domingo, 20 de novembro de 2011

Aureliano "Braga" Primo


Por Moacir Ximenes

Fotografou uma touceira de capim descendo na enchente do Rio Surubim “Vi aquele verde como uma pequena ilha móvel, não resisti e fiz uma imagem” com o seu colega de estúdio, Xavier, fez uma foto da réplica dum Jato da TAM sobrevoando o açude “o gerente da TAM do Piauí gostou e comprou por R$ 200,00”. A Telemar fez mais de 700 mil cartões com fotografias dele.
  
“Fotografia é arte. É cultura”, reconhece o homem do Cine Foto Braga Primo. Nesse leque de panoramas culturais, no dizer de André Rouillé:
"Mas do que o registro de um estado de coisas, a fotografia torna-se um catalizador de processos sociais. Ao colocar-se o mais próximo possível dos indivíduos singulares, tranformando-os em sujeitos, o procedimento adotado mescla a produção de a resistência aos efeitos da precariedade. Pois permitirá aos participantes ser três vezes sujeitos: pelo texto, por meio do qual puderam interrogar-se sobre si próprios; pela palavra e, naturalmente, pela fotografia." (ROUILLÉ, 2009, p.179)

Com mais de 40 anos no mundo da fotografia, possui curso técnico na área, tem boa comunicação e diz que tudo começou lá quando “tinha15 anos e uma grande vontade de aprender tanto que, juntava as fitas de cinema, descartadas do cine glória, e focava um espelho na fita pregada num papel pra ver se o reflexo gravava a imagem no papel” trabalhava como comerciário na F. ANDRADE & CIA. Até mudar para a atividade de fotógrafo. Lembra de “fotos que eu fazia de apresentações de pára-quedistas nas comemorações da batalha do jenipapo” atingiu o auge ao fotografar colorido, mas “a revelação era feita em Fortaleza”, completa Braga Primo. Por um tempo emoldurou algumas fotos recebendo o convite para expô-las no Banco do Brasil.


Tem uma visão da foto como arte “uma certa prefeitura, me parece ser no Pará patrocina os lambe-lambes para permanecerem em uma praça. É história que gera turismo na cidade” indagado por não guardar um acervo de negativos: “o sujeito não tem idéia de uma necessidade futura” taxa a Sr. Braga. Sobre selecionar momentos marcantes na profissão, revela: “pôsteres gigantes que eu fiz de muitas pessoas em Campo Maior. Os pôsteres eram da altura do cliente”. (BRAGA PRIMO, 2007)

3 comentários:

Simão Pedro disse...

Lente do amor,muito bem colocada a expressão, esse homem faz seu trabalho com amor,o resultado é esse aí ,pra quem quiser ver.

zanzando na rede disse...

Braga Primo é um ser humano de uma doçura exemplar. Lembro-me dele quando ia comprar algo como peteca ou outra coisa na loja do avô do Netto, o "Seu Dideus"... A única coisa que eu não perdoo no nosso querido Brago Primo, foi que ele, num gesto de total e impensável descuido com a história do registro fotográfico de nossa terra, não conseguiu guardar o acervo do outro fotógrafo que marcou época em nossa cidade, o inesquecível Agenor Azevedo, um acervo de alguns milhares de fotos... Claro que não fez isso de propósito ou por maldade...

Moacir Ximenes disse...

Não vi mais pessoas falando de coleção de cartão telefônico. Esse aí com o pôr-do-sol fotado por Braga Primo deverá ser bem cobiçado.

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