Nesta foto estão pessoas que, de fato, suas vidas são pedaços da história de nossa cidade. Mosaicos de diferentes estampas. O Dr. Zé Francisco Bona pela competência profissional, desprendimento e amizade com que exercia sua arte de cuidar da saúde das pessoas, além de ter uma das risadas mais hilárias que já se ouviu. Rir perto dele era facílimo, difícil era parar de rir. Puaca, o faz tudo do Bar do Antônio Músico, segundo uma lenda que se ouviu a vida toda, não era propriamente fanático por higiene pessoal, daí o apelido oriundo do odor que exalava, eu desconfio que na verdade, por trás daquele mau humor e pachorrice, sua alma agasalhava talvez a mente de um pensador profundo, quem sabe, a se divertir com seus botões, elaborando frases do tipo: "Limpeza que interessa é a da alma". Osvaldo Lobão Veras Filho, advogado atuante e jornalista, militou na imprensa teresinense e de Campo Maior, onde mantinha colunas de crônicas e comentários. Foi editor do jornal “O Estado do Piauí", em Teresina, nos anos 60. Dr. Osvaldinho tinhas as qualidades de sua genitora, dona Margarida Lobão, mulher aguerrida e valente para aqueles tempos em que a mulher só andava da cozinha pra sala. Era um jovem entusiasta, com espírito de liderança e forte personalidade. Otacílio Eulálio significava para mim o verdadeiro herói da Batalha do Jenipapo, pelo amor que tinha por tudo que se relacionasse ao maior acontecimento de nossa história. Antonio Músico significa a poesia, o lirismo e o entusiasmo da sua banda de música que ainda hoje anima os festejos de nosso querido padroeiro. Essa criança que está nos braços do Osvaldinho está destinada por certo a seguir os passos desses ilustres campomaiorense, seja ela hoje o adulto que for. Falei.Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+
NOVO!
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