sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Olavo Pereira

“João, não deu para responder antes. Mas foi com grande entusiasmo que abri o BitorocaraNews e ali encontrei várias personagens conhecidas e amigas. Dentre elas o Chico Pereira que era meu tio. A rigor sou de Campo Maior, mas moro em Belo Horizonte desde 1968, agora voltando para o Piauí”.

Esse foi o nosso primeiro contato com o arquiteto Olavo Pereira da Silva Filho, vencedor da 21ª Edição, 2008, do Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade na categoria Pesquisa e Inventário de Acervo. O Prêmio é instituído pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN). Olavo é arquiteto, urbanista e Especialista em Restauração e Conservação de Conjuntos e Monumentos Históricos. A obra organizada em 3 soberbos volumes, com projeto gráfico e edição impecável, é o resultado de 20 anos de pesquisa do autor. Além de uma farta documentação iconográfica, relatos, análise e avaliações, a obra traz o perfil da formação dos primeiros vilarejos, informando sobre a origem e a evolução do processo civilizatório numa nobre e soberba contribuição ao escasso acervo bibliográfico sobre o nosso estado. Sua pesquisa agrega fenômenos sociais, econômicos e culturais contribuindo, também, de forma inusitada, para a compreensão das relações de produção e consumo no sistema organizacional da província de São José do Piauhy. A obra intitulada Carnaúba, Pedra e Barro na Capitania de São José do Piauhy, contou com recurso obtidos pela lei de incentivo à cultura e patrocínio da Petrobrás e pode ser adqurido por um valor acessível.
O arquiteto campomaiorense, Olavo, diz que resolveu fazer essa pesquisa no Piauí pela carência de informações que havia no estado. “A falta de referências sobre o acervo arquitetônico e urbanístico do Piauí me motivou a fazer esse levantamento sobre as casas, os elementos construtivos (carnaúba, pedra e barro, que dá nome ao livro). Para evidenciar essas referências históricas e também incentivar programas de proteção, preservação que devem ser incluídos nos projetos oficiais”, explica Olavo, que percorreu cerca de 50 municípios do Estado, conversando com pessoas, e pedindo licença para documentar desde as enormes sedes das fazendas até a mais rústica construção de pedras empilhadas. A cerimônia de entrega aconteceu no dia 08 de outubro passado, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. O livro CARNAÚBA, PEDRA E BARRO foi lançado no dia seguinte, no foyeur da mesma Sala Villa Lobos do Teatro Nacional.

Mais posts (antigos) sobre a História e os Costumes de Campo Maior, clicando neste Link:
http://jd.netto.zip.net/

5 comentários:

Paulo José Cunha disse...

A obra do Olavo é dessas que consagram uma vida. Disse isso a ele, quando fui ao lançamento do livro aqui em Brasília. Antes, havia adquirido um exemplar para dar de presente a meu filho Paulo Cunha, neto, que se forma arquiteto este ano. Na ocasião, em Teresina, fiz questão de ir à sua casa, em busca do autógrafo. Olavo continua o trabalho de prospecção da história via traços arquitetônicos das construções mais longevas. Me disse que tem encontrado (examinando de dentro pra fora) coisas incríveis nas residências antigas de Campo Maior. "Nada devem a Oeiras", me assegurou.

Josias Bona disse...

Sempre leio os seus comentários e dados sobre a nossa cidade todos de ótimas qualidades, continue comentando sobre os nossos valores da nossa querida Campo Maior. Atenciosamente:
Josias Bona

zan disse...

O cidadão Olavo Pereira da Silva Filho não se lembra mas eu me lembro. Ele estava comigo no dia em que eu "ouvi" pela primeira vez o mar. Saímos daqui de Campo Maior num caminhão de propriedade do meu pai num fim de tarde,dirigido por um cidadão conhecido como Zé Secretário, que foi durante muito anos motorista do senador Sigefredo Pacheco. Um grupo enorme de crianças e adolescentes, eu, meus irmãos, os filhos do Décio Bastos e os filhos do pai do Olavo, sr. Olavo Pereira da Silva, além dos adultos, pais e tios, até empregadas. Chegamos à praia de Amarração á noite num escuro total, a cidade não tinha luz, nem a casa. A casa ficava em frente à praia e do mar só se ouvia o barulho. Aos primeios raios do dia, toda aquela molecada que passara a noite tentando dormir, pode ver o mar, como eu, os outros não sei, mas a maioria, com certeza, pela primeira vez. Duvido que o Olavo se lembre disso. O ano deve ter sido 1958/59. A coisa teve até trilha sonora. Na época fazia muito sucesso uma música do Nelson Gonçalves que tinha um verso assim:"...quem me abraça é a negra solidão". O auxiliar do motorista do caminhão (um dos primeiros caminhões fabricados no Brasil, da marca Chevrolet Brasil),um certo "Bigode", de olho numa empregada do sr. Olavo, fazia uma paródia desses versos assim:"... quem me abraça é a negra do Olavo". Isso aí só eu me lembro...

zan disse...

Zan errou, Zan corrige: ZéSecretário foi durante muito anos motorista do Dr. Cláudio Pacheco, irmão do dr. Sigefredo Pacheco. O motorista do dr.Sigefredo Pacheco se chamava Zé Pereira e morava numa casa ali perto de onde hoje é a rodoviária.

luzia disse...

ORGULHOSA DO MEU PAI

Luzia Cairo Pereira da Silva

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