terça-feira, 14 de julho de 2009

NOSSA HISTÓRIA

A COLUNA PRESTES EM CAMPO MAIOR - II

Era o Major Lula - Luiz Rodrigues de Miranda (à direita, na foto) - o Intendente municipal a 07-01-1926, quando ás 9:00h da manhã os revolucionários comunistas da “Coluna Prestes”, chefiados por João Alberto Lins de Barros (à esquerda, na foto) já como deputado constituinte, em 1934) Benício, Pretinho e outros entraram na cidade de Campo Maior. Após quatro dias de permanência no local, hospedados na quinta "São Joaquim", nas proximidades do Rio Surubim, o Major Lula pacificamente conseguiu a sua retirada. Luiz Rodrigues de Miranda faleceu em 1948, no exercício do mandato de vereador e lhe foram prestadas as homenagens de praxe. Posteriormente, a antiga Praça do Centenário e Floriano Peixoto passou a denominar-se Praça Luiz Miranda.

Fotos: Arquivo do Bitorocara+ e CPDOC/FGV

20 comentários:

Carlos Alberto Miranda Batista disse...

Sou bisneto deste grande campomaiorense,filho de antonio pedro batista e rosa angelica miranda batista.Major LULA é pouco reconhecido, mas a histoia de nossa cidade, tem que passar por ele. Lembro-me do sr. João de Deus na porta da farmacia santa rosa com meu pai.fig. certas a tardinha.antonio pedro,joãozinho da pernanbucana,gilberto da gráfica,Nascimentinho,Mário Frota (loja em frente)Sinhozinho Miranda(já com idade bem avançada na epoca),José da madá.
Um grande abraço.

gagica@ig.com.br

Paulo Sérgio das Neves Miranda disse...

Campo Maior, teve este grande Intendente na sua história, porém esquecido por todos, não só porque ele foi meu bisavô, mas poderia ter sido qualquer outro, tinha que ser mas lembrado pela sua contribuição pelo este lindo município, um forte abraço a todos conterrâneos.

paulosnmirand@hotmail.com

ZAN disse...

Meu pai, Oscar Duarte, que os mais antigos de Campo Maior se lembram, foi testemunha da negociação do Major Lula com o comandante João Alberto, da Coluna Prestes e gostava de me contar essa história, frisando sempre a forma respeitosa como os "revoltosos" se dirigiam às autoridades, comunicando-lhe os "confiscos" de mantimentos, gado, etc. Em 1935 meu pai foi preso como comunista em Teresina, mas isso é (foi) outra história...

zeferinoneto7@hotmail.com

Fon Fon disse...

Zanfilas, taí de onde vem tua rebeldia danado...
Tu puxou pro veio Duarte com todo respeito...

zan disse...

A história do meu pai comunista é meio cômica: em 1935, quando estourou a Intentona, ele costumava sair do trabalho e parar num buteco ali pela praça rio branco pra ouvir a prosa dos comunas, pegar um jornalzinho ou livro que eles distribuiam pro auditório. Quando prenderem eles, prenderam o véi Oscar, que era na época um jovem recém-casado com uma jovem senhora chamada Adelaide, que conhecera pras bandas de Pedro II (era caixeiro viajante). Depois de um mês no quartel da Polícia, um figurão do estado,seu amigo, encontrando meu pai ali, deu um jeito de tirá-lo de lá porque ele de comunista, só tinha os ouvidos cheio daquela prosa libertária deles... Meu pai tinha dificuldade em aceitar minha preocupação em querer salvar o mundo, que ainda hoje me aflge, mas sempre me ajudou nisso, ao contrário de outros parentes (mas isso é realmente outra história muito mais triste que não vale a pena lembrar...)

José Miranda Filho disse...

Não gosto de ocupar espaços dos outros, porque me alongo muito. Contudo, acho que vou acompanhar os jovens bisnetos de Luiz Rodrigues de Miranda (Major Lula) nos seus comentários. Digamos que na sua falta de modéstia (segundo Mons. Mateus Rufino: "modéstia às favas") e, no arroubo (sem exageros), porém mais em desabafo, próprios da juventude. Às vezes, faz-se necessário que a maturidade - para não dizer velhice - tome como exemplo a mocidade. Receio, porém, que leitores percebam sinal de jactância, vaidade. Sabem que não se trata disso, aqueles que me conhecem. Preocupa a mim, também, indispor-me com pessoas e famílias amigas, por quem tenho muita consideração e respeito. Delas, entretanto, espero que saibam receber as minhas expressões com perfeita compreensão, porque é gente de bom-senso, percepção do que seja correto. Interrompo aqui, continuando em seguida, para que os comentários não se estendam tanto.

José Miranda Filho disse...

Pois bem. Tenho a impressão de que homenagem se presta a falecidos (é o que determina a lei) através de vivos. No entanto, vivos que estejam em evidência, especialmente na vida pública, atividade política. É o que não acontece, há muito, com a família Miranda e outras a ela ligadas, como a Costa Araújo/Pacheco. A descendência do Major Lula não lhe deu efetiva continuidade, apenas pequenos indícios. Como resultado, ocorre a falta da devida atenção a ele, do que falam seus bisnetos acima citados. Os mais antigos, ainda vivos, parece que o esqueceram; os novos desconhecem-no. É por isso que a praça que tem seu nome, diferentemente do que acontece com outros logradouros, é chamada simplesmente Praça da Prefeitura, como, mais para trás, quando existiam os pontos de referência, Praça do Relógio, da Coluna, do Mercado, além de mais o quê... Ao inaugurar o novo mercado, o Prefeito Ten. Jaime da Paz homenageou o construtor do mercado velho (década de 20,juntamente com seu Vice-Intendente, Cap. Ovídio Bona), dando a um dos blocos do complexo comercial, o de letra "C", o nome do Intendente Luiz Rodrigues de Miranda. O mercado foi recentemente reformado, mas a indagação é se se preservou a denominação do aludido bloco. Raríssimas pessoas sabem o verdadeiro nome do cemitério em frente à igreja de N.S. das Mercês, tido como "São João". Porque foi construído em terras da antiga fazenda "São Luís", do Major Lula, a qual deu nome ao respectivo bairro (a exemplo da outra fazenda, "Lagoa Seca", cuja área passou a se denominar "Comunidade Lagoa Seca"), foi nomeado "Cemitério São Luís". A menos que haja lei ou decreto posterior revogando, alterando. Ignoro. Mas é a tal coisa, é o que, exatamente, explano. Sabe-se da existência, no Centro de Cultura e Lazer "Valdir Fortes", há pouco tempo funcionando, construído pelo atual Prefeito Joãozinho Félix, de um local contendo a galeria dos prefeitos e intendentes (este cargo correspondia àquele até as primeiras décadas do século XX). Faltava um retrato ali: o de Luiz Miranda. A justificativa - estranhíssima - era a de se exigia uma carta de parente de homenageado solicitando tal providência (aí, sim, transparecendo gesto de vaidade). A medida não compete à Administração do Centro, à Prefeitura? Mas já se sabe que dita fotografia integra agora o acervo. Todavia, graças à iniciativa, interferência de um estranho da família, no entanto amigo e pessoa justa e qualificada, ainda mais sendo escritor, historiador: Prof. Francisco de Assis de Lima (dois livros publicados sobre a história campomaiorense).

José Miranda Filho disse...

A TV Assembléia do Piauí, que chega a C. Maior, apresenta um quadro interessante nos intervalos dos programas, sob o título "O Dono da Rua". Informa sucintamente a biografia de homenageados com denominações de rua, avenidas, praças de Teresina. Cito-o para tratar do seguinte, que reputo delicado, mas espero compreensão. Na Av. Frei Serafim, em Teresina, existem quatro vultos homenageados: um busto e três estátuas, respectivamnete, de Getúlio Vargas, Petrônio Portela, Raimundo Wall Ferraz e Frei Serafim. A exemplo do Frei, os demais são "donos de rua", aliás, avenidas. Todavia, colocaram suas estátuas/busto com a do sacerdote, na principal artéria da capital. Certo dia, li artigo num jornal teresinense em que o autor questionava a localização da estátua de Petrônio fora do devido lugar, pois ele denomina uma avenida, agora também, aliás, o aeroporto. Plantou-se o busto de Getúlio na Frei Serafim, ao menos diante do hospital que tem seu nome, havendo sido retirado do pátio desse hospital. E como explicar a presença das outras duas estátuas ali? Talvez por ser a via mais movimentada da cidade, onde podem ser muito melhor contempladas. Tudo bem. Pode-se compreender. Entretanto, uma vez que estão os menionados busto e estátuas na Av. Frei Serafim, ressalte-se que também ali se acha a do "dono da rua". E foi a primeira, tendo permanecido sozinha por muitos anos. Em Teresina, verificam-se mais exemplos; na minha mente, neste instante, a Praça Marechal Deodoro, na qual existe uma estátua defronte do Teatro de Arena, especialmente erguida ali, um preito a Domingos Fonseca, o rei do repente. Contudo, há também o busto (peça até bem menor que a outra, mas há) do "dono da praça".

José Miranda Filho disse...

Tudo exposto no comentário anterior, é para dizer que, em C. Maior, não são observados esses detalhes. Temos dois exemplos. Em plena Praça Bona Primo se encontra a estátua/memorial de outra pessoa, importantíssima para a história campomaiorense: Mons. Mateus Cortez Rufino. Aplaude-se a homenagem. Seus idealizadores também. No entanto: e "o dono da praça"? Noutro logradouro (certamente hão de afirmar que é aonde o Zé Miranda deseja chegar, e é mesmo; não se encaixa no assunto que ora explano?). Providenciou-se outra homenagem das mais justas: a fixação do busto de José Olímpio da Paz, cidadão popularíssimo, eleito prefeito duas vezes (segundo mandato lamentavelmente interrompido), deputado estadual, mais de três mil afilhados, na Praça Luiz Miranda. Apesar de existir praça com o seu ilustre nome, justificou-se que o busto ficasse na praça da prefeitura, diante desta, em razão do óbvio anteriormente mencionado. Aceita-se a explicação, sim, mas pergunta-se novamente: e quanto ao "dono da praça"? Para os dois casos aqui ressaltados, portanto, que se houvesse procedido da mesma forma como em Teresina, e, decerto, noutras localidades. Do contrário, percebe-se que é, no mínimo, ilógico e tem-se a sensação de que um é analtecido e o outro desprestígiado. Ah! certamente alguém está afirmando que nenhum membro da família Bona jamais tenha se manifestado de igual modo quanto à Praça Bona Primo. Acrescento que o mesmo não ocorrera em relação com a família Miranda até esta data, quando me senti - eu, sozinho, - estimulado, impelido, com fundamento nos comentários dos dois bisnetos do Major Lula. Foi um silêncio que perdurou em virtude da amizade e admiração por José Olímpio da Paz e seus familiares, os quais, frise-se, não têm "nenhuma culpa no cartório", vez que, obviamente, a homenagem não partiu deles. Mas, como se diz, tudo tem sua hora, vi-me impulsionado para exprimir meu sentimento do qual, silenciosamente, compartilha a família, sei. Que fique claro não se tratar de vaidade, pois a simplicidade dos Miranda é conhecida no seio da comunidade campomaiorense, nem de cobrança ou, simplesmente, solicitação às autoridades competentes (outro bisneto do Lula é, inclusive, vereador e, recentemente, foi secretário municipal) a equiparação dos homenageados. Apenas se tentou embasar, mediante exemplos palpáveis, o tema ventilado nestes comentários, complementando o que exprimiram sinceramente os jovens Carlos Alberto e Paulo Sérgio (de uma das novas gerações do Luiz Miranda). Poderei, deverei prosseguir, se o dono do blog, pacientemente, mo permitir.

José Miranda Filho disse...

Do livro "Geração Campo Maior - Anotações para uma Enciclopédia", de Reginaldo Gonçalves de Lima, e do "Grande Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense - 1549/1997", de Wilson Carvalho Gonçalves, anotei: Luiz Rodrigues de Miranda - Oficial da Guarda Nacional com a partente de Major, concedida pelo Presidente Wenceslau Brás. Juiz Distrital, Delegado de Polícia, membro e presidente do Conselho Municipal por diversas vezes, foi eleito Vice-Intendente, de 1914 a 24, com o Intendente Vicente Pacheco, eleito novamente Vice-Intendente, de 1921 a 24, com o Intendente Cel. Antonio da Costa Araújo Filho, que não assumiu o cargo, sendo exercido por Luiz Miranda, e eleito Intendente para 1924-28. Construiu o mercado público, a ponte sobre o rio Surubim, o obelisco do Jenipapo, implantou o sistema de iluminação pública a gás, iniciou o projeto de expansão da cidade facilitando a construção de casas para os menos favorecidos, entre outros serviços prestados ao município. Faleceu no exercício do mandato de vereador (1948).

José Miranda Filho disse...

O vereador José Neves da Silva (falecido) apresentou à Câmara Municipal projetos de lei para dá os nomes de Hilda Miranda Cardoso e Antônio Rodrigues de Miranda (Antonino) a espaços públicos. Pois bem. O de Hilda saiu para uma escola no bairro São Luís. O de Antônio seria para uma rua no bairro Flores, o que se ignora, ou seja, ninguém sabe informar a existência de tal rua. Com efeito, isso é consequência do assunto niciado no meu primeiro comentário. É a falta de representatividade da família nos tempos de hoje, que influencia esses atos. Homenagem, devidamente aprovada, que não sai do papel ou troca posterior de denominação. Antônio R. de Miranda era estudante de medicina na Faculdade do Rio de Janeiro quando grave enfermidade lhe interrompeu a trajetória que desenvolveria na área médica e na política. Orador e líder estudantil, ocupou diversos cargos da administração municipal. Sem dúvida, seria sucessor do pai, Major Luiz Rodrigue de Miranda, se não houvesse perdido a vida tão moço.

José Miranda Filho disse...

Sem a pretensão de diminuir o mérito de outros homenageados através da denominação de ruas, avenidas, praças, etc., mas ainda pensando no assunto de que trato desde o comentário nº 1, pergunto por que não o mereceram também: Octávio Miranda, Antonio da Costa Araújo (o Primeiro), Mário da Costa Araújo, Mocinha da Costa Araújo, Antonio da Costa Araújo Filho, Virgilina Rosa de Miranda, Sigefredo Pacheco (depois explicarei), Cláudio Pacheco, Antônio Rodrigues de Miranda (o Primeiro), Edgar Miranda, Yvon Pacheco, José Rodrigues de Miranda. A condição de sexagenário, unida ao que esclareci no primeiro comentário, transformou-me neste rabugento senhor, que é indiferente a qualquer censura.m

José Miranda Filho disse...

Sobre Octávio Miranda. Jornalista, empresário, agropecuarista. Nasceu na fazenda Poção do Retiro, de propriedade do pai, Cel. José Paulino de Miranda. Oficial do Exército Brasileiro. Comandante do 25º Batalhão de Caçadores (Teresina). Teve participação, em 1938, nas forças leais ao Presidente da República contra levante militar de inspiração facista, tendo tomado parte na ação que desalojou os rebeldes do Palácio Guanabara. Por esse ato recebeu, expressamente, destaque individual do comandante do Batalhão de Guardas, da Guarnição da Capital Federal (à época, Rio de Janeiro), que realçou suas virtudes militares como oficial inteligente, trabalhador e leal. Deputado estadual em duas legislaturas. Propulsor da imprensa no Piauí, como proprietário do jornal "O Dia" (Teresina).

José Miranda Filho disse...

Há uma rua em C. Maior denominada "Cel. Costa Araújo (Antônio da), que deve ser o que chamam de "Segundo". Rico proprietário rural campomaiorense, homem de muito prestígio e chefe político, tendo sido Intendente municipal. Mas há dois outros com o mesmo nome. O que chamam de "Primeiro". Militar, fazendeiro e político. Participou do movimento chamado Balaiada, considerado herói. No Estanhado (atual município de União), prendeu o chefe balaio Francisco Lopes Castelo Branco, o "Ruivo", e todo o seu bando. Em 1823, ainda muito jovem, fez parte do roteiro da fuga de Fidié, após a Batalha do Jenipapo, integrando as tropas de perseguição ao comandante português. E o Cel. Antônio da Costa Araújo Filho. Militar, politico. Cursou a Escola Militar da Praia Vermelha (Rio), recebeu o grau de engenheiro militar, oficial da arma de infantaria. Comandante da Polícia Militar do Piauí. Intendente de Teresina. Intendente eleito de C. Maior, mas não assumiu o cargo. Deputado estudual por várias legislaturas. Comandante do 25º Batalhão de Caçadores (Teresina) e da 8ª Região Militar (Belém-PA). Ao tempo do cerco de Teresina pelos revolucionários da Coluna Prestes, foi o autor da prisão de Juarez Távora, um dos chefes do movimento comunista. No incidente de Letícia, entre o Peru e a Colômbia, esteve em Tabatinga, cumprindo a missão de fazer que fossem respeitadas a neutralidade e as fronteiras do Brasil. A descendência deles não teve o prestígio necessário para indicação dos seus nomes para homenagens...

José Miranda Filho disse...

Senti vontade de continuar, depois de desejar suspender. Afinal, não me enchi deste propósito? Pois vou adiante. MÁRIO DA COSTA ARAÚJO - Poeta e jornalista, cronista e músico. Exímio flautista de concorridas serenatas. Foi coletor estadual, havendo exercido vários cargos públicos, como o de membro e secretário do Conselho de Intendência de Campo Maior e de secretário do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, no qual se aposentou. Foi incluído na "Antologia dos Sonetos Piauienses", de Félix Aires", no "Dicionário Biográfico dos Escritores Piauienses de Todos os Tempos", de Adrião Neto, e, desnecessário até seria citar, pois todos os que estão aqui apresentados se acham em suas páginas, no livro "Geração Campo Maior - anotações para uma enciclopédia", de Reginaldo Gonçalves de Lima. MARIA DE JESUS DA COSTA ARAÚJO (DONA MOCINHA) - Professora,juntamente com as mestras Dona Iaiá Moura e Dona Josefa Lima, que simbolizaram a "sagrada missão de ensinar" e "se glorificaram pelo bem que fizeram ao povo desta terra" (expressões do Irmão Turuka). VIRGILINA ROSA DE MIRANDA - Prestou relevante contribuição à história religiosa de Campo Maior, tendo patrocinado a reconstrução e inauguração, em 1893, da então destroçada igreja de Nossa Senhora do Rosário, tradicional templo católico, em pagamento de uma promessa. Também doou o sino, que mandou buscar em Portugal. EDGAR MIRANDA - Foi prefeito nomeado, nos conturbados anos 40 (regime ditatorial no Brasil). Governou nos seguintes períodos: de 12/05/1945 a 22/11/45 e de 09/12/45 a 22/04/46. YVON PACHECO - Agropecuarista e político. Como substituto do Prefeito Waldeck Bona, assumiu a chefia do Executivo Municipal no período de 04/1950 a 11/1950. Foi Vice-Prefeito de 01/1973 a 12/76, tendo assumido, em alguns intervalos, o cargo de prefeito. Presidente do Fripisa e da Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância, sendo um dos fundadores da Maternidade Sigefredo Pacheco. MAJOR ANTONIO RODRIGUES DE MIRANDA - Proprietário, militar e político. Era Presidente da Câmara de Campo Maior em 1888. Membro do Conselho Municipal (mandato iniciado em 1905).

José Miranda Filho disse...

Cláudio Pacheco Brasil - Bacharel em Direito, professor, político, jurista, jornalista, tratadista, historiador, romancista e poeta. Fundador e diretor do jornal "O Tempo" (Teresina). Atuou como redator dos jornais teresinenses "A Resistência" e "O Dia", além dos jornais cariocas "Rio Jornal", "Diário do Rio", "A Manhã" e "O Jornal". Colaborou com o "Almanaque da Parnaíba" e com outros periódicos do Piauí. Fundou e presidiu a Associação Piauiense de Imprensa. Publicou várias obras de projeção nacional, entre as quais "Tratado das Constituições Brasileiras" (14 volumes), "História do Banco do Brasil" (5 volumes), livros de romances e poemas. Membro da Academia Piauiense de Letras. Consultor jurídico e membro do conselho diretor do Banco do Brasil. Professor catedrático de Direito Constitucional na Universidade Federal do Piauí. Lente no curso de doutorado na Universidade Federal do Ceará. Regeu cátedras na Universidade Federal do Brasil. Deputado estadual e suplente de senador. Assessor parlamentar da Presidência da República. Conselheiro da Delegação do Brasil à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas. Pertenceu ao Tribunal Regional Eleitoral. Autor intelectual da Constituição Piauiense de 1947. Integrante da comissão "Afonso Arinos", que elaborou o projeto da Constituição Brasileira de 1988. Biografado por Reginaldo Gonçalves de Lima, em "Geração Campo Maior - anotações para uma enciclopédia", por Adrião Neto, no "Dicionário Biográfico dos Escritores Piauienses de Todos os Tempos", e Wilson Carvalho Gonçalves, no "Grande Dicionário Histórico-Geográfico Piauiense - 1549-1997, que assim se manifestou sobre Cláudio: "Uma das mais cintilantes expressões de nossa cultura, notadamente no campo do Direito. Mestre e causídico consagrado. Considerado o maior e melhor advogado piauiense. Todos reconheciam nele um causídico dotado de grande cultura jurídica, um talentoso advogado."

José Miranda Filho disse...

Sigefredo Pacheco - Médico, farmacêutico e político. Possuiu cursos especializados em otorrinolaringologia, proctologia, obstetrícia, ginecologia, histologia e tratamento de tuberculose. Autotitulava-se com orgulho de "Velho Curandeiro". Exerceu suas profissões desde 1930 até seus últimos dias. Primeiro prefeito (com esta denominação, antes se chamava intendente) eleito em Campo Maior, de 03/1936 a 01/1938, quando foi deposto, após o advento do golpe de Getúlio Vargas, chamado Estado Novo. Deputado federal de 02/1946 a 01/1958 e senador de 01/1963 a 01/1971, um dos raríssimos senadores nascidos em Campo Maior; gostaria até que alguém refrescasse nossa memória citando outro(s) - senador José Euzébio? Entre outras realizações suas, destacam-se: instalação da Fazenda Experimental "Sol Posto"; o campo agrícola de Bem Bom; a aquisição do antigo prédio da Prefeitura Municipal, na Praça Bona Primo; em cooperação com o também médico João de Deus Torres fundou e construiu a Maternidade Sigefredo Pacheco; carreou verbas federais para diversas áreas, como construção do Hospital São Vicente de Paula, Unidade Escolar Leopoldo Pacheco, estrada Campo Maior-Castelo do Piauí, construção do Fripisa e obras da educação e saúde; fundou a Sociedade de Pesquisas e Orientação Cultural de Campo Maior, idealizando e iniciando o atual Teatro Sigefredo Pacheco e mantendo uma boa biblioteca e mais de 300 alunos pobres com bolsas de estudo. A nível estadual e federal, colaborou com o projeto da usina hidroelétrica de Boa Esperança, inclusive com priorização para a construção no Governo Castelo Branco. Representou o Brasil, em comissões internacionais interparlamentares em vários países da América do Norte, América do Sul, Europa, África e Ásia. Em 1942, participou como voluntário estagiário para a segunda guerra mundial, recebendo carta patente de 1º tenente, e, por decreto do Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, de 09/1965, foi reformado como 1º tenente da reserva do Exército. Escreveu "Política Piauiense", estando por isso inserto no "Dicionário Biográfico dos Escritores Piauienses de Todos os Tempos", de Adrião Neto. Em sua obra "Geração Campo Maior - anotações para uma enciclopédia", Reginado Gonçalves de Lima diz: "Foi um grande vulto campomaiorense e do Piauí. Como homem público sua atuação foi muito significativa para o desenvolvimento do Estado, notadamente de Campo Maior." Outro escritor, Wilson Carvalho Gonçalves, no "Dicionário Histórico-Biográfico Piauiense 1949-1997" (no comentário anterior escrevi, por lapso, "Histórico-Geográfico"), ressalta: "Sigefredo fez da medicina um verdadeiro sacerdócio, exercendo-a com muito zelo, competência e solidariedade humana. Granjeou renome e fama não só no Piauí, como nos Estados limítrofes. A política foi o campo de grande projeção da sua capacidade de liderança." No 7º comentário eu disse que depois explicaria, ao ter mencionado o nome de Sigefredo Pacheco. Na minha opinião, não se fez a ele uma homenagem mais justa. Além dos nossos limites, no antigo povoado Conceição, emancipado como município, prestou-se significativo preito, sim, dando seu nome àquela localidade. Mas não foi um gesto das autoridades campomaiorenses, e sim do Estado. Na terra natal de Sigefredo, deram seu nome à maternidade e ao teatro que ele mesmo construiu. Portanto, transparecendo mais um dever de consciência daqueles que o homenagearam do que o enaltecimento de sua história. A Prefeitura poderia ter concedido homenagem mais representativa, mais digna da obra de Sigefredo. Entretanto, como eu disse, é o meu pequenino pensamento.

José Miranda Filho disse...

Vou concluir com José Rodrigues de Miranda; já me alonguei demais, e o João de Deus Netto deve estar até o gogó... Cirurgião-dentista, político e jornalista. Graduou-se em Fortaleza, na Faculdade de Odontologia e Farmácia do Ceará. Sem risco de cometer exagero ou engano na afirmativa, foi ele, juntamente com Antonio Cícero Correia Lima, Altivo da Costa Araújo, Dácio Bona e Jesuíno Rosa, um dos primeiros campomaiorenses com essa formação. Instalou consultório em sua terra, enquanto serviu no Posto de Higiene Leônidas Melo, da Secretaria da Saúde do Estado do Piauí. Prestou serviço à Fundação Especial de Saúde Pública - FSESP. Exerceu a profissão, ainda, nas cidades de Altos, Alto Longá e Piripiri. Humanitário e sem grandes ambições, atendeu muitas vezes, em seu consultório, a clientes desprovidos de recursos financeiros gratuitamente, ou lhes cobrando apenas o material odontológico, dispensando-os do pagamento pelo trabalho. Participou com entusiasmo da política local, inicialmente no Partido Social Democrático - PSD - agremação em que militava sua família, ingressndo posteriormente na União Democrática Nacional - UDN -, em ambas as facções assessorando campanhas de candidatos parentes e amigos. Não exerceu, porém, cargo público, embora haja tentado, uma vez, a vereança pelo quadro udenista, sem, obviamente, o apoio dos famíliares (com rarissimas exceções), ferrenhos pessedistas (seu pai, Luiz Rodrigues de Miranda, já falecera na época), e, magoado, não mais se candidatou a nada. Aposentado como servidor público estadual no cargo de dentista e como autônomo, passou a dedicar-se ao jornalismo, tendo começado como colaborador escrevendo artigos e crônicas no jornal "A Luta". Foi posteriormente seu diretor e editor. Durante cerca de uma década conduziu com muito esforço o semanário, enfrentando toda sorte de dificuldades financeiras para mantê-lo. Estimulava-o o propósito de dar continuidade ao jornal, que, em decorrência do idealismo do Dr. José Miranda, aliado ao de poucos abnegados, tornou-se no de maior duração na história da imprensa de Campo Maior: cerca de 12 anos. Nas páginas do "A Luta, José R. de Miranda defendeu ardorosamente os interesses do município, ora pleiteando benfeitorias ora censurando procedimentos equivocados. Exemplos disso foi a matéria contrária à demolição do tradicional mercado público (o velho), o qual, segundo ele, deveria ser aproveitado de diversas formas, e outra contra a falta do devido reconhecimento à vida e obra do poeta Mário da Costa Araújo (ambos os artigos transcritos pelo historiador Reginaldo Gonçalves de Lima, no livro "Geração Campo Maior - anotações para uma enciclopédia", bem como a campanha em favor da construção do Monumento da Batalha do Jenipapo, quer fosse reivindicando às autoridades a concretização da obra, quer fosse enaltecendo o empenho de outros aguerridos pleiteantes. A respeito, o historiador Prof. Francisco de Assis de Lima, eu seu livro "A Batalha - o Reconhecimento", transcreveu alguns desses escritos, como também o poeta, escritor e historiador José Omar Brazil, no seu livro "Batalha do Jenipapo", ao inserir biografia do jornalista, afirma: "Através do jornal ("A Luta"), José Miranda empenhou-se a escrever matérias em defesa do movimento pró-construção do Monumento aos Heróis do Jenipapo." Foi José Miranda, também, frequente colaborador do jornal "A Voz do Jenipapo", de Manoel Pereira da Silva Manuca. Ele é citado no "Dicionário Biográfico dos Escritores Piauienses de Todos os Tempos", da autoria de Adrião Neto.

Paulo Miranda disse...

meu parente ze filho miranda você e uma enciclopédia viva da historia de campo maior que Deus lhe conserve e presentei com alongados anos de vida aprendi muito com aula de historia,que jamais seria informado deste conteúdo , um forte abraço

Anônimo disse...

Sr . José Miranda Filho deu uma aula espetacular. Amei a leitura.

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