quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Zeferino Alves Neto

Nesta foto estão pessoas que, de fato, suas vidas são pedaços da história de nossa cidade. Mosaicos de diferentes estampas. O Dr. Zé Francisco Bona pela competência profissional, desprendimento e amizade com que exercia sua arte de cuidar da saúde das pessoas, além de ter uma das risadas mais hilárias que já se ouviu. Rir perto dele era facílimo, difícil era parar de rir. Puaca, o faz tudo do Bar do Antônio Músico, segundo uma lenda que se ouviu a vida toda, não era propriamente fanático por higiene pessoal, daí o apelido oriundo do odor que exalava, eu desconfio que na verdade, por trás daquele mau humor e pachorrice, sua alma agasalhava talvez a mente de um pensador profundo, quem sabe, a se divertir com seus botões, elaborando frases do tipo: "Limpeza que interessa é a da alma". Osvaldo Lobão Veras Filho, advogado atuante e jornalista, militou na imprensa teresinense e de Campo Maior, onde mantinha colunas de crônicas e comentários. Foi editor do jornal “O Estado do Piauí", em Teresina, nos anos 60. Dr. Osvaldinho tinhas as qualidades de sua genitora, dona Margarida Lobão, mulher aguerrida e valente para aqueles tempos em que a mulher só andava da cozinha pra sala. Era um jovem entusiasta, com espírito de liderança e forte personalidade. Otacílio Eulálio significava para mim o verdadeiro herói da Batalha do Jenipapo, pelo amor que tinha por tudo que se relacionasse ao maior acontecimento de nossa história. Antonio Músico significa a poesia, o lirismo e o entusiasmo da sua banda de música que ainda hoje anima os festejos de nosso querido padroeiro. Essa criança que está nos braços do Osvaldinho está destinada por certo a seguir os passos desses ilustres campomaiorense, seja ela hoje o adulto que for. Falei.

Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+

NOVO!
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4 comentários:

Neville Paz disse...

Realmente essa foto traduz um pouco da história de Campo Maior, pois são pessoas que representaram a mais pura imagem representativa da sociedade campomaiorenses. Por isso reverenciamos, com grande nostalgia, as figuras dos inesquecíveis Bona Neto, Octacílio Eulálio, Osvaldinho Lobão, Zé Francisco Bona e João Luis "Puaca".

Anônimo disse...

NEVILLE, O MENINO QUE ESTÁ NOS BRAÇOS DO DR. OSVALDO LOBÃO É O FILHO DO DRº. ZÉ FRANCISCO? AQUELE QUE FOI PREFEITO? LEMBRO DELE PASSEANDO COM O PAI, POR ALI, NA PRAÇA RUI BARBOSA EM FRENTE AO NOVO HOTEL.

Anônimo disse...

OLHANDO ESTA FOTO LEMBRO QUE ALI JÁ NÃO MAIS EXISTEM OS "PÉS" DE FIGUEIRAS QUE EXISTIAM AO REDOR DA PRAÇA E AO LADO DEBAIXO DO BAR DO ANTÔNIO "MUSGO". O MOTIVO DA EXTERMINAÇÃO DEU-SE EM DECORRÊNCIA DE UMA "LACERDINHA" QUE CAIU NO OLHO DE UM(ª) PARENTE DO PREFEITO DA ÉPOCA. FIQUEI SABENDO QUASE TUDO ATRAVÉS DOS COMENTÁRIOS DOS ASSÍDUOS FREQUENTADORES DOS BANCOS EXTERNOS DO BAR DO SRº.ANTÔNIO "MUSGO". ALI, DEPENDENDO DA POSIÇÃO QUE O CURIOSO FICASSE, SEM SER PERCEBIDO, FICAVA SABENDO MAIS DA VIDA DOS OUTROS DO QUE OS PADRES NOS CONFISSIONÁRIOS DA IGREJA MATRIZ. NÃO É NETTO? BAR DIFERENTE DAQUELE BAR DA GLÓRIA-RJ.

José Miranda Filho disse...

Não ocorreu apenas na Praça Ruy Barbosa e redondezas. As figueiras foram dizimadas em toda Campo Maior, por conta das lacerdinhas. Defronte da minha casa havia uma, frondosa, sombra compacta, maravilhosa, sob a qual brincávamos, sobretudo jogávamos bola, reuníamos pra bate-papos, amigos e vizinhos. A sombra da velha figueira abrigava frequentemente os retirantes que fugiam das secas no Ceará, em direção ao verdejante Maranhão. Paus-de-arara repletos deles estacionavam embaixo da árvore, por tempos demorados, onde e quando os viajantes faziam de quase tudo. Incomodavam mesmo, porque simplesmente ignoravam o "bem-estar" dos donos da casa. Então, a chegada das lacerdinhas foi a gota d'água. E não por questão de desumanidade, mas porque meu pai já cansara de mandar que se limpasse a nossa calçada de restos de frito e rapadura, urina e fezes de crianças, deu a triste ordem a um cabra: derruba! Disparado o tiro de misericórdia, que acabou também com as nossas "festas" à sombra de nossa "amiga". Depois, plantou-se a substituta, uma amendoeira, árvore franzina, mais para arbusto, que tomou de conta da cidade, por sugestão até do Prof. Raimundinho Andrade. Mas sua sombra era um fiasco, verdadeira decepção.

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