quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nossos comerciais, por favor!!!

Esta enorme TV Colorado "pés de palitos", era o "must"; a sensação das poucas residências que já captavam a grande novidade da tecnologia do final dos anos 70.
Na tela (sem o "prástico" arco íris de três cores), o canastrão demagogo e campeoníssimo de audiência no domingo, com o "Programa Flávio Cavalcante" (sensacionalismo caça às bruxas e variedades), e na quarta, com "Um Instante Maestro!" (parada musical). Outro atrativo do programa, é que o lixo musical de qualquer estilo, ele queimava o Long Play ali mesmo, ao vivo, num enorme fogareiro com tripé, Via Embratel pra todo o Brasil, "doa a quem doer, é lixo!!!".  


A ideia parece que foi (pra variar) do então governador do Estado do Piauí, Alberto Tavares Silva, o mais cearense dos piauienses, principalmente, porque era um parnaibano (Parnaiba-Ceará-Brasil rs rs) que atuou durante anos como engenheiro na companhia de energia elétrica do Ceará – COELCE. Pois foi por aqui que as imagens surpreendentemente nítidas chegaram trazendo nas válvulas de toda as aparelhagens da época, principalmente, a Copa do Mundo de 1970! No bojo dos aparelhos receptores Colorados, Philco, SEMP, PHILLIPS, também chegavam as imperdíveis séries que faziam sucesso no mundo inteiro – Teresina captou na sequência, pondo fim ao reinado da TV Difusora de São Luís do Maranhão com as imagens chuvaradas, mas, nada que uma boa contração nos olhos, não desse jeito de assistir as looongas novelas de sucesso, tipo, A Muralha, As Pupilas do Sr. Reitor, Renascer, todas da concorrente da TV Tupi, a também finada, TV Excelsior.
Mas, vamos às séries que só tinham início no final da tarde, depois das peladas nos campinhos do Complexo Esportivo da Baixa/Baixona - descida da Rua Padre Fábio, em Campo Maior.
Ah, ia esquecendo: como a TV Ceará só entrava no ar (todas!) no cair da tarde, seria prudente que já ligássemos esse aparelho enorme aí, uma hora antes do início da programação... quáá! Até as válvulas esquentarem, Dr. Smith já teria feito sua primeira merda do episódio!

Shhhhh, dá pra calar a matraca! Runnn!!!!



Aumenta o som porque o gravador de rolo de fita não conseguiu captar com nitidez o som do Coloradão!








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A Belíssima e curta música de abertura do Jornada nas Estrelas.



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Túnel do Tempo - Um dos melhores e que só não foi exibido por mais tempo, porque tinha os episódios mais caros, por conta das diferentes épocas em que os dois caiam depois de se livrarem da morte por um fio, do episódio anterior.



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Pra mim! A menos boa...rs rs


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Aqui estava nascendo a lenda das artes marciais, Bruce Lee, bem diferente que fora em O Besouro Verde.



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Esta Série dispensa qualquer comentário, talvez, a melhor delas. Pra acabar de "matar", a música até hoje arrepia.



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Olha aqui uma água com açúcar que pensou-se que iria durar uma eternidade, por conta da audiêrncia. Eu estava nesta imperdível audiência.



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Bonanza e o Homem de Virgínia eram unanimidades nas séries de FarWest.

14 comentários:

Alaila Resende disse...

Eita!!! pegou pesado na recordação,pra completar só faltou uma, MERCADORES DE ALMAS,na minha rua "José Paulino", a primeira tv que chegou foi lá em casa, lembro, um Tv Colorado RQ,com pés,na hora dessas séries a sala ficava lotada de amigos, era maravilhoso, minha avózinha adorava vê tantos meninos na sala concentrado, papai ria muito!
Oh! tempo bom!!!

Horácio Lima disse...

Cada dia fico mais fã e diligente desse maravilhoso blog dirigido pelo maestro Netto de Deus. Venho externar como uma pessoa que gosta de viajar no tempo. Em 1970 foi marcada com muitos acontecimentos, a transmissão da copa do mundo, o Brasil traz a taça do trio campeonato e os ídolos são: Pelé, Rivelino, Jairzinho, Tostão e Gerson. Lembro que neste ano assistir TV em Campo Maior era uma quebra de braço entre a molecada ali no bairro matadouro e o Sr. Antonio Pereira era o nosso alvo, pois era a única residência do bairro que tinha este aparelho de TV. E quando sabíamos que ia passar o filme Tarzan o Rei da Selva a molecada fazia uma romaria e cada um queria se acomodar e pegar o melhor ângulo, o interessante: todos de bocas abertas para assistir as aventuras do Tarzan e Jane e a macaca Chita.


Um abraço.

Antonio de Souza - De Cuiabá disse...

Grande Netto, mais uma vez, você se supera com o nosso "túnel do tempo". Bateu a saudade quando você falou sobre a pelada no Complexo da Baixona (onde, costumo relembrar, em certa ocasião, construímos um campo em sistema de mutirão); quando você se referiu à Rua Padre Fábio, onde eu morava (minha casa era a de nº 2); quando você citou a TV Ceará etc. etc....
Faço minhas as palavras da Alaila Resense, aí em cima, sobre a Colorado RQ, com pés. Assisti ao jogo de abertura da Copa de 1970 (México 0 x 0 URSS) na casa do meu então amigo da época, o Edinho, filho do professor Maurício, na Av. Vicente Pacheco (se não falha a memória, é esse o nome da via?), em um desses aparelhos. Foi um acontecimento... Tinha, na época, 13 anos. Depois, o dono de uma movelaria (não lembro o nome) colocou um aparelho em frente à sua loja, na Demerval Lobão, e que se transformou em atração, todas as noites. Naquela época, pouquíssimos possuíam televisores.

Anônimo disse...

Caro Antonio de Souza,

Realmente o Netto nos fez relembrar com emoção e nostalgia aqueles velhos tempos em que, como adolescente, nos prendiamos a frente da TV para assistir seriados tão emocionantes. Lembro-me muito bem destes que ele nos permitiu assistir um pedacinho, bem como outros mais como: Zorro, Roy Rogers, Bat Marterson, Planeta dos Macacos, A Feiticeira, Batman, Tarzan, Rin Tim TIm, Os Tres Patetas, Rota 66, Agente 86, Jeannie é um Genio, enfim, muitos bons seriados que assistiamos à frente da TV Branco e Preto Colorado RQ, pernas finas(algumas familias mais abastadas da cidade comprarvam umas telas plasticas de varias cores horizontais e prendiam sobre a tela da TV pra dar sensação de ser uma TV de última geração, portanto colorida).
Quanto ao proprietario da Movelaria Santo Onofre era o SR. Manuca, ex-vereador de Campo Maior, já falecido,a época empresario de moveis e eletrodomestico da Av. Demerval Lobão.
E voce acertou sim o nome da Av. Vicente Pacheco, onde ainda hoje mora a esposa do Professor Mauricio Lima.

Helmo Bona Andrade

M Aurea disse...

Acho que nossa infancia e adolecencia tinha mais "emoção" que de agora,tudo isso que foi comentado,muita gente viveu. E não tem coisa melhor que hoje recordar e com saudade.Queria saber se Alaila do comentario acima é filha de dona Ines(não recordo agora o nome do pai)que morava entre o Posto e Sr Alipio.

Netto, de Deus disse...

Em algum lugar do passado do blog Bitorocara, fiz um post da Bandeirante Alvanira liderando uma turminha sapeca - inclusive, sua irmã e "fadinha" Alaila -, tendo como cenário aquele mural/painel com pintura da Profa. Dulcila, com um vaqueiro no carnaubal, lá na praça Bona Primo. É isso mesmo, Alaila e Alvanira?

Alaila Resende disse...

Oi Maria Aurea,somos irmas, Alvnira e Alaila, filhas da Sra Cosma e Sro Luis Godô,(comerciante) morava-mos vizinhas a fábrica de mosaíco do Sr Rabelo, ali na Zé Paulino,onde também tinha como vizinhos, D. Almerinda, Seu Napoleão, Seu Adelmo Paixão e outros bem conhecidos.
Ali parecia que morava uma só familia
de tanta união e muito carinho dos amigos até hoje trás saudade.
Abraços!

José Miranda Filho disse...

"Oh, dor!" Foi o que senti de nostalgia ao ver os vídeos e ler os comentários. Neste post, trata-se da chegada do som e imagem da TV Ceará em Campo Maior; a de São Luís só alcançava Teresina. Minha assiduidade ao "Perdidos no Espaço" talvez fosse insuperável. Recordação dos Robinson e do robô B9 navegando pelo espaço sideral na nave Júpiter 2, e, sobretudo, da célebre interjeição do Dr. Smith, nos seus momentos de aflição. O seriado na televisão era uma grande surpresa para mim; aliás, a televisão como um todo, claro. Meus seriados anteriores, mais novelas que seriados, haviam sido radiofônicos. Estou recordando um de ficção científica também, pela Rádio Tupi: "Radar, o Homem do Espaço", igualmente com o seu robô - Peter -, que atendia os chamados de Radar - o herói -, com a expressão, em voz bem grave e lenta: "Peter já vai." E como eu viajava com esses personagens, na sua aventura pelo infinito! Outra novela foi "Gerônimo, o Herói do Sertão", salvo engano, da Rádio Nacional. Diferentemente da televisão, po intermédio da qual se vê a realidade, o concreto, o rádio nos oferecia a oportunidade de imaginar as cenas, transportados pelos variados sons e pelas falas dos personagens. Agora mesmo tenho na mente os temas de abertura das duas novelas/seriados.
Tudo na tv era novidade. Como disse, as telenovelas, que substituíram as minhas radionovelas. As primeiras - "Beto Rockfeller" (Luiz Gustavo, Débora Duarte); "E Nós, Aonde Vamos"(Leila Diniz); "Simplesmente Maria" (Yoná Magalhães); "As Pupilas do Senhor Reitor" (Agnaldo Rayol); "Meu Pé de Laranja Lima" (Bete Mendes, e novela em que tomei conhecimento de que eu não era o único a cantar mentalmente, pois o personagem Zezé - José, coincidentemente como eu - também tinha essa "anormalidade"). Então, vieram-me as primeiras musas da tv de minha juventude: Nádia Lippi, Bete Mendes, Lidia Brondi. Elas me impressionavam, e eu as esperava ansiosamente todas as noites.
O futebol, bem lembrado ali em cima, foi também uma novidade empolgante. Jogo, que eu apenas ouvia, agora estava diante dos meus olhos. Ainda que fossem somente em videotape, me empolgava assistir a um Flamengo x Vasco, por exemplo. Pena que, e aquilo me irritava muito, a energia elétrica sumia, "terminando" a partida antes dos noventa minutos. Da Copa do Mundo de 1970, nem falo. Um assombro! Do período de 1958 a 1966, tinha que me contentar com a audição. Em 70, estavam ali, diante de mim, os jogadores internacionais, entre ele Pelé, e os sensacionais confrontos de um certame mundial. Um sonho!
Como em residências de comentaristas que me antecederam, à minha chegava, em festa, um Colorado RQ, adquirido da Movelaria Santo Onofre, do Manoel Pereira da Silva (Manuca), e um dos raros no "pedaço". Recordo-me de que a sala, e era grande, de casa antiga, enchia. Gente ocupando todas as cadeiras e disputando os espaços do chão. As pessoas de casa nem tinham mais lugar. Era uma verdadeira filial do Cine Nazaré; se se cobrasse ingresso, daria pra pagar as prestações do aparelho. Olha, João de Deus, havia pessoas até da Rua do Sol; desculpe, Padre Fábio. E isso ocorria diariamente. Estávamos, na própria casa, sem privacidade.

S. Paulo (Lavras MG) disse...

Que coisa boa é o Google . Hoje me passou a ideia de colocar Radar o homem do espaço o que me colocou com esse depoimento de José Miranda. Nao é sómente o Piter mastinha ainda o "gato, Dr. Silvestre pai da namorada do Radar que agora não consigo lembrar o nome, ainda tinha oCanhoto que era o piloto da supernave Thor.
Muito boa a lembrança.Realmente muitas historia que nos encaixam no mesmo tempo,na mesma história. Foi muito bom ler voces.
Um blog nota 1000.

Edmar disse...

Na copa de 70 fizemos uma arquibancada na janela lá de casa pra ver a transmissão do Ceará,mas juro que os chuviscos não nos deixava ver os jogadores. E também la em casa a TV em cores chegou primeiro. Meu pai comprou um plástico que era amarelo em baixo, vermelho no meio e azul em cima. Pronto. Inventou-se a TV em cores. Quá!!!!!!!!!!!!!
Edmar Oliveira

Anônimo disse...

Alguém não sabia o nome da namorada de Radar no seriado pelo rádio "Radar o Homem do Espaço" o nome dela se não me engano era Bárbara...

Anônimo disse...

Acompanhei "Radar, o Homem do Espaço" até o seu melancólico fim: os episódios iniciais começaram a ser repetidos até que, um belo dia, não foram mais ao ar.
A trama passava-se principalmente na Super Nave Tor, construída de utrilho, metal indestrutível.
As armas usadas eram pistolas desintegradoras e paralisantes.
As personagens eram:
Radar, ex-piloto de guerra.
Canhoto, seu mecânico.
Prof Victor Silvester
Barbara Silvester, filha do Prof.
Gato, bandido arrependido.
Peter, o robot.
Escutava "O Anjo" com o falecido Álvaro Aguiar e mudava de estação para a Rádio Tupi às 18:30, quando começava Radar.
Havia também os Globos Luminosos, espaçonaves esféricas que apareceram principalmente no início do seriado.
Ao que me lembro tudo começou com uma viagem à Lua em um foguete construído pelo Prof. Silvester.
Lá o grupo encontra os Globos Luminosos e consegue se apoderar da Super Nave Tor.

Anônimo disse...

Um dos vilões da novela "Radar o homem do espaço" se chamava Acro8984235

Anônimo disse...

Acro era o nome de um vilão da novela Radar

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