domingo, 31 de janeiro de 2010

BATEU A CAMPA!!!


E não esqueçam do dever de casa destes anúncios do Google (ao lado) sobre "A Influência de alguns Contos de Réis a mais, no Grolado da panela de um Blogueiro de Bitorocara". Escolha qual deles, clique, e você estará concorrendo também a um suculento churrasco da melhor Carne Sol do planeta, cortesia da Barraca do Capote, nos próximos festejos de Santo Antônio de Campo Maior.



Conforto anatômico das "carteiras" da Escola Maria Auxiliadora, da dona Josefa, Mulata, Noca..., só era comparado ao formato da palmatória, anatomicamente desenhada para encaixar na palma da mão... Essa doeu! Nunca levei e também nunca vi ninguém provar do bolo daquele objeto medieval.










A difícil vida fácil...


O Bitorocara se rendeu às inúmeras cobranças chegadas por E-mail, pedindo mais "matérias" com a "gloriosa" rua da Terra dos Carnaubais. Fomos no baú e resgatamos mais estas pérolas da rica e devota vida mundana de Campo Maior.

“A elite vivia em boas farras e a cidade era detentora do maior número de cabarés do Piauí. Fazendeiros e comerciantes mandavam buscar mulheres em outros Estados; era a força do poder econômico, oriundos da cera de carnaúba e do gado”. (João Alves Filho, no seu livro Mateus Rumo ao Céu, sobre a prostituição em Campo Maior)

De princípio, em entrevistas se conseguiu revelações como essas: “O major Honório Bona afirmava que enquanto fosse vivo a prostituição não acabava na Rua Santo Antônio” (Informação verbal anônima). Um ex-frequentador da zona do meretrício afirma: “As mulheres vinham determinadas primeiros para certas personalidades locais, depois elas ficavam por aqui, vendendo seu corpo para os outros”. Depoimento de outro ex-frequentador da rua, que fala de sua vida de boêmio, explicita bem essa questão ao dizer: “Eu andei, muitas vezes, não nego. Eu me lembro de ter visto muita gente importante de Campo Maior na rua Santo Antônio”. E por fim, o cronista João Alves Filho confirma esta tese ao proferir: “De elevado poder aquisitivo, este município importou belíssimas mulheres que serviram na vida fácil aos Senhores Burgueses”.

*O cabaré Bataclã citado no título do post, foi durante muito tempo o local de encontro diário dos abastados coroneis do cacau, nos tempos áureos da cacauicultura na cidade de Ilhéus, Bahia.

Fontes: Rua Santo Antônio – A Prostituição feminina em Campo Maior - Celson Gonçalves Chaves. Arquivo: Bitorocara+ , Escritor, João Alves Filho.

ODE INTERPLANETÁRIA
João de Deus Netto

O poeta campomaiorense Elmar Carvalho tem uma bonita ode interplanetária escrita na primeira metade dos anos 80 em homenagem a um quarteirão no centro da cidade de Campo Maior, PI, onde ficava localizado um cabaré composto de mais de uma dezena de casas, todas de propriedade do glorioso Santo Antônio, padroeiro da cidade. Era uma espécie de Shopping do Prazer, onde você fazia o contorno da “quadra”, olhando e pesquisando as "vitrines", na ânsia de encontrar, o mais breve possível, o melhor manequim que encaixasse no seu furor. Era bem legalzinho, lá. Digo legal, porque não havia a menor possibilidade da pessoa contrair o criminoso HIV. Reclamava-se que tinha muita blenorragia, esquentamento, cavalos de várias raças, inclusive, um bizarro, com crista; tinha sífilis, “chato” (o onipresente também)...Nada que um comprimido de Tetrex, uma Benzetacil nos “quarto”, ou que o Sr, Nascimento da farmácia, não exterminasse, mesmo com os urros e esturros, denunciando para a metade da cidade que alguém tinha "dançado" na Santo Antônio.

Celson Gonçalves Chaves

“Olha, nessa zona, a gente é obrigada a beber sem querer, é obrigada a aceitar qualquer homem que a gente nunca teve e nem viu; ninguém gosta disso; estou aqui por falta de apoio!”

A vida não era fácil para mulheres que perdiam a virgindade fora do casamento. A perda da virgindade seria motivo de execração por parte da família. E para aquelas que não se encaixavam dentro desse ideal cristão – as prostitutas – o preconceito era esmagador sobre as escolhidas para trilhar o caminho da difícil vida fácil. No código de postura da cidade de Campo Maior, aprovado em lei nos anos 50, tem no seu capítulo X, do sossego e a ofensa à moralidade e segurança pública, rezada da seguinte forma: “Art. 87º É proibido estar ou transitar nas ruas e praças desta cidade de nu indecentemente vestido ou disfarçado com roupa imprópria do seu sexo”.

Entre Meretrizes e Clientes

O Ritual da Bacia
“Naquela época, era época da bacia; acho que era humilhante para a mulher, mas elas faziam isso mesmo(...) ela pegava a bacia com água; tinha os depósitos de águas e lavava o pênis do homem com sabonete e enxugava. Isso, ninguém pedia, nem nada. Isso era da cultura”. (depoimento anônimo)

Fellinianas

A aguçada inspiração pejorativa de alguns cronistas e entrevistados anônimos ao descrever o perfil das prostitutas:
Rua Santo Antônio, com suas musas famosas, como a Paturi, a Chica Galinha, a Bate Marchas, a Bola Sete e a Maria Caça Homens. (Jornal Alfarrabos)
Era Forquite; por que Forquite? Porque só tinha um olho fundo e remelento. Tinha também a Piranha, a Lanzuda, a Moe-de-Vara (...), tinha a Maria Cal e a Cotinha.

Vênus da Planetária
E finalmente, na definição poética de Elmar Carvalho:

Calipígia, de belas nádegas navegantes,
de bela bunda popozuda e rebundolantemente ondulante,
de ondulante ancas e colos coleantes
Por mares Bravios de cios

Fontes: Rua Santo Antônio – A Prostituição Feminina em Campo Maior: Celson Gonçalves Chaves - Zona Planetária: Elmar Carvalho;
Jornal A Luta

O Ocaso do Coronel

Prefeito de Campo Maior em duas legislaturas – 30/36 e 38/42. Comerciante pioneiro, líder na indústria extrativista da cera de carnaúba, fazendeiro, homem de grande liderança política na região e de muito prestígio no Estado e em várias regiões do país. Durante a Revolução (golpe) de 1930, teve grande poder e influência na política do Piauí. Francisco Alves Cavalcante nasceu em Batalha [PI] a 09 de janeiro de 1895, faleceu em Fortaleza [CE] quando fazia tratamento de saúde, a 21 de janeiro de 1985. Era casado com Alice Eulálio Alves, filha do Cel. Antônio Maria Eulálio Filho.
Na foto acima, atual estado do Solar da família do Coronel Chico Alves, na Avenida Vicente Pacheco, no centro de Campo Maior.

À esquerda, avião Rio Parnaíba doado ao Correio Aéreo Nacional pelo Coronel Chico Alves, em 1948. Na foto, o coronel e a filha Maria Alice. À direita, um avião do mesmo modelo, ano e nome, no Aero Clube de Itu, São Paulo. Procurei a direção do Aero Clube que me informou tratar-se de "uma coincidência". E bota coincidência nisso!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Homenagem Póstuma


QUE MUNDO É ESTE?

Que mundo é este, minha gente?
Bem aqui na minha frente...
Que mundo é este, minha gente?
Que tem gente matando gente...
Que mundo é este minha gente?
Que não poupa o inocente...
É um mundo inconveniente
É um mundo inconsequente
É um mundo incoerente...
Onde me sinto carente
Onde me sinto impotente
Onde me sinto indigente...
(Mena Moreira)

Este texto circulou pela internet quando o menino João Hélio, de seis anos, morreu ao ser arrastado durante quatro quilômetros, depois do carro em que estava ter sido assaltado por vários “monstros de menor”, no Rio de Janeiro, em 2007. A sanha assassina não escolhe idade. Seu Francisco Ibiapina foi um campomaiorense, contabilista aposentado, e mais uma vítima da incontrolável violência urbana que também não escolhe mais lugar pra dominar. (Bitorocara+)

A violência urbana tem a ver com o fato de que uns ficam inconformados com outros viverem melhor, tendo o que têm, gozando do que juntaram trabalhando ou enganando o mundo com trapaças e maracutaias. A classe média, que vive bem porque trabalhou duro pra ter o que tem, está sitiada por uma multidão de “sem nada” dispostos a tudo pra se vingarem da vida que levam encima dela, matando e roubando a paz e o sossego de quem merecia chegar ao fim da vida como uma criança dormindo e morre da forma mais cruel e sanguinária. De quem é a culpa de tudo isso? A miséria dos inconformados com ela? Os que jogam nos outros a culpa pelos seus fracassos? Ou mesmo, como quer muita gente, os defensores dos direitos humanos, que defendem os bandidos que matam e esfolam inocentes? Modestamente acho que a humanidade hoje vive como se quisesse se vingar dela mesmo... Que tem alguma coisa errada aí, não é dificil achar, agora, encontrar saídas pra isso é que são elas...
(Zeferino Neto)

domingo, 17 de janeiro de 2010

Este ano não vai ser igual aquele que passou...

Mandem suas fotos de carnavais passados, que eu publicarei. Uma legendinha dizendo também quem é quem, será motivo de muita satisfação pra todos aqui do Bitorocara.

Por incrível que pareça, é um domingo de carnaval na segunda metade dos anos 40. Digo isso por causa da faixa onde está escrito o nome de um famoso samba daquela época: É com esse que eu vou. Ah, e foi pesquisa minha, porque desta época mesmo, o Zan e o Zé Miranda é que são as enciclopédia.

"Mamãe, eu vou ser soldado de Israel, não tem água no cantil, mas tem mulher no quartel..."
Olhai você, Ana Lúcia Araújo! Pedido atendido, agora, você e a Bebeta do João dos Couros (tava em todas!) vão nos identificar os “brotos” do meio.

Quem sabe aí, quem são elas do estandarte?

O Zé Carioca aí da foto, é o Paulinho do Zizi Veras. Quem sabe o nome da garotinha?

Zezé e Zuzu de olhos atentos no movimento carnavalesco na Praça Rui Barbosa; e pra não perder a viagem, tecendo “comentários” sobre o comportamento do foliões.

ESCUTEM ESSA

Zan, andei sassaricando por aí e encontrei sua marchinha de carnaval. Moço, é tão antiga que a bonita "vedete" e cantora Virgínia Lane está com a voz bem fraquinha mas da pra ver e ouvir. Nada não, que até hoje a marchinha "Sassaricando" é cantada em todo o reino dos descendentes de Momo:
http://www.youtube.com/watch?v=dy5f90XhCi8

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Maria Isabel na cidade sem sol...

Na foto: a matriarca, dona Didita; o filho,William; Júnior Araújo (visitante); finalmente, a irradiante, irrequieta e competente “hostess” (gostaram da puxada?), Mrs. Little Grace Torres. Em seguida, a catarinense Lúcia (esposa do William), e este blogueiro que vos “fala”, do lado de cá do cantinho predileto da sala do bonito apartamento, nestas ocasiões.

Os donos da “casa” e os “bocas-livres” oriundos de Maringá e da própria cidade de Curitiba. O blogueiro campomaiorense e morador de um bairro próximo, já tinha ido pra casa amargar o arrependimento de não ter degustado da iguaria da própria terra - eu, falando de mim.

William exibe a decantada Maria Isabel envolta na viscosidade do queijo importado de um cantão suíço, especialmente para o evento, mas o casal Paulo César e Gracinha, num esforço descomunal, fingem que não veem.

Gracinha Torres ladeadas pelas cunhadas, Lúcia, e pela sergipana (esqueci o nome) esposa do Clemilson. Atrás, em primeiro plano, o onipresente sorriso aberto da simpática Denise, esposa do Júnior; em seguida, a Dra. Denise, esposa do Júnior.

Benditas, Diditas.

Blog Bitorocara em estado de graça.

O blog continua procurando cumprir a sua missão de encontrar e aproximar campomaiorenses em qualquer parte da nossa aldeia global. Vocês não imaginam a alegria e a realização que isso nos da.
Na foto acima, a "Graçinha" Torres ladeada pelo marido, Paulo César, e pela mãe, dona Didita, em Curitiba, no Paraná.
Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara, e do Álbum Digital da família.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Esporte de Luto

José Acélio Correia.

Neste dia 06.01.2.010, consagrado à folia de Santos Reis, a "Família Alvi-Celeste Campomaiorense" entristeceu-se com a notícia do falecimento de "Mestre Antonio Neves", eterno treinador do Comercial Atlético Clube.
Conheci Antonio Neves, nos anos 60, cuja alfaiataria situava-se na Rua Santo Antonio, próxima ao bar de meu pai(A Merendinha) e ao Bar do Mestre Carneiro, este último, caiçarino dos mais fervorosos.
Iniciei uma melhor convivência com Mestre Antonio Neves ao assumir, pela primeira vez, a presidência do Comercial, isto no ano de 1.972, ocasião em que era gerente do Banco do Estado do Piauí, cuja amizade e respeito permanecem.
Iniciei e terminei minhas várias administrações na Presidência do Comercial Atlético Clube sempre em companhia de Mestre Antonio Neves e contribui, decisivamente, para que ele ostentasse o recorde mundial de ter sido o único técnico de um mesmo clube profissional de primeira divisão por quase quatro décadas.
Com ele, Ernani Napoleão Lima, Milton Higino de Sousa Filho, José Olimpio da Paz Filho, Zeferino Alves Neto, Vespasiano Ribeiro de Brito, Vivaldo Barbosa, Zé do Bombom, Luciano Lima, Flávio Bona, Gusmão e tantos outros baluartes comercialinos, experimentamos momentos de alegria e uns tantos dissabores.
Posteriormente, com a substancial ajuda de Mestre Antonio Neves, retiramos o Azulino Campomaiorense da "Segunda Divisão" e, após o término de minha última administração comercialina, eis que o Presidente Ernani Napoleão Lima o mantem no cargo de eterno treinador azulino.
Perde o futebol campomaiorense uma expressiva figura que deixa imensas saudades aos seus amigos e familiares.

Fotos: MuseudoPaulo&Bitorocara+

Campo Maior de luto


Dídimo de Castro*

Mestre Antônio Neves bateu recorde de dedicação ao Comercial Atlético Clube

No início da noite desta quarta-feira(6) faleceu em Teresina, no Hospital Santa Maria onde estava internado, o mestre Antônio Neves. Trata-se de um esportista que dedicou cerca de 50 anos de sua vida ao Comercial Atlético Clube, onde fez de tudo. Se havia necessidade de alguém para cumprir alguma tarefa, lá estava ele. Em centenas de jogos trabalhou como técnico, pouco importando a situação de momento ou se haveria ou não recompensa financeira. Foi um apaixonado pelo futebol e, em especial, pela agremiação comercialina. Antônio Neves estava há alguns meses bastante doente, impossibilitado até mesmo de comparecer ao Estádio Deusdeth de Melo para os jogos do Comercial.O sepultamento do grande esportista comercialino acontecerá nesta quinta-feira (7) em Campo Maior, onde receberá as últimas homenagens de torcedores e dirigentes do futebol da cidade.
Os ex-presidentes Ernani Napoleão e José Acélio Correia manifestaram ao Cidadeverde.com o sentimento de pesar pelo falecimento de Antônio Neves, de quem receberam importante colaboração durante suas administrações à frente da agremiação comercialina.
Lamentamos a morte do amigo e de um dos mais respeitados nomes de toda a história do futebol piauiense.

* Dídimo de Castro é jornalista em Teresina.
didimodecastro@cidadeverde.com

Foto: MuseudoPaulo&Bitorocara+

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Em algum lugar do passado...

Mamede Lima


Os três filhos varões do casal Mamede e Benildes Lima, ele, ex-prefeito de Campo maior: Em pé, rindo do irmãozinho caçula, o Rui Saraiva de Lima - atualmente residindo em Maringá [PR]; na garupa , Venício Lima, advogado em C. Maior. No “varão”, vemos a criançinha Luís Inácio Lu... Desculpe!... O saudoso Henrique Lima com a carinha de quem não gostou de jeito nenhum, do corte de cabelo imposto pelo irmão mais velho, Rui, que, mais tarde, já garoto taludinho, na pré-adolescência, leitor assíduo daquelas revistinhas de bolso, proibidas, sujinhas porque muito amadas, e desenhadas com personagens em avançado estado de saliências, também adotou o modelito “samango”, raspado no badalado cabeleireiro das celebridades campomaiorenses, “barba com dor”!

Fotos e foto-montagem: MuseudoRui&Bitorocara+

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Natureza reage...

A escatologia nos avisa de que está próxima, a vinda do Messias, o Salvador; o arrebatamento! Campo Maior não ficará de fora dessa onda de “tempo virado pelo avesso”. A televisão está mostrando imagens com alta definição, por todo o planeta. Definitivamente, não se trata de estória de trancoso e nem de alguma profecia deixada pelo saudoso Zé Maduro. Enquanto isso, deem uma olhada na previsão do tempo, que pode ser a qualquer hora, dia, sabe-se lá quando, para nossa querida Bitorocara.
A imagem da simulação gráfica do Bitorocara+ mostra pessoas atravessando o congelado açude entre a praça do Hotel Pousada do Lago e a BR, no Bairro de Fátima. Em primeiro plano, o agitador cultural e blogueiro, Zeferino (ZAN), dá uma trégua no meio do congelado açude, depois de uma caminhada que saiu do Hawai. O filho do seu Augusto Pereira (em pé) tenta reanimá-lo. As previsões, segundo os aficcionados por búzios, cartas de tarô, bola de cristal, de meia, de couro e horóscopos, não são nada estimulantes para os “filhos do sol”: a partir de fevereiro terá início a temporada de tornados nível 3 que desfilará sobre este mesmo açude (já descongelado), provocando mini-tsunamis, marolinhas de três a quatro metros de altura!
O sertão vai virar mar, e o mar...Virá dar com os costados bem aí onde era o rio “Pintadas”!
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