sexta-feira, 31 de julho de 2009

NOTÍCIAS DO PANTANAL

Vejam só que grata surpresa o Bitorocara+ descobriu na Blogosfera. Sinal de que a audiência do blog vai acabar “barroando" na Discovery.
Fala garoto!

É isso aí. Eu saí de Campo Maior, em 1976, para morar com uma irmã em Cuiabá. Servi ao Exército (pelo menos para isso servi) e continuei os estudos aqui em Cuiabá, além de trabalhar.
Acabei fincando raízes, tanto que ganhei, da Assembléia Legislativa, o título de Cidadão Mato-grossense.
Fico contente em saber que você seguiu sua vocação. Naqueles tempos, você já emitia sinais de que, no futuro, seria um grande artista. Eu também segui a vocação de lidar com as letras. Tanto, que me formei em Comunicação Social. Durante muito tempo, fui editor do Diário de Cuiabá, um dos principais jornais do Estado; prestei assessoria de Imprensa para prefeitos, Governos e órgãos públicos... Faz um bom tempo que não vou a Campo Maior.
Hoje, estou com 51 anos. Antes de vir para cá, me "notabilizei" em Campo Maior como treinador de um time infanto-juvenil patrocinado pelo distribuidor Brahma da cidade (Chagas Barreto), cuja sede ficava na praça da casa sua mãe, perto da residência dos Gentil. Era um timaço, que não perdia para ninguém: Toinho (filho do Zezé da Serraria), Hamilton (irmão do Hugo), Antonio Cícero "Carne Assada", Maurinho, Cazica, Djalma, Valdinar e Valdenes (irmãos), Valdery, Edgar (Santos, do bairro Flores)... Ficou na história.
Depois da Rua do Sol, mudei para Rua Dr. Pedro Teixeira, conhecida como "Rua do Vela Branca" (dono de uma secular padaria). Até hoje, parte de minha família vive nessa rua.
Morei um tempo em Brasília (entre 1973 e 1975). Voltei para CM e, em 1976, vim para Cuiabá. Há pelo menos quatro anos, fui a Madri, Barcelona e Lisboa, numa viagem de serviço. Tive a oportunidade de conhecer os 27 Estados brasileiros, graças à minha profissão. Logo, vou tirar um tempo para conferir o que você diz: Campo Maior está surpreendentemente bonita e grande. É só questão de tempo.
De você, eu tenho aquelas gratas lembranças de que falei anteriormente e da sua família inteira.
Abraços.
Antonio Souza (Pedro Rocha).

Nota do Bitorocara:
Nosso jornalista em Cuiabá é editor do site Mídia News, o mais antigo da Cidade Verde, deles.
O Antonio era fã do zagueirão uruguaio que jogou no São Paulo, daí o “Pedro Rocha”, nas peladas do campinho. Ele também ficou conhecido pelas torcidas do Caiçara e do Comercial; por toda a Rua do Sol, Bona Primo, Praça da Bandeira, “campo de aviação” e pelos moradores da “Baixa” e do Cariri, pelo enigmático apelido de “Antonio Tanajura”. Até hoje não entendi bulufas...! Acredito que nem o grande jornalista campomaiorense, Antonio de Souza, também.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ANIVERSÁRIO DE CAMPO MAIOR

VAQUEIRO ASIÁTICO

Certa feita, a extinta revista O Cruzeiro, de circulação nacional, enviou a Campo Maior um fotógrafo para fazer o "retrato" de um vaqueiro com toda a indumentária que o caracterizava. O moço foi pra estrada de terra que dava saída pra Fortaleza, depois do hoje Monumento do Jenipapo. E tome de espera. “Lá vem um!!!” (chapéu e parte do gibão apareciam ao longe). Por fim, a frustração: o trabalhador símbolo da região estava "amuntado" numa bicicleta Monark último modelo, estalando de nova, com farol e dínamo "tirada" na Casa Marc Jacob; não carecia as esporas.
Hoje a "magrela" foi definitivamente trocada pelas motos de procedência asiática que se transformaram no transporte mais popular das idas e vindas à sede do município por parte dos bravos vaqueiros das cercanias de Bitorocara City.

terça-feira, 14 de julho de 2009

NOSSA HISTÓRIA

A COLUNA PRESTES EM CAMPO MAIOR
Marcos Vasconcelos

Essas épocas passadas da infância profunda fervilham em minha cabeça e m e tocam o coração. Afinal, o passado é um segundo coração que bate dentro de nós. Muito a propósito, meu pai me contava uma história real. Dizia ele que no início de 1926 na quinta “São Joaquim”, conhecida propriedade da região, conhecida como Rua da Lagoa, os revoltosos da Coluna Prestes (Juarez Távora e Eduardo Gomes faziam parte dela, mas tomaram outros rumos) passaram uns quatro dias por lá, chefiados por João Alberto Lins de Barros (primeiro à esquerda sentado no banco, todo de preto, com as mãos postas sobre as pernas) . Permaneceram em Paz e saíram pacificamente. Contudo, antes de irem embora, soltaram os presos da cadeia pública, entre eles, Silvestre, o vaqueiro que havia assassinado seu patrão, Quinzinho Bona, um dos graúdos locais, irmão do coronel Ovídio Bona, fazendo-o desfilar, a cavalo, pelas ruas da cidade, antes de sumir no mundo.
Na época o sítio “São Joaquim” pertencia ao coronel Benício Ribeiro Sampaio (à esquerda, na foto) pai de Adécio Sampaio, gente importante da região.
A tropa percorria o Nordeste contra os governos oligárquicos. O objetivo era levar a mensagem revolucionária do tenente Carlos Prestes (mais tarde fundador do Partido Comunista do Brasil e à direita, na foto), para uma modernização social e política do país. Com origens que datam de fins de 1994, a coluna percorreu 30,000 km, através de 13 estados (travou 33 combates e não perdeu nenhum), internando-se na Bolívia, em fevereiro de 1927, onde começou a perder força. Foi combatida por diversos adversários arregimentados pelo governo federal (Artur Bernardes), desde as forças regulamentares do exército, até jagunços e cangaceiros – como, por exemplo, Lampião – comandados pelos coronéis do sertão. Prestes jamais mudou suas idéias e seus ideais. Morreu com elas aos 92 anos, no dia 7 de março de 1990.

Marcos Vasconcelos é aposentado do Banco do Brasil, advogado, estudioso de literatura contemporânea e piauiense nascido na Rua da Lagoa, em Campo Maior. Extraído do livro "Raizes de Pedra", do autor.

Fotos: Museu do Paulo&Bitorocara+ e CPDOC/FGV

NOSSA HISTÓRIA

A COLUNA PRESTES EM CAMPO MAIOR - II

Era o Major Lula - Luiz Rodrigues de Miranda (à direita, na foto) - o Intendente municipal a 07-01-1926, quando ás 9:00h da manhã os revolucionários comunistas da “Coluna Prestes”, chefiados por João Alberto Lins de Barros (à esquerda, na foto) já como deputado constituinte, em 1934) Benício, Pretinho e outros entraram na cidade de Campo Maior. Após quatro dias de permanência no local, hospedados na quinta "São Joaquim", nas proximidades do Rio Surubim, o Major Lula pacificamente conseguiu a sua retirada. Luiz Rodrigues de Miranda faleceu em 1948, no exercício do mandato de vereador e lhe foram prestadas as homenagens de praxe. Posteriormente, a antiga Praça do Centenário e Floriano Peixoto passou a denominar-se Praça Luiz Miranda.

Fotos: Arquivo do Bitorocara+ e CPDOC/FGV

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O IRREQUIETO BELCHIOR NETO

João de Deus Netto

A experiência na adolescência como “peladeiro” ali pelas bandas da “baixinha”; “campinho” e “baixona”, na maioria das vezes resultava em maus tratos à “pelota”. Nada de mais: o fato de sermos do país do futebol não nos dá o atestado de discípulo do Rei Edson, primeiro e único. Aí o filho da dona Rita foi ser contato de publicidade pra jornal. A luta era árdua; o “clichê” era de zinco; a feitura do jornal era lenta e o lucro era menor do que o número de leitores. Então o filho do seu Raimundo Belchior (pasmem!) cismou de montar uma “scuderia” para um campeonato autobilístico de Fórmula Ghia em pleno sertão nordestino, nas florestas de carnaúba de Bitorocara! Os irmãos Terezinha, Ozana, Bonifácio e Iolanda sugeriram que ao invés dessa investida delirante, o “Mundico” procurasse ajuda com um certo Dr. Clidenor Santos, em Teresina, que ao invés do ronco de motores e cheiro de gasolina, usava uma revolucionária terapia musical em casos extremos como esse. – “Quem sabe tu não vira um músico e vai tocar nos “Amantes” do João Sérgio?” Incentivou um amigo e vizinho de nome Tito, da Rua do Sol. Lá vai o Mundico Belchior pra Teresina procurar a tal ajuda. Dias depois voltava ele de carona com um moço de nome Olavo que na época estava encegueirado e arriado os quatro pneus do seu carrão da moda, por uma bonita moça da “nossa melhor sociedade”. O playboy estava tão entusiasmado que se prontificou até a patrocinar a empreitada do Mundico Fittipaldi, de cara, com uma máquina de cor vermelha que era uma verdadeira Ferrari: o Karman Ghia era a sensação do final dos anos 60.
Ficou decidido que os treinos seriam na veloz pista da BR que margeia o nosso açude grande. E foi na curva do final do paredão do lado do bairro de Fátima que entrou água nos planos do nosso Mundico Barrichelo ir morar em Mônaco. Comentou-se na época que o arrojado piloto da Rua do Sol alegou que a pista estava muito emburrachada pelos pneus das dezenas de caminhões que por ali trafega, e lisa por causa do calor de 42 graus. Além disso, ele também contava com a ajuda do açude na falta da brita e daqueles montes de pneus que amorteceria alguma falha, mesmo ele não sabendo nadar!
O veloz piloto de Campo Maior chegou a ser juiz de futebol do campeonato Intermunicipal e de jogos especiais com celebridades, mas desistiu por causa dos “elogios” em coro que a galera fazia pra saudosa genitora do nosso Romualdo Arpi Filho. Tempos depois, aos 42 minutos do segundo tempo o irrequieto Mundico descobriu sua verdadeira vocação: entrou para o Banco do Brasil, um dos empregos mais cobiçados de todos os tempos. Casou, aposentou-se e calou a boca dos desafetos e invejosos do seu tempo. Hoje vive feliz com a sua bonita e inteligente esposa Cláudia e família; e pra mostrar como ele nunca foi “pé frio”, é só reparar que o maior Banco do Brasil nunca quebrou.
Dá-lhe, Raimundo Belchior Neto!

O ator Toni Ramos; o radialista e empresário de shows, Antonio Emídio e o juiz da Federação Piauiense de Futebol, Belchior Neto, no Albertão, em 1974.

Fotocharge: Bitorocara+
Foto: Baú do Mundico&Bitorocara+

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Maternidade Sigefredo Pacheco

AS SOCORROS DA RUA DO SOL

Socorro Passos e Socorro Lima. A primeira, faleceu em dezembro do ano passado. A enfermeira “Corrinha” era irmã do Milton, o moço que projetava os filmes no cinema do Sr.Zacarias; irmã do Raimundo motorista da ambulância daquela instituição durante muitos anos; mãe do Wanderson; irmã caçula da dona Alaíde e tia desse blogueiro que vos fala e que também nasceu na Rua do Sol. A Socorro Lima(foto colorida) continua dando as boas vindas aos novos moradores do planeta que desembarcam por nossa maternidade. A Socorro da dona Assunção continua morando na famosa rua que o povo teima em não chamar de Padre Fábio. Nas fotos, flagrantes dos plantões exaustivos na equipe que faz funcionar a resistente Maternidade Sigefredo Pacheco, instalada em 14 de dezembro de 1967.
Os comentários completam e dizem tudo.

Fotos: Bitorocara+ e Maria Luselene

2ª SEUCAM/1977

Semana Universitária de Campo Maior - Aqui os organizadores fiscalizam uma partida de futebol de salão na quadra do Iate Clube Laguna onde na mesa estão: JOSÉ WAGNER, ERIVAN, MARIA TERESA PORTELA, TOINHO VASCONCELOS E BETINHO; atrás do Wagner está o Edmar Napoleão; em pé: Chiquinho Félix, Flávio Bona e um desconhecido.

Foto de um dos times de Vôlei de Campo Maior: JOSÉ NEIVA, ERASMO, HUMBERTO NEIVA; agachados estão VALMIR OLIVEIRA (irmão menos feio do Walclides), LUDIMAR e RENATO CARVALHO.

Outro time "duro" era formado por um atleta desconhecido de São Luís que era hóspede ou parente da família do Seu Aureliano, e pelos nativos, HONÓRIO BONA, JOSÉ WAGNER, EDGAR BANDEIRA, ERIVAN NAPOLEÃO e NEGUIM DOS MACAMBIRAS - Se não me engano, o nome dele era... Neguim dos Macambiras!!!).


Na foto, dois dos CRIADORES do evento: JOSÉ WAGNER e ERIVAN NAPOLEÃO (o outro foi JOSÉ PAULINO, 1° presidente) recebem os três ganhadores da "corrida de bicicleta" – Carlinho Ibiapina (SAAE), Fábio Andrade e Marcelo Bona (irmão do José Ovídio).
Fonte e Fotos: Baú do Erivan

segunda-feira, 6 de julho de 2009

NOVIDADES DO PASSADO

Conforme acordo firmado no cartório Arão Santana entre a editoria do Blog Bitorocara + e seus milhares de leitores espalhados pelo mundo, mostramos por meio da avançada tecnologia gravada em uma placa de zinco depois pregada em madeira, também conhecida como clichê, os mais modernos equipamentos de derradeira geração adquirido por mim no recente périplo por terras de Campo Maior. O primeiro é um dispositivo de escrever mecanicamente, denominado máquina de datilografia. O bacana desse troço é que a "bicha" já imprime à medida que tu vai datilografando (arre!). Para a melhoria dos retratos que fazem sucesso no nosso blog, importei da Alemanha uma máquina fotográfica de fole, Agfa, último modelo. Feito isso, estamos fazendo uma nova edição - também chamada de Post por alguns janotas modernosos -, do recente material coletado quentinho e amarelado, direto das fontes Bitorocarenses.
Amanhã já começo a postar. Hoje atenderei alguns pedidos da minha profissão de Designer Gráfico(?) pra iniciar a reposicão dos Contos de Réis que deixei nos covis gulosos, etílicos e linguarudos da nossa querida cidade, nos festejos de Santo Antônio de Campo Maior.
Inté mais!
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