segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Correspondência da Câmara dos Deputados

Prezado João de Deus,
Prezados Senhores,

Sou chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados, do Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, e necessito, com urgência, de foto ou imagem digitalizada do Sr. João Cândido de Deus e Silva, visando a atualização de seus dados cadastrais no Banco de Dados dos Deputados - BANDEP. Ele foi Deputado Federal nos períodos: 1826 - 1829, 1830 - 1833, 1838 - 1841.
Como resultado de nossas pesquisas encontramos no link:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_Zvp14qs-Rr4/SaVhuIkYgHI/AAAAAAAAAOA/2txanj3JuMg/s400/QUADRO%2BLEONARDO.jpg&imgrefurl=http://bitorocara.blogspot.com/2009/02/batalha-do-jenipapo_25.html&usg=__kEeomA3nsX0P_HJ2Y9WMXHN2h-Q=&h=400&w=328&sz=40&hl=pt-BR&start=12&sig2=HJFwzqjSYTEE4VYE9H-iqg&um=1&tbnid=CgI9EWOgc5ImIM:&tbnh=124&tbnw=102&prev=/images%3Fq%3Dbatalha%2Bdo%2Bjenipapo%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG%26um%3D1&ei=BpEBS5iLFsG-ngfo86W2Cw

a informação de que é o Sr. João Cândido é seu bisavô.
Um dos projetos da a Câmara dos Deputados para o ano vindouro é realizar uma exposição sobre a transferência da capital. O seu bisavô é autor da primeira proposição legislativa referente a mudança da capital, datada de 1831. Necessitamos da foto para para a exposição.
Desde já agradeço a atenção e aguardo retorno.

Atenciosamente,

Lêda Maria Louzada Melgaço
Câmara dos Deputados
CEDI - Coordenação de Estudos Legislativos
Chefe da Seção de Gerenciamento de Histórico de Deputados

*****************************************************

Prezada Leda Melgaço,

Realmente, meu bisavô foi um português de nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA que também se instalou na região da Vila de Campo Maior, Piauí, por esta época (1864) e que foi alferes e lutou na Guerra do Paraguai; voltando novamente para a Vila de Campo Maior onde efetivamente deu origem a nossa família "de Deus".
Por uma dessas coincidências, nesta esta época, na Batalha do Jenipapo pela Independência do Brasil, em Campo Maior, houve um JUIZ DE FORA de naturalidade PARAENSE, que exercia o cargo em Parnaíba, no litoral piauiense e que se transferiu para nossa Vila com o intuito de reforçar as forças de resistência ao exército português comanda pelo Major Fidié. E é aí onde mora a confusão desfeita no início do século 20, passado. Tudo por causa do mesmo nome JOÃO CÂNDIDO DE DEUS E SILVA!: Meu bisavô, Alferes do Exército de sua Majestade (1864); o outro era JUIZ DE FORA (1823) - bem antes -, e que depois da nossa independência, pelo visto, se tornou deputado.
É o que posso lhe adiantar no momento. A pista então é o ESTADO DO PARÁ, mais precisamente, Belém, terra de muitos portugueses, àquela época.
Sucesso!

Ilustração: Rodval Mathias

12 comentários:

João de Deus Netto disse...

Quando eu digo que o nosso Bitorocara+ é coisa séria, é porque trata-se de um projeto que não foi fácil de ser concretizado; principalmente distante quase 4 mil km do epicentro dos acontecimentos que se desenrolam até hoje.
Já somos reconhecidos e monitorados em altas esferas, no centro nervoso dos acontecimentos do país. E é esse o combustível que deve aprimorar mais ainda o nosso blog Bitorocara+ - o blog da história e dos costumes do povo de Campo Maior.

Simão Pedro disse...

Neto, você tem proporcionado a todos nós uma oportunidade de aprendizado, além de nos aproximar,este blog mantém viva a memória dos nossos ancestrais, nossa cultura e fortalece laços de amizade.

amaral disse...

irmão talibah, essa história é surpreendente. outra coisa surpreendente:
esse cara aí da ilustração é o rodval mathias. sou fã dele. como foi que essa ilustração foi parar aí?

João de Deus Netto disse...

Irmão Hallah, a internet é minha casa e essa gente de quando em vez passa por aqui mode tomar um refresco de araticum amassado com as mãos. O desenhista é bom e parece até que ele esteve alguma vez no cenário da batalha. Enquanto isso a gente vai dibuiando a história e os costumes dos nossos "pareceiro".

blog do Messias 40 disse...

Netto, o Obama disse qu o Lula era o CARA mas ele não lhe conheceu. Você é o CARA. Marx disse que o telegrafo iria ajudar os proletários se organizarem e propagar suas idéias, mas ele não conheceu a força da internet.
Valeu Libertário!!!

amaral disse...

sim, irmão


mas tú num arrespondeu.

adonde tú achou esse desenho do rodval?

só tem um "pequeno" erro.


quem ficou atucaiado no leito do rio, seco,
foram os nossoss pareceiros.

na ilustração quem está nessa posição são os portugueses.

na verdade,
fidié sabia da posição dos rebeldes
e dessa forma procedeu um atatque fulminante,
atacou pelos dois lados,
pelas duas margens.

Sanatiel disse...

Tivesse feito um pelotão com uns "mininu" tudo guábis na baladeira com mamona verde, aí a história tinha sido outra. Mas foi até bom tomén porque os malino dos "mininu" robaram as malas donde tarra o material do Fidié fazer guerra e aí ele acabou de se lascar mais lá na frente. É que a história tinha que ser daquele jeito mermo. Tarra escritin.

João de Deus Netto disse...

Hallahnaral, o desenhista paulista criado no Paraná, Rodval Mathias, fez estas ilustrações por encomenda da Editora FTD para o Livro Independência do Brasil - A Batalha do Jenipapo, de Francisco Castro, em 2002. Essas e outras ilustrações estão no blog do próprio Rodval.

Edmar Oliveira, disse...

Eu não sabia que as autoridades monitoravam o Bitorocara. É preocupante, dexe jerto a gente termina perdendo a bataia do jenipapo e teu avô vira deputado...

Antonio - De Cuiabá disse...

Bom saber que o conteúdo do blog ganha repercussão nacional. Mas, quem garante que ele tambem não é lido, por exemplo, na Groelândia, na Ucrânia...?
O post sobre seu avô, seu Dideus, me trouxe à memória imagens da infância, quando eu ia, com meu pai, comprar anzol e outros apetrechos usados numa boa pescaria e caça. Era interessante ver tanto "bagulho" na loja, bem na esquina da praça do teatro. Também me lembro muito bem do seu pai, como de resto, da sua família, notadamente, da parte materna - dona Alaíde era muito amiga de minha irmã, Francisca, que mora aqui em Cuiabá há umas quatro décadas. Enfim, o blog, a cada dia que passa, fica melhor, pela preservação da história de nossa querida Campo Maior. E fica melhor, ainda, com a interatividade dos leitores, gente que ama essa terra.

JOÃO PEREIRA disse...

Amaral,

Havia uma bifurcação no caminho percorrido pela tropa portuguesa, e os brasileiros, sem saber por qual ramo chegariam os portugueses, dividiram as suas tropas em duas, que ficaram atocaiadas à espera do inimigo.
Fidié era experiente e mandou uns batedores na vanguarda.
Os brasileiros, vendo chegar os batedores, e supondo que se tratava de toda a tropa, abriram fogo. O resto da tropa brasileira que estava na outra perna do caminho, supondo que os portugueses tentaram passar o rio no outro ponto, correram em auxílio dos companheiros.
Com o caminho livre, Fidié atravessou o rio com suas tropas, posicionou suas peças de artilharia e seus soldado e, em posição de vantagem, esperou o ataque dos brasileiros.

zan disse...

A única participação que eu garanto que tive na batalha do Jenipapo, foi o roubo da mala do Fidié, que eu perpetrei na calada da noite do dia da batalha, na fazenda Tombadouro de tanta controvérsia...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...