O Dr. Zé Miranda candidatou-se uma vez a vereador, como disse o ZAN, pela União Democrática Nacional - UDN -, partido liderado em Campo Maior pelo "seu" Mário Andrade, de quem era amicíssimo e candidato a prefeito. Assim, José Rodrigues de Miranda contrariava sua família, que era toda do Partido Democrático Social- PSD -, o qual tinha como um dos princpais líderes o seu próprio pai, Luiz Rodrigues de Miranda (Major Lula). Porém, nessa época, este já falecera. Intrigado com Sigefredo Pacheco (um dos cabeças da facção pessedista), apesar de seu primo legítimo, abandonou o partido, ingressando no quadro udenista. Estaria na história dos vereadores campomaiorenses se tivesse permanecido com a família, cargo que teria exercido até por mais de uma legislatura. Era querido do povão, de quem cuidava dos dentes, no Posto de Higiene, ali no prédio atualmente ocupado pelo SAAE, na Av. José Paulino. Passou-se para o outro lado, e encontrou adversários ferrenhos no seio da própria família. Nem gosto de contar esta história, porque envolve pessoa muito próxima a ele. Mas... Pois bem, no dia da eleição (a maioria dos eleitores da zona rural votava na cidade, naquela época, anos 50), os eleitores se deslocavam em caminhões. E no caminho entre as propriedades rurais pertencentes à família e a cidade, os veículos eram parados e fiscalizados. Saía a pergunta de praxe a cada um dos seus ocupantes: "Vai votar em quem pra vereador?" "No Dr. Zé Miranda", respondiam. "Não vai não. Pode descer daí e tomar a estrada de volta!" Mesmo assim, ainda recebeu número razoável de votos, porém insufientes para colocá-lo na Câmara. Decepcionado, não se candidatou mais. No entanto, não desistiu da luta partidária. Eu me recordo de que um dia, ele entrou em casa com uma pequena multidão às suas costas, encabeçada pelo delegado de polícia da época, o velho amigo "seu" Antônio Bona Neto (Antônio Músico). Zé Miranda, depois de uma acalorada discussão política, nas proximidades do Bar Santo Antônio, Pça. Rui Barbosa, acabara de esmurrar o "seu" Antônio (ou José, a memória faltando) Maria Eulálio. Quem começou a briga, não lembro mais.Zé Miranda Filho - 3 de Setembro de 2009








