quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Paixão de Cristo do Cine Nazaré...

O tio Milton já vai começar a sessão; escutem a amplificadora do cinema, está tendo um aviso:



O filme A Paixão de Cristo que o seu Zacarias exibia “religiosamente” em toda Semana Santa no saudoso Cine Nazareth, tornou-se uma relíquia que só é encontrada e exibida em Cine-Clubs, palestras sobre Cinema em Universidades etc. Quem ficou com uma dessas cópias se deu bem. Consegui um fragmento de 1905 e outro de 1916; o primeiro está em preto e branco tal com víamos, o outro já tem retoques primitivos de cores; em ambos os casos, também editaram sem aquele pisca-pisca, lusco-fusco nas imagens; também diminuíram aqueles passos apressadinhos dos personagens, correria proporcionda pelos poucos fotogramas por segundo (como estes das ilustrações), que davam movimento às imagens, e que pra nós até que era bom porque além de ficar engraçado, o sofrimento de Jesusu Cristo passava rápido. Em compensação, arranha um pouco da nossa lembrança. A quem interessar, recordem as Paixões de Cristo do Cine Nazaré produzidas pela Pathé (França) que deu também nome a milhares de cinema pelo mundo. No Rio de Janeiro, ainda assisti uns dois ou três filmes nos anos 70/80, no Pathé carioca, na Cinelândia, inaugurado em 1928 e fechado em 1999. Infelizmente uma pandemia provocada por alarme falso de que a televisão acabaria com estas magníficas salas de exibições da "7ª arte", apressou o THE END.

15 comentários:

Antonio de Souza - De Cuiabá disse...

Eu era um dos primeiros da fila para ver a "grandiosa película", como dizia "seu" Zacarias, no serviço de alto-falante do seu cine. Bem antes da Semana Santa, já fazíamos a programação visando à poupança que garantia o ingresso e um lanche (quando dava, né). Era uma festa só.

João de Deus Netto disse...

O Antônio me pegou ainda ajudando o tio Milton a botar os imensos carreteis no projetor. Editei o post várias vezes tentando encontrar a melhor forma da gentre se entrar neste túnel do tempo.
Acho que ficou legal.

Ricardo Reis disse...

Grande netto, você conseguiu inventar a máquina do tempo. Voltei ao passado. O problema, agora, é retornar.
Valeu.

Ana Lucia disse...

Ricardo vc tem razão, o Netto está sempre nos colocando dentro da máquina do tempo, quanta saudades deste tempo maravilhoso e parece que a semana santa, assim como os festejos de Santo Antônio e as festas de final de ano, essa saudade aumenta.
Feliz Páscoa para todos!
Lúcia Araújo.

Anônimo disse...

Anônimo disse...

Qui pena desse meninos de boa vontade, o augusto e valdemir, na companhia desse sanguesuga do professor zan. O cara fila de todo mundo e ainda quer mostrar que é talentoso.
Te manca velho fedorento.

2 de abril de 2010 09:22

adolfo/c maior disse...

adolfo disse...

será mais um que só vai apontar e depois sumir?

Horácio Lima disse...

PRESENTE DE DEUS

Natura, natureza
Serra minha
E dos Antonios.

Carnaubeira,
De suas palhas abertas
Construí meu abrigo
E da sobra fiz
A vassoura
Varrendo a
Minha solidão.

Carnaúba,
Do fruto maduro
Fartei minha fome
E da água doce
Saciei a minha sede.


Que nesta páscoa haja muito doce em suas vidas.....

O doce sorriso daqueles que amam.
A doce alegria de ter o pão em sua mesa.
A doce esperança de um futuro de paz e prosperidade.
E que os ovos de chocolate sejam apenas um doce complemento.

Feliz Páscoa!!

HL/SP

Anônimo disse...

Anônimo, tu não resiste a dois minutos de meu bafo de urubu... exprementa, pra tu ver...adolfo/c maior, pelo tipo de resistência a esse jornal que tá sendo feito, ele tem tudo pra ser um sucesso... nem que só dure um número... gente, tenho que agradecer pelos estímulos... incomodar antes de sair não é coisa pra pouca merda, não...

Gracinha Torres disse...

Eu ainda morro disso!
Que lindo, que lindo,.
Muito, muito sucesso.
Beijos.

Antônio Neto - Curitiba (PR) disse...

Erivan,
Sou filho dessa terra dos carnaubais, filho do alfaiate "Antônio Piau", a época, estabelecido atrás da Lojas ROLAND JACOB, e sobrinho do falecido Edgar Araújo (de Flores). Contemporâneo dos ginásianos Marcílio e Lúcia Bona, Benedito e Maria Teresa Portela, do teu compadre Betinho, Walclides, Flávio e James Torres e tantos outros...
Estou radicado em Curitiba há trinta e dois anos. Aqui no Paraná vivem muitos piauienses. Em Maringá temos o Rui Saraiva Lima (filho do Mamede); Em Londrina o Júnior Araújo (filho do Chico Araújo); Curitiba além de mim, moram Roberto Carlos Monteiro, Gracinha Torres (filha do Sr.Aureliano) e o meu Xará NETO DE DEUS, criador do BITOROCARA.
Um abraço.
Antônio Neto.

Ana Lucia disse...

Antônio Neto,
Tomara que vc vá aos festejos, leve sua família, garanto que irão gostar muito da sua terra.
Lúcia Araújo

Belchior/Teresina disse...

Olha lá quem deu sinal de vida. O magro e seguro lateral direito dos campos de futebol de nossa terrinha. É bom saber que você lembrou desse povo dos carnaubais, gente como você Antonio Neto. O Cabecinha, aquele ponta-esquerda diblador, manda lembranças.

Belchior/Teresina disse...

Antonio Neto, desculpe-me, pois quero dizer: "Cabecinha, ponta-esquerda driblador".

Beny disse...

Seu Zacarias anunciando o filme:
"Não percam hoje no meu, no seu, no nosso Cine Nazaré, a monumental película Romeu e Julieta, da 20th Century Fox, de Isacspirre com Rita HauHau" e o resto eu não lembro mais. Sai pra lá Alemão.

Tchau até ju8nho

Verônica disse...

Se eu pudesse voltar no tempo, com certeza, seria para as férias que eu passava em Campo Maior, na casa de minha avó, brincando na Praça Rui Barbosa, ouvindo os anúncios dos filmes do Cine Nazaré...

"Saudade...
asa do dor do pensamento..."

Verônica

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