sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

BATALHA DO JENIPAPO

Após a luta na Batalha do Jenipapo, Fidié e seu Exército se alojaram na Fazenda Tombador, nos
arredores da Vila de Campo Maior, de onde, depois de recuperar as energias gastas durante o combate, se retiraram para Estanhado, atual município de União.
Elmar Carvalho

Em vez de tombamento
a protegê-la da usura,
sem limites e sem pudor,
e das mordidas vorazes
do tempo e do vento,
literalmente tombaram
a Fazenda Tombador.

Lançaram ao desabrigo,
em eterno e impiedoso castigo
os históricos fantasmas
do tempo da Batalha,
que ficaram ao relento,
expostos à chuva e ao vento
sem vestes e sem mortalha.

Quando literalmente tombaram
a Fazenda Tombador,
nenhuma voz se levantou,
nem mesmo a voz de alguém,
que clamasse no deserto, clamou.
E a Fazenda Tombador
Literalmente tombou.

Pela ânsia bruta da ganância,
da Fazenda Tombador, rediviva,
em nossa repetível retentiva,
restou apenas o retrato da saudade
numa redoma de dor.

Elmar Carvalho - Juiz de Direito, poeta, cronista, contista, crítico literário, acadêmico, e piauiense de Campo Maior

Localizado no Morro do Alecrim, foi antigo quartel de polícia, que abrigou as tropas do português José da Cunha Fidié e de Duque de Caxias. (Foto – Site Prefeitura de Caxias – MA)

23 comentários:

Artur disse...

Eita, que essa foto do tombador nem o Museu do Paulo tinha...

Washington Araújo disse...

A América espanhola fragmentou-se em dezenas de países. Alguns estudiosos consideram um milagre a unidade da América portuguesa. A Batalha do Jenipapo se reveste de grande importância histórica por haver contribuído para a unidade do Brasil.
Com a palavra os valorosos historiadores de Campo Maior!

Ricardo Reis disse...

Somente quem renega a verdade, deixa de reconhecer a importância da Batalha do Jenipapo, na consolidação da Independência do Brasil. Infelizmente, nem todos pensam assim, inclusive alguns nascidos nesse meu querido Piauí. É necessário unir forças, para que a História do Brasil seja contada com correção, e que essa histórica batalha, ocorrida em nossa Campo Maior, seja do conhecimento de todos os brasileiros. Já deixamos tombarem, como diria, Elmar Carvalho, a casa do tombador. Não podemos deixar demolirem, a nossa História.

João de Deus Netto disse...

A LOCALIZAÇÃO DA CASA TOMBADOR:

Pegando a Av. Zé Paulino, passe pelo colégio Valdivino Tito; cruze a "rua do asfalto" (BR); ande mais uns 100 metros, e aí sim, você verá como é difícil de acreditar que alí era já era as "imediações de Campo Maior", onde ficava a casa que entrou para a história e saiu para o esquecimento em forma de aterro jogado por aí, nas imediações de Campo Maior.

João de Deus Netto disse...

Um aviso para os "anônimos": pra parar com essa besteira de onônimo, é só, primeiro, datilografar no quadrado aqui perto, uns garranchos que você tá espiando em riba; depois, é só clicar na bolinha lá embaixo donde tá escrito Nome/URL, sapeca teu nome, apelido, alcunha...
Pronto, agora é só tomar uma sambereba de maracujá mode acalmar os nervos.
Obrigado pelos comentários, pessoal. Qual o blogueiro que não gostaria de uma concorrência dessa; vizinha, parede e meia?

Francisco M de A Junior disse...

Ricardo Reis, foi esse cidadão que avisou ao povo de Campo Maior da vinda de Vidié e sua tropa...foi ele mesmo...e eu estou me identificando...meu nome é: Francisco Macedo de Araújo Júnior

Anônimo disse...

Muito bem Sr. Elmar o desmanche do 'Tombador' como sempre foi 'obra' duma elitizinha campomaiorense que Historicamente não preserva nada! E depois fica botando a culpa na administração pública. Esse seu poema precisa ser urgentimente mostrado naquelas placas de entrada e saida da cidade.Ass.: Dom Zé formado em história/UFPI.

zan disse...

Na época que "tombaram" a casa da fazenda do Tombadouro, circulou uma piada infame dando conta de que na concepção dos que perpetraram tal infâmia, tombar um bem histórico chamado Tombadouro, era fazer o que eles fizeram: derrubar e construir outra coisa no lugar. Como piada dava até pra rir...

Anônimo disse...

É MESMO ZAM MAS PORQUE É QUE OS "BIOGRAFOS" DO PROF. RAIMUNDINHO ANDRADE NÃO REGISTRAM QUE ESSA DEMOLIÇÃO ACONTECEU NA ADMINISTRAÇÃO DELE?????? E QUE O LOCAL ERA PROPRIEDADE DA FAMÍLIA DELE E AINDA QUE A AUTORIZAÇÃO FORNECIDA PELO MUNICÍPIO 'SUMIU???' DO ARQUIVO DA PREFEITURA???? HEIN?? SEUS BIOGRAFOS!

Anônimo disse...

Outra que tá pra ser demolida é a velha CASA DO TIROL(onde a Coluna Prestes pernoitou) se ligue nessa causa Dr. Elmar Carvalho.

Pedro Lima disse...

Do belíssimo casarão do Museu do Couro , não tiveram dó nem das palmeiras centenárias: virou supermercado. Quanta ironia, este comércio é chefiado por um membro da família do Bernardo Carvalho, o fundador de Campo Maior.

zan disse...

Gente, mais importante do que criticar ou fazer gozação com piadas infames, é chamar atenção para o seguinte: uma geração de novos-ricos campomaiorenses tem adquirido imóveis antigos ou semi-demolidos ali na região do centro da cidade (Santo Antonio, Praça Rui Barbosa, Sen. José Euzébio, etc..). Vamos ver se a legislação muncipal que regulamenta a questão da preservação dos prédios de interesse histórico e cultural consegue atingir seus fins. A lei é bem feita mas pode não funcionar se não houver da parte da Prefeitura e do Conselho (já nomeado e empossada pelo Prefeito) criado pela lei, formado por pessoas capacitadas a se pronunciarem sobre a questão, a vontade política necessária pra que funcione. A praça da Prefeitura, Luiz Miranda, é um exemplo do que não pode ser feito. A bomba de gasolina onde era a farmácia Popular e o Supermercado Carvalho onde morou muitos anos Totó Ribeiro com a família, são porradas na memória de quem saiu daqui e tem a impressão que voltou pra outro lugar.

Artur disse...

Sem querer "me trocar", mas já me trocando, com o comentarista anônimo acima, digo:
1) O Tombador, propriedade da família do Prof. Raimundinho? Quero minha parte, então! Se for da família Andrade, especifique, porque metade de Campo Maior assina esse sobrenome e os justos não podem responder pelos pecadores.
2) Desde quando a Prefeitura de Campo Maior é organizada o suficiente pra exigir Alvará de Demolição? E, que eu saiba, o Tombador tombou somente na década de 1980.
3) E se tiver mesmo sido demolido na administração do Prof. Raimundinho? Por acaso apaga todas as outras benesses que ele fez? Porque a antiga Prefeitura foi demolida por ordem dele, assim como devem ter sido demolidos outros prédios antigos, no contexto d'uma época em que o clima era progressista-ufano e que os hoje prédios históricos eram apenas casas velhas.
4) Não sendo inscrito formalmente como patrimônio histórico municipal, estadual, nacional etc, infelizmente qualquer imóvel particular pode ser reformado ou demolido.

Artur disse...

5) Na gestão de que prefeito foi inaugurado o Monumento aos Heróis do Jenipapo, em homenagem aos camponeses patriotas que combateram o português inimigo Fidié, que se escondeu no Tombador?

Quanto à passagem da Coluna Prestes, o livro do Hélio Melo registra que os comunistas se hospedaram na Fazenda São Joaquim, entre a Praça Bona Primo e Flores, por concessão do Cel. Benício, que não queria os vermelhos fazendo confusão no quintal dele. E a casa antiga do S. Joaquim já caiu, pelo desgaste natural, restando dela só os alicerces. Os críticos têm de ver que determinado evento ou lugar tem importância relativa, conforme a perspectiva histórica e as idéias vigentes numa época. Se fosse de outro modo, talvez o julgamento de Maria Stuart e Maria Antonieta tivesse sido outro... e lhes preservado os pescoços. Talvez.

Washington Araújo disse...

Até onde eu sei, a Fazenda Tombador era de propriedade do Capitão Ovídio Bona, sem qualquer vínculo com o Professor Raimundinho.

Judilão disse...

O anonimo que fez o comentário de que a casa do Tombador era de propriedade da família do Prof. Raimundinho Andrade é de Campo Maior mesmo?
Anonimo, eu acho que tu ta abestado...

Zélia disse...

Sobre a Fazenda São Joaquim onde os camaradas do grande e saudoso Prestes se "hospedou", o Blog Bitorocara já fez uma matéria sobre isso. Procure no outro blog que o Netto fazia, tem link pra lá. Estranhei quando contador de istória trocou o lugar da fazenda. Pessoal, na vã tentativa de tumultuar algo que está incomodando por ser bem feito, apareceu um anônimo que está perdidão e "bolando as trocas"!!!

Anônimo disse...

É verdade que a Coluna Prestes quando de sua passagem por C. Maior proporcionou a soltura de presos entre eles um senhor chamado Quinze Bona?

Gomes disse...

Com relação ao comentário maldoso do anomino do dia 23/02 das 16:00 horas... Noto nele um sentimento de inveja... complexo... ou de resquisicios de algum tipo de derrota imposta pelo Prof. Raimundinho Andrade.Até pela disinformação do anonimo quanto ao episodio. Para esclarecê-lo, devo dizer que mesmo sendo bem novo, me lembro que o Professor Raimundinho foi prefeito(e dos melhores) no final da decada de setenta.
Não sou seu "biografo", nem tenho pretenção de ser, mas tenho absoluta certeza que a biografia dele é bem melhor que a do "anonimo", que nem nome tem, muito menos coragem de se expor...
Ah!! Não tenho procuração da familia para tal manifestação...

Gomes disse...

Desculpe, errei quanto a decada em que o Prof. Raimundinho Andrade foi prefeito municipal de Campo Maior, na realidade quiz dizer "... no final da década de sessenta", Desculpe lapso.

Anônimo disse...

Pelo que sempre ouvi falar de meus pais, tios e amigos, a administração o sr. Raimundinho Andrade diante a prefeitura de Campo Maior, não deixou nada a desejar, sua administração foi competente, seria, e de bons serviços prestados. Logicamente existem aqueles que não concordam com minhas palavras bem como com as considerações de meus pais, tios e amigos a respeito de sua performace a frente da prefeitura municipal de Campo Maior, mas com certeza esses fazem parte de uma pequena minoria, tenho absoluta certeza.

Nonatinho disse...

A casa do Tombador eu conheci bastante, pois brinquei muito com meu amigo Osmar, filho da d. Rosa mãe da professora Raimunda Lopes, residente na época na referida casa. O que me chamou muita atenção, era o tamanho da chave da
fechadura da porta principal, pois
a mesma, era bem grande.
O terreno da casa, era muito amplo e existia 02 pés de cajazeiros, que produzia bastante cajá e nos seus longos caule tinha
bastante resina de um gostoso sabor

Anônimo disse...

esse Francisco Macedo de A. Junior é uma vergonha para Campo Maior.

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