sábado, 29 de novembro de 2008

Bernardo de Carvalho e Aguiar

Militar português, político, desbravador e fundador de Campo Maior, nasceu na Vila Pouca do Aguiar, região Norte de Portugal, em meados de século XVII. Durante suas conquistas das terras piauienses e no labor de suas fazendas, Bernardo de Carvalho fez vir para auxiliá-lo, Manuel Carvalho de Almeida, seu braço forte e posterior Comissário Geral da Cavalaria do Piauí e fundador de José de Freitas. O conquistador Bernardo na guerra e vitórias contra os gentios (nativos) sempre se fez acompanhar dos religiosos:
Frei Lino Demescent – também comandante militar na empreitada contra os Crateús, no Arraial Velho (C. Maior) e os Araiós, no Delta (lado maranhense);
Frei Diogo da Trindade – Capelão da Tropa;
Frei Manuel Jesus e Faria – Mercedário; pioneiros religiosos.
Padre Amaro Barbosa – Missionário dos sertões. Esse foi martirizado pelos gentios (nativos) que, além de o matarem, arrancaram-lhe o coração, em Parnaíba. Crueldades da guerra relatadas por um só lado.

O Ocaso do Guerreiro
O hercúleo Carvalho, nobre gigante dos sertões piauienses, tombou silencioso, porém brutalmente esmagado pelo sentimento deprimente e moral da consciência da ingratidão de muitos a quem chamou amigo e pra quem viveu. Ele que de fronte sempre altiva arrostara centenas de ataques de gentios (nativos) revoltos, ele que jamais se dobrou às perseguições nem cedeu diante das pressões de poderosos, ele que desdenhou a fome e a sede; que desvalorizou a saúde, o peso da idade e o desmoronar de uma fortuna que o colocara entre os principais de toda a Capitania, agora sucumbira ao peso da decepção.

Final irônico
Em 1721, com a região Norte do Piauí pacificada, Bernardo de Carvalho e Aguiar retirou-se para o Maranhão, onde faleceu em 1730.
Não! O velho guerreiro não morreu só; com ele estava um punhado de índios e poucos pares de escravos bem tratados e que agradecidos cuidaram dos seus últimos momentos; fiéis lhe fizeram a cova e o enterraram na fazenda Conceição das Barras, hoje, cidade de São Bernardo (MA).

17 comentários:

Auricélia - São Paulo disse...

Esse blog sempre se superando, agora estamos vendo pela primeira vez na vida como era o o tal Bernardo de Carvalho fundador de nossa Campo Maior e do lado da primeira igreja do glorioso Santo Antônio. Continue Sr. João de Deus esse Bitorocara News faz a enorme diferença dos outros.

Afonso disse...

Heróis matadores de índios que nem o Domingos Jorge Velho.

zan disse...

Naquela época a diversão era mesmo matar índios, Afonso, assim como hoje a moçada mata pererecas... entendeu?

Anônimo disse...

Em Campo Maior não existe mais nenhuma referencia dos primeiros habitantes de campo maior:os indios. que dizer ainda tem no DNA , e como é que se que meter esse bernardo de Carvalho ( O HITLER DOS POVOS NATIVOS DO NORTE DO PIAUÍ) EM PLENO SÉCULO 21? , VEJAM O QUE DIZ A NOVA hISTÓRIA A RESPEITO , antigamente quando os historiadores não era tecnicos da area ( e boa parte era de gente da igreja) é que se "heroizava" tais BERNARDOS>

[PICINEZ] disse...

Zan, o anônimo tá puto comigo porque eu não relatei uma matança desenfreada da qual não sei os detalhes. O que eu pude falar foi que mataram um padre e arrancaram o coração, no que eu disse que foi um relato de um lado só. A história do Brasil não dá detalhes das crueldades feitas pelos colonizadores. Pelo menos, até agora não disponibilizaram. Tenho um amigo em THE que sabe muito sobre esses caras e as carnificinas. O Paulo Couto Machado é um advogado, poeta e historiador dos bons. Vou ter com ele e saber mais dessa história. Mas é como tu diz: não havia outro jeito dessas duas culturas se esbarrarem. O resto é aquela palhaçada da primeira missa com o padre de costa falando em latim pra um bando de nativos bem comportados como se estivessem entendendo aquele ritual alienígena. Zan, não tinha um fí duma égua lá com uma câmera digital, carai!

Hesbolah Carvalho disse...

Vejam só o que o Bernardo, novo padroeiro de Campo Maior, já rendeu:
"Hitler dos nativos do norte do Piauí"; "desishistorizado João Balaio"; técnicos da igreja que "heroizava"... Valei meu São José de Jaquero Quinca, está dicretada a cruzada no sertão que vai virar mar! Falta pouco pra aparecer a prova de que esse Bernardo era primo legítimo do Lampião. Arre diacho, Zé Maduro!

Anônimo disse...

PODERIA NAO TER CAMARA DIGITAL . MAS HAVIA A PIOR DE TODAS AS CAMARAS: A IDEOLOGICA(AQUELA QUE SO VER/TA DE UM LADO) .fALA-SE QUE FOI ARRANCADO O CORAÇAO DE UM religioso? MAS NAO ERA PRA MENOS:eles tavam na deles e de repente alguem quer os dominar:Nos digam qual a reaçao? Heim?

Anônimo disse...

historiador sem ser formado em historia nao pode nunca ser bom, certamente vai cometer injustiças( vai reproduzir apenas o que por muito tempo foi prescrito/ensinado ) de forma ideologica. Mais, isso ta se quebrando depois do revolucionario governo do PT.QUE ta modificando tais "prescritos"

Anônimo disse...

Tecnicamente nao da para quem seja formado apenas em HIstoria ser advogado, evice-versa.Falou?

amaral disse...

pois saiba, seu anônimo que o maior conhecedor de história do piauí não é formado em história e é advogado, uma das maores autoridades em direito agrário desse país. não vou dizer quem é pra não enciumar a academia. por outro lado, conheço pós-doutores que misturam presidente da província e governador da capitania.

Sérgio Monteiro disse...

O PT tá querendo abrir os arquivos da ditadura (ouço isso há 20 anos), o anônimo aí do PT deveria sugerir pra essa turma da "nova história" abrir os baús do museu e da biblioteca nacional no Rio de Janeiro, da CNBB da igreja pra expor logo esse monte de ossos melado de sangue. Historiador "anônimo", é mais fácil naquele tempo algum lusitano ter trazido um IPod ou um MP13, do que em alguma época de nossa história ter tido ideologia na política brasileira. Inclusive e, principalmente, agora. Não se empolgue, o povo está com o Lula, o PT está de gaiato na nau capianeada por ele.

Valdir Ribeiro disse...

Pô professor anônimo como é que essas duas raças poderiam ter se econtrado sem sair na porrada? Eu nunca vou gostar de ver ninguém invadir meu barraco, os lusitanos, fraceses, holandeses, louco pra saber o tamanho dessa terra e dos tesouros. Deu no que deu. Os padres que só comiam freiras branquelas com um monte roupa por cima, quando viram aquele monte de índia gostosa tudo nua, o professor queria o quê? Vá dizer que tu também não caia na gandaia. Vai se catar

zan disse...

Rapaz, essas brigas de vocês são, como diz o Netto, do carai. Cruzei aqui em Brasília dias atrás com uma indizinha nua duns quinze anos, em pleno Museu da República, junto com uma indiada de tudo que é idade ou sexo, no enceramento da Teia dos Pontos de Cultura. Sinceramente, não senti nada... Tudo bem, eu já tou velho... Agora os padres, os jesuitas pelo menos, na hora de fazer teatro com a indiada, que é que eles faziam? Não faziam, era o maior clube do Bolinha, não entrava mulher, porque eles não queriam cair em tentação (castidade jesuíta was focking, man) O que eu acho é que ninguém vai conseguir mudar muita coisa demonizando fatos ou personagens históricos um tanto quanto descontextualizadamente falando, porque é um tantoquantomente ridícula tal pretensão, apesar de absolutamente bem intencionalmente falando, percebem...?, mas não avança muito a discussão. Não cabe questão de ordem... o espaço aqui é outro... Quem não consegue perceber tem que fazer um balanço de sua vida sexual, que deve tá ligeiramente descontextualizada, pra não entrar em detalhes constrangedores... na boa... No outro espaço mandei o pessoal catar uma playboy ou trip (eu prefiro) e exercitar os músculos no banheiro... Lá a discussão acabou...

Valdir Ribeiro - S. Bernardo Campo disse...

Zan, o que tem de família por essa Bitorocara de meu Deus que se originou das trepanças de padre com índia, daria pra encher o cartório do finado Antônio Rufino. Não vou citar o nome de uma conhecida pra encerrar esse papo. Você mesmo acabou com a discussão quando diz em inglês que a castidade jesuíta was fucking, man. Era foda mesmo, Zan, e gerava um bando de bastardozinhos conhecidos também como filhos de rapariga.

zan disse...

Valdir, acalme-se, garoto, tudo isso que estamos falando aqui não tem a dramaticidade que se imagina ou pretende, se considerarmos que a genética não quer saber quem emprenhou quem, quem é bastardo de quem, fi de rapariga intão num tuma conhecimento mermo, cesto? Tu já pensou o risco da gente não tá vivo aqui porque um padre preferia pegar uma playboy (eu prefiro a trip)e ficar debaixo duma moita passando o tempo em vez de cumprir suas obrigações biológicas... Não pense que pensar é inútil... Ria, se conseguir...

Anônimo disse...

MAS QUE TEIMA, CREIO QUE OS HISTORIADORES DE ACADEMIA, PASSAM LONGE DE PEGAS ASSIM. MAS QUE A METODOLOGIA DELES ATUALMENTE DESDIZ A HISTÓRIA DE OUTRAS ÉPOCAS/IDEOLOGIAS/ACORTINAMENTOS, É VERDADE.MAS OPINIÕES SÃOBEM VINDAS ,INCLUSIVE PARA A DIVULGAÇÃO DO BLOG. NÉ?

zan disse...

Acalmados ânimos e anônimos, digo sobre a questão, que os pesquisadores da academia têm suas justas preocupações com teses, monografias e currículos. Isso não lhes tira a necessidade de serem minimamente coerentes com uma visão menos emocionalizada desses fatos. Não vejo muita utilidade em se tentar fazer revisões em que se defendam direitos históricos que não façam sentido hoje. O caso da reserva indígena objeto de apreciação de nossa suprema corte é sintomática duma preocupação justa de reparar de fato um injustiça histórica, como a questão das quotas pra negros, etc. Aí, tudo bem, agora ficar nessa punhetagem de criminalizar um fato histórico num contexto totalmente outro, é babaquice mesmo...

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