quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

BATALHA DO JENIPAPO

O major João José da Cunha Fidié nasceu nos fins do século XVIII. Em janeiro de 1809 assentou praça no regimento de infantaria nº 10. Participou da guerra na península, assistindo às batalhas de Buçaco, Albuera, Vitória, Pirinéus, Nivelle, Nive, Orthez e Tolouse, aos sítios de Olivença e Badajoz, e a diversos combates e ações que se feriram até ao fim da campanha. Oferecendo-se para participar na divisão de voluntários de El-Rei a Montevidéu, foi recusado por ser tenente moderno. Em 1817 numa divisão portuguesa embarcou para o Brasil, depois de trocar com um oficial de infantaria nº15, em vista do seu regimento não ter sido nomeado para essa expedição. Serviu a divisão portuguesa em 1817 na guarnição do Rio de Janeiro como tenente e como capitão de granadeiros em 1818. Nos anos de 1819 a 1820 foi ajudante de ordens do governador da Ilha da Madeira. A 9 de dezembro de 1821 foi nomeado como Governador das Armas da Província do Piauí. Em junho de 1822 com seus oficiais partiu de Lisboa na charrua “Gentil Americana”, comandada pelo capitão-de-fragata Joaquim Manuel Mendes, chegando ao Piauí no dia 8 de agosto de 1822 tomando posse no dia seguinte. No dia 13 de novembro de 1822, às 10h00min horas, o major João José da Cunha Fidié, Governador das Armas, com tropas de 1º e 2º Linha e o Batalhão de Infantaria da guarnição da capital partiu de Oeiras em marcha acelerada para sufocar o movimento de Independência proclamado na Vila São João da Parnaíba. No dia 18 de dezembro de 1822 entrou com sua tropa na Vila São João da Parnaíba, encontrando as ruas desertas tendo em vista que o povo se trancara nas suas casas e ninguém ousou em sair para recebê-lo. Arrastando a artilharia e demais apetrechos de guerra percorreu as ruas desertas e mandou a tropa ficar perfilada em formação no Largo da Matriz com frente à Casa da Câmara para onde logo se dirigiu e dela exigiu a imediata renovação do juramente de fidelidade a D. João VI. Tomando conhecimento da adesão de Oeiras ao movimento brasileiro e a proclamação em Campo Maior por Leonardo de Carvalho Castelo Branco, resolveu o major Fidié deixar a Vila São João da Parnaíba no dia 1º de março de 1823 e marchar sobre a capital piauiense. Antes de sair expulsou todo o povo da vila enquanto os marinheiros do brigue Infante D. Miguel saqueavam as alfaias e dinheiro das igrejas, as jóias, o cofre dos Órfãos e os livros do Senado da Câmara. No dia 13 de março de 1823 o major João José da Cunha Fidié enfrentou as tropas brasileiras às margens do riacho Jenipapo onde saiu vitorioso. Atendendo pedido do Senado da Câmara de Caxias entra nessa vila a 17 de abril de 1823. De lá poderia refazer sua força militar e marchar sobre Oeiras. Em Caxias enfrenta tropas brasileiras saindo novamente vitorioso e lá permaneceu fortificando-se no Monte Tabocas aguardando auxílio da capital maranhense e de Portugal. Cercada novamente Caxias por tropas brasileiras a população decide pela capitulação depois duma reunião com o Senado da Câmara. Desgostoso com essa atitude Fidié demitiu-se do cargo e passou o comando ao tenente-coronel Luís Manoel de Mesquita. No dia 1º de agosto de 1823 o major João José da Cunha Fidié rendeu-se. Preso foi enviado oito meses depois entre uma escolta para Oeiras, sendo depois transferido para a Bahia e de lá passando ao Rio de Janeiro onde ficou encarcerado na fortaleza da Vila Ganhão até que D. Pedro I lhe deu a liberdade permitindo-lhe que regressasse para Portugal. Em 1825 foi nomeado primeiro comandante do Real Colégio Militar, e por vezes durante a ausência do diretor, ficou encarregado da direção deste estabelecimento até que, saindo de Lisboa e apresentando-se no Porto ao duque de Bragança, foi por ele nomeado subdiretor do arsenal daquela cidade. Regressando depois a Lisboa, foi diretor efetivo do Colégio Militar desde 1837 a 1848, ano em que teve a sua exoneração, reformando-se em 1854 no posto de tenente-general. Escreveu “Breves esclarecimentos acerca do Collegio Militar, oferecidos ás Côrtes, Lisboa, 1843”; “Varia fortuna de um soldado portuguez”.
Foi comendador da Ordem de Avis. Faleceu no ano de 1856.

Ilustração: Netto - Restauração feita a partir de uma gravura com baixa definição de imagem.

14 comentários:

Dalva disse...

Olha pessoal, esse tal de Fidié não existiu não. Cadê as provas? Imagem de alguma câmera escondida num pé de carnaúba, foto dele atirando nos nossos compatriotas? Este português é invenção do padre Mateus e da sua igreja manipuladora. Tô quase acreditando na conversa do anônimo. É igualzinha a do menino que dixe que viu quando a estátua do santo Antônio ia voltando de madrugada pra beira do rio Surubim.
Fala sério!

Judilão disse...

Dalva, voce acredita que Jesus Cristo veio à terra?
Voce ta que nem são Tomé, só vendo pra crer...
Não existe uma foto de Jesus Cristo tirada quando ele esteve aquí.
Fala sério Dalva...!!!!

zan disse...

Fidié pra mim não passa dum grandicíssimo filha duma égua...

Washington Araújo, de Fortaleza disse...

Fidié era apenas um homem de seu tempo, e como militar foi condicionado à cega obediência. Colonizar terras e escravizar pessoas eram práticas corriqueiras naquela época, valendo salientar que as luzes do iluminismo chegaram opacas e com retardo a Portugal.
Não podemos julgá-lo com os olhos e valores de hoje.

zan disse...

Dr. Washington botou moral na casa. Eu dizia nos setenta que esse rapaz ainda chegava lá. O comentário anterior é consequência da vitoria do Comercial sobre o Caiçara, por 3 a 1, ontem no Deusdedit. Ainda tou sob o efeito...

Washington Araújo, de Fortaleza disse...

Zan,

Grande notícia.

Viva!!!

Ricardo Reis disse...

Depois de vários anos sem vencer o GLORIOSO CAIÇARA, o comercial parece que está tomando gosto. Como diria o CASACA: PUTA MERDA.

Anônimo disse...

Washignton, concordo com vc . devemos julgar é esse tipo de endeusamente que antigos padres esreviam nas suas estórias sobre as familias tidas como tradicionais? Que são culpadas pelo fracasso da reforma agrária não deixaram o pi se desenvolver( vide engenheiro Sapaio) e que se reproduz sem passar pelo crivo reflexional de hoje.

zan disse...

O que se fala aqui é que a folha de pagamento do comercial é quatro vezes a do caiçara. O comercial tem mais time mesmo mas o caiçara ainda assusstou no primeiro tempo.

judilão disse...

E dá-lhe bode!!!!
Como é que pode um leão ser comido pelo BODE??!!!
Vamos lá bodão arrochar as pegadas do leão...hehehehehe
Valeu SuperZan...

Anônimo disse...

JUDILÃO vc já leu O código da vinci?

judilão disse...

Judilão para o Anonimo...O que é que tem o código da vinci?
Por que voce quer saber disso?

Anônimo disse...

odiei o fidié,esse cara mereceu esse sofrimento.

Anônimo disse...

DEVEMOS RESPEITA A SANTA IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA NAO SO POR SUA IDADE COMO TAMBEM,PELA GRANDE CONTRIBUICAO CULTURAL E CIVILIZADORA QUE ELA PROPOCIONOU PARA O MUNDO E PRINCIPALMENTE PARA O NOSSO BRASIL....E AGORA FICAM AI CRITICANDO SEM TER EM SUAS CRITICAS CONHECIMENTOS NENHUM PARA QUE SEJA LANCADO TAL COMENTARIOS SECUNDARISTA CERTO SRA.DALVA????

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