal que administram a educação e a cultura do município.
Zeferino, seja bem-vindo!

João de Deus Netto – Designer gráfico, chargista, caricaturista, Blogueiro do Bitorocara+News, Jenipapo News e Picinêz






15 comentários:

zan disse...

Estou aqui em Campo Maior desde às 16horas , mas ou menos, do dia 20.01.2009; a matéria sobre o teatro veio a propósito: estou aqui com a missão de transformar aquele teatro em teatro e escola de teatro... Me desejem sorte...

zan disse...

A história da construção deste teatro me foi contada pelo meu amigo KK Neves, ator e professor de matemática, filho do grande ferreiro Nené, quando visitamos a Luselene do 180 graus semana passada. Vou pedir que ele me conte de novo porque a história tem detalhes interessantes, envolvendo a figura do homenageado com o nome, o dr. Sigefredo Pacheco.

Anônimo disse...

Eu fazia parte dessas peladas que o Netto conta aí na matéria. Nós continuamos a brincar naquele lugar, só que dessa vez nos montes de barros, areias e tijolos da construção. A gente conversava com os pedreiros, vias as plantas do mestre de obra. Depois que o teatro ficou pronto, vimos que do que tinha na planta, ali não estava nem a metade do que veio do projeto de Brasília. Começar pelas cadeiras de segunda mão que veio do auditório da rádio Difusora de Teresina e depois pintada para camuflar. Cabine de projeção pra uma máquina só e voltada com as escadas pro lado de dentro do salão, aquela portinha do lado do palco com degraus que pra fora do prédio, foi feita pra não entrar material nenhum das produções das peças teatrais, servia de banheiro pro transeuntes e de escora pra fazer saliência, as bonitas grades de ferros que cercariam pelo menos os fundos e os lados do teatro até chegar lá na frete, deixando o resto da praça na frente livre, nunca chegou do Ministério da Educação. Será?
E por aí vai.
Tem história pra um blog inteiro, mestre.

Chagas disse...

Anônimo, tu esqueceu do forro que era pra ser de gêsso e fizeram de compensado, papelão, seilá que diabo, que só vivia podre por causa das goteiras das chuvas que passava por entre as folhas de amiantos porque economizaram na quantidade dessas telhas.
Vamos lembrando. Alô Evandro do seu Raimundo Ricardo que morava bem ali na frente, cracão ponteiro esquerdo e irmão da Jesus do Alfabetoc, lembra de mais alguma coisa?

Anônimo disse...

Será que no arquivo da Prefeitura tem informações sobre quem era Gentil Alves? O blog sabe quem foi ele?

zan disse...

O coronel Gentil Alves da Silva merece ter sua história contada aqui no blog. Em sua casa ainda hoje moram filhos e netos, ainda hoje mesmo cruzei aqui com o filho que tem seu nome, Gentil Alves da Silva Filho.

zan disse...

Conversei hoje com um rapaz cujo nome artístico é Luis Poeta, encarregado da programação e atividades teatrais do Teatro Sigefredo Pacheco. Ele me prometeu um documento relatando as atividades do teatro nos últimos anos.

zan disse...

Conversei hoje com um rapaz cujo nome artístico é Luis Poeta, encarregado da programação e atividades teatrais do Teatro Sigefredo Pacheco. Ele me prometeu um documento relatando as atividades do teatro nos últimos anos.

amaral disse...

zan, rapá, num quiz dizer nada pra não criar espectativa, mas já tinha imaginado que esse teatro terminaria em suas mãos. parabéns. conte com a gente.

Dulce - Do Rio de Janeiro disse...

Vamos passar esse teatro a limpo? Primeiro, que o órgão da prefeitura nomeie o talentoso e bom caráter filho que retornou à casa, ZAN, pra, sobre sua coordenação, organizar algum projeto que dê vida intensa àquela casa de cultura - isso é com ele mesmo que tem experiência não só em Campo Maior onde começou, mas também em Teresina, Brasília e outros lugares em sua peregrinação por este Brasil; segundo: que se batize definitivamente o teatro com o nome de Chico Pereira, um dos maiores teatrólogo brasileiro de todos os tempos, elogiado pela crítica de todo o país nos 40 ou 50 anos que morou e trabalhou como bibliotecário da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Este Blog já publicou materia sobre ele em edições anteriores. Parabéns pra nós campomaiorenses que estamos prestes a começar uma revolução cultural na cidade que sempre teve vocação pra isso.
Acredito que o Netto deste Blog se dedicará também nessa maravilhosa empreitada; ele e seu amigos que participam dos outros magníficos blogs que ele edita a partir de Curitiba. O Netto é outro gigante (magrinho) que não demora, aparece por aqui pra se meter de vez nessa gratificante luta em prol de Bitorocara, nossa querida Campo Maior. A hora é esta, minha gente!

zan disse...

Na verdade, é preciso andar devagar com o andor da procissão pra evitar constrangimentos. Quando fiz o primeiro comentário não sabia que o teatro vem sendo ocupado por pessoas que programam e fazem acontecer atividades teatrais lá. Falha minha. Como disse num comentário posterior, o teatro é ocupado por grupos de várias partes da cidade e do município, que se apresentam lá com seus espetáculos teatrais. Falei que o encarregado do teatro, um rapaz simpaticíssimo chamado Luis Poeta, que ficou de me mostrar um espécie de relatório desses eventos. O moço é também radialista e ficou de me entrevistar em seu programa numa das rádios daqui pra falar do projeto do Auto de Santo Antonio. Cruzei com ele ainda agora ali na esquina e ele me disse que estava envolvido com um encontro de casais com Cristo e que na semana que vem me faria o prometido. Esperemos. É bom que a gente esclareça que, por melhor que seja a nossa vontade e intenção de fazer as coisas acontecerem, não podemos forçar nada nem por "a carroça adiante do burro", pra evitar malentendidos.

João Filho disse...

Sr. Zan, tem muita gente em C. Maior querendo que a coisa pegue. Temos que ficar sempre falando com esses encarregados. Todo poder público em todo o Brasil, sem exeção, é lento, quase parando. Esse negócio de carroça adiante dos bois sempre existiu, é por isso que não anda. Carroça é atrás, sendo puxada, de preferência pelo cavalo do Zorro, na tubada.
Aproveitemos então a boa fase porque passa a cidade com essa reeleição de uma bem sucedida administração.

zan disse...

Se depender de mim a coisa pega. Acho que existe na cidade um clima de entusiasmo por tudo o que se relacione com a cultura e a arte. A questão da preservação dos prédios no centro da cidade, por exemplo, me foi dito pelo João Alves Filho, uma espécie de Secretário de Cultura informal, pela aproximação natural com seu filho Marcos Galeno, homem chave na equipe do atual Prefeito João Félix, foi objeto de uma lei municipal que prevê o tombamento desses prédios (alguns viraram escombros e o mato toma conta e há a previsão de alguma forma de restauração deles - toda a conhecidíssima chamada "zona" planetária da rua Santo Antonio está no chão, "tombada" pela ação do tempo e descaso dos proprietários). Acho que é o momento de unirmos forças para que Campo Maior ocupe o lugar de destaque que merece, no universo do saber e do conhecimento artístico e cultural. Só depende de nós... Espaços como a Praça Bona Primo é um exemplo de como a parceria autoridades/comunidade, funciona de verdade.

Luzia disse...

Pena que só agora apareceu uma administração que lembrou de preservar o patrimônio. Só agora que já está tudo no chão, virou aterro. Prédios belíssimos viraram supermercado (Carvalho). Se for contar quantos dói no coração. Tomara que o prefeito Félix não deixe asfaltar a Bona Primo, se for preciso, magente faz uma vigília e se não der certo, a gente faz um abaixo assinado chamando aquela Guarda Nacional pra impedir essa estupidez. Quanto a Zona Planetária, não foi descaso do dono não, foi queima de arquivo, a Diocese queria se livrar da mancha da prostituição que ela mesmo acoitava junto com o sr. Ovídio Bona de quem ela ganhou as casas de presente.
Vamos cuidar do daqui pra frente. Vamos fazer coisas boas pela cidade, tirá-la do marasmo e da baixaria que já fede há muito tempo.

Associação Corta Fogo disse...

Parabens Netto, por este espaço maravilhoso, concordo que o Zan é a pessoa apropriada para promover a cultura de nossa terra; mais gostaria de ver a historia do Cel.Antonio da Costa Araújo Filho (fazendeiro, político, militar)contada nesta blog, se for de interesse, estou à disposição para enviar histórico do mesmo,feito recentimente por seu neto Marcelo Araújo (hirtoriador)

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