quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Zeferino Alves Neto

Nesta foto estão pessoas que, de fato, suas vidas são pedaços da história de nossa cidade. Mosaicos de diferentes estampas. O Dr. Zé Francisco Bona pela competência profissional, desprendimento e amizade com que exercia sua arte de cuidar da saúde das pessoas, além de ter uma das risadas mais hilárias que já se ouviu. Rir perto dele era facílimo, difícil era parar de rir. Puaca, o faz tudo do Bar do Antônio Músico, segundo uma lenda que se ouviu a vida toda, não era propriamente fanático por higiene pessoal, daí o apelido oriundo do odor que exalava, eu desconfio que na verdade, por trás daquele mau humor e pachorrice, sua alma agasalhava talvez a mente de um pensador profundo, quem sabe, a se divertir com seus botões, elaborando frases do tipo: "Limpeza que interessa é a da alma". Osvaldo Lobão Veras Filho, advogado atuante e jornalista, militou na imprensa teresinense e de Campo Maior, onde mantinha colunas de crônicas e comentários. Foi editor do jornal “O Estado do Piauí", em Teresina, nos anos 60. Dr. Osvaldinho tinhas as qualidades de sua genitora, dona Margarida Lobão, mulher aguerrida e valente para aqueles tempos em que a mulher só andava da cozinha pra sala. Era um jovem entusiasta, com espírito de liderança e forte personalidade. Otacílio Eulálio significava para mim o verdadeiro herói da Batalha do Jenipapo, pelo amor que tinha por tudo que se relacionasse ao maior acontecimento de nossa história. Antonio Músico significa a poesia, o lirismo e o entusiasmo da sua banda de música que ainda hoje anima os festejos de nosso querido padroeiro. Essa criança que está nos braços do Osvaldinho está destinada por certo a seguir os passos desses ilustres campomaiorense, seja ela hoje o adulto que for. Falei.

Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+

NOVO!
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Meio Ambiente

“Muitas pessoas me tem feito perguntas sobre em que ano e por quem teria sido construído o açude de Campo Maior. Resolvi escrever estas notas, e entrega-las ao jornal do Totó (Ribeiro), A Luta, pedindo sua divulgação”.
Marion Saraiva

Até o ano de 1832 só havia uma aguada em Campo Maior – era a Lagoa. Havia grande cuidado na conservação das águas. No terceiro trimestre desse ano de 1832, Benedita Maria pagou 4$000 (quatro réis) de multa por lançar coisas na “Lagoa, única aguada da vila”. E, “com o que se dispendeu com pólvora para matança de porcos que arruinavam as águas da Lagoa em tempo de verão, 4$000” (Receita e Despesa de 1806. Em 1859 já havia o Açude Grande, e um projeto para fazer-se outro no “riachinho da água quente”. Em 22 de dezembro de 1858, na administração do Dr. João José de oliveira Junqueira, 13º presidente da Província, o Cel. Comandante superior Jacob Manoel de Almendra arrematara sua construção devendo dá-lo em junho de 1860, percebendo pelo serviço a quantia de 3:5000$000 (três mil e quinhentos contos de réis), pagos depois que a obra tivesse resistido a um inverno. “Posteriormente, o serviço foi feito pelo Cel. Antonio José Nunes Bona, com o auxílio da verba de 6:000$000, concedida pelo último ministério da monarquia”.
No ano de 1920, um engenheiro belga, Dr. Horta, fez consertos no paredão, por onde logo depois de ter sido construído, “ninguém deveria passar”...(?) Hoje em dia fala-se muito mal da água do velho açude. Também, por que deixaram de cuidar de sua conservação? Dantes as posturas municipais ocupavam-se de que elas não fossem contaminadas. Senão vejam: “...pediu a palavra o vereador José Firmiano da Costa e disse que a bem do interesse público requeria a esta Câmara que mandasse uma comissão criada para fazer as demarcações precisas a bem do interesse do público. Outrossim, que também não se conceda ditos terrenos para fazer-se currais de criação de gado vacum (boi), cavalar, ovelhum e cabrum mistos aos terrenos mencionados quer do lado de aquém, quer do lado de além do dito açude para não prejudicar a limpeza da aguada.
Em 1913, o poeta e médico Alcides Freitas, que aqui estava em busca de melhoras para o mal que acabou por levá-lo, numa noite escura e fria de inverno, a dormir o último sono no velho cemitério de Campo Maior, nos deixou este belíssimo soneto de condenação das águas do açude:

Preso, tranqüilo, o açude é um lençol de água morta
Que o céu lançou à terra à feição de um apôdo,
E que o pêso do tempo impassível suporta
Sem um crespo de raiva a assombrar-lhe o denodo...

Aos rubros tons do sol que às nuvens o transporta
Veste contas de prata e se ilumina todo
E lembra pelo inverno uma grande retorta
Onde Flora capricha a pelúcia do lodo...

Nele a febre campeia e ferve cultivando
Os germes do sepulcro, as larvas da saudade,
Ao grave rococó dos sapos vozeirando...

Certo ninguém lhes sabe as tristezas secretas!
A alma branca do açude, isenta de maldade,
Tem o mistério azul das almas dos poetas!...

Campo Maior, 1913 - Alcides Freitas

Matéria publicada no jornal A Luta, de 07/04/1968.
Fotos: Marion Saraiva, Totó Ribeiro e Alcides Freitas -
Museu do Paulo&Bitorocara+

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Esporte

Olá, tremendões, carecas, barrigudos; coroas ou vovós remanescentes dos anos 60, na beira do açude em Bitorocara!
Quem de vós ainda tem alguma reserva de neurônios capaz de escalar este timaço de Volley que treinava e jogava sob o comando do técnico Roberto NEIVA Guimarães (este com a camisa dos Irmãos Metralhas)? E os "papagaios de piratas"(lá atrás), quem seriam?

Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+

terça-feira, 21 de outubro de 2008

FRIPISA - Frigorífico do Piauí S.A.

Frigorífico do Piauí S.A. - FRIPISA foi criado pela lei Nº 1.626 (Lei Estadual), de 05 de Novembro de 1957. Instalado em 28 de novembro de 1967, portanto, dez anos depois de instituído legalmente. A participação acionária do estado deu-se por conta da lei Nº 2058, de 06 de Dezembro de 1960, estabelecendo que o capital (ações) do estado não seria inferior a 60%.
Tendo instalações abatedouras em Campo Maior, e comercial em Teresina (na Praça do Fripisa), a estatal FRIPISA não se deu bem no mercado, tão tal que em 1981 o Estado já programava o leilão de suas 39.951.975 ações ordinárias nominativas. Dos 4 candidatos a comprá-las, o grupo MAPIL, do Sr. Firmino da Silveira Soares, também proprietário da Padaria Gaúcha, em Teresina, venceu.

O FRIPISA de Campo Maior

Em nota assinada pelo diretor-presidente do FRIPISA, Sr. Mariano Gayoso Castelo Branco, publicada no jornal “Estado do Piauí”, edição datada de 19 de Fevereiro de 1959 (em resposta ao artigo: “O FRIPISA é um verdadeiro abacaxi” publicado na edição anterior do jornal) entre outros assuntos disserta sobre a construção do parque industrial do FRIPISA em Campo Maior, numa área de cem (100) hectares doado pela prefeitura do município. Como sabemos, Campo Maior é o município piauiense que possui os maiores rebanhos bovinos e ovinos. Ainda em seqüência a referida nota condiciona a construção do frigorífico-abatedouro em Campo Maior devido também a condição de ficar apenas a 84 km da capital, Teresina.
Inaugurado em 28 de Junho de 1967, no governo de Helvidio Nunes de Barros, o frigorífico FRIPISA foi uma tentativa do governo estadual de incentivar a pecuária no estado do Piauí. Sofreu uma ampliação e reforma de suas instalações com a criação de um abatedouro de aves em 31 de Março de 1973, no governo do Sr. Alberto Tavares Silva. A decadência começou na década de 1980.

O Fantasma do Titanic - II

O FRIPISA em Campo Maior era administrado por uma diretoria que se compunha de: Diretor Geral; Diretor Comercial; Diretor Financeiro e Gerente Comercial. A manutenção de todo o seu maquinário e equipamentos era feita no próprio estabelecimento, sendo que, para cada setor existia um corpo técnico responsável. Toda sua produção era levada para Teresina e depois comercializada também para outros Estados. No seu auge abatia-se de 150 a 180 rêses por dia, além de criações (cabras e ovelhas), o abate de aves não proliferou, pois foi no início de sua decadência. O saldo positivo para Campo Maior deu-se, notadamente, com relação aos 140 empregos efetivos com carteira assinada e mais 140, ou mais, de empregos indiretos e os onipresentes empregados colocados por políticos. Total aproximado de 200 funcionários.
Com o tempo, o Estado sentiu a necessidade de privatizar a empresa, já que não estava dando os rendimentos esperados, quando foi então vendida para empresários do ramo que, mesmo empenhados no crescimento da empresa não tiveram êxito, sendo forçados a desistir do empreendimento e se mudarem para outros estados levando consigo todas as máquinas e equipamentos, ficando somente o prédio que serve apenas de lembrança e sua área externa para a pastagem de gado.
Todos os processos legais para sua falência foram tomados pelos seus diretores, inclusive os avisos prévios a todos os funcionários, 30 dias antes de sua falência e pagamento de seus direitos trabalhistas.
Em matéria do jornal A LUTA (1969) discute-se que o faraonismo da obra consumiu o capital para o investimento. Era pra ser um empreendimento voltado para grandes exportações, mas faltou dinheiro para a expansão do negócio. O Fripisa não comercializava em Campo Maior. A cidade só tinha o orgulho de ser sede do mais moderno frigorífico do Brasil na época.
Práticas de comodismo, cabide de empregos, estruturas monopolizantes e terreno propício à corrupção. Mais uma vez o estatismo ruía em algum lugar do mundo por sua inapetência e escancarada corrupção. Nas eleições municipais de 1996 o candidato a prefeito, Dr. Antônio Lustosa, prometeu a possibilidade de adaptar o terreno do FRIPISA para construir um Campo de Aviação. A candidatura venceu mas não conseguiu viabilizar o projeto do “aeroporto municipal”.
Mesmo privatizada a empresa não conseguiu empreender concorrência com a produção de Goiás e fechou a última porta em 1992. Hoje a estrutura predial (e que estrutura!) lembra um Titanic submerso num oceano de mistérios nunca esclarecidos, onde fazem pasto amistosamente, acreditem se quiser, fantasmas de peixe-boi e o ressureito boi-bumbá.

MUDANÇA DE ENDEREÇO
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Júlio Rabelo

Comerciante. Nasceu em Simplício Mendes [PI] a 08/11/1918 e em 1945 transfere-se para Campo Maior como graduado funcionário da Casa Marc Jacob, empresa que por 5 anos gerencia em Teresina, depois de ter passado vários anos entre os campomaiorenses. Em 1965 retorna à cidade, se estabelece no comércio varejista e amplia os negócios formando amplo patrimônio. Casou-se com a campo-maiorense D. Maria Raimunda. Foi um grande desportista, participou em diversas entidades filantrópicas e altamente relacionado na sociedade local. “Seu” Júlio Rabelo recebeu o título de Cidadão Campo-maiorense em 23 de dezembro de 1979. Autodidata e uma verdadeira enciclopédia viva saia do vozeirão do sempre bem-vindo, “seu Júlio, em qualquer roda de amigos em Campo Maior.

Foto: Museu do Paulo&Bitorocara+
Grande comerciante e político, nasceu em Batalha [PI] a 17/12/1902 e faleceu em Campo Maior em 15/11/1976. Agenor Melo, foi um dos maiores contribuintes de impostos da época; foi nomeado por Francisco Alves Cavalcante como membro do Conselho Consultivo de Campo Maior, a 04 de outubro de 1931, do qual afastou-se por volta de julho de 1932. Foi Vice-Prefeito de Campo Maior [1963-1967]; ocupou a chefia do Executivo na ausência do titular, notadamente, em 1965. Foi vereador em várias legislaturas. Casou-se em primeiras núpcias com Heloísa Ribeiro Melo e em segundas núpcias com Mirtes de Aragão Melo. Pai do médico e político César Melo; do “Agenorzinho”; Maurício, Sílvia, Moreninha, Margarida, Gilmar e Nina Melo.
Na foto, Agenor Mello recepciona o General Castello Branco.

A visita do General Castello Branco

Em 1960, ano do centenário de nascimento do General Cândido Borges Castello Branco, seu filho Marechal Humberto de Alencar Castello Branco, acompanhado dos irmãos e da esposa Argentina Vianna Castello Branco, estiveram em Campo Maior, ocasião em que recebeu da Câmara Municipal, no dia 30 de junho, o título de Cidadão Honorário da cidade e visitou a residência onde morou seu pai, Cândido Borges Castello Branco e Antonieta Alencar Castello Branco - da família do escritor José de Alencar -, localizada na Praça
Bona Primo.

Foto: Museu do Paulo&Arquivo BitorocaraNews

O Militar Castello

Zeferino Alves Neto

Cruzei a primeira vez com o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco nos idos dos 50, em plena floresta do Calombo, ali entre a região marginal do Rio Surubim e a fazenda São José, de propriedade da família Miranda (me corrige aí, Zémiranda, se for o caso). As tropas federais do Ceará e do Piauí faziam manobras na área. Meu pai se aproxima de uma figurinha baixinha, todo fardado, suando igual uma chaleira fervendo e me diz: "vou lhe apresentar um herói da segunda guerra mundial", cumprimenta-o e me faz cumprimentá-lo e lhe diz que eu sou como o seu pai (que na época em que comecei a dar aula aí em Campo Maior no Got, Cândido Borges Castelo Branco, fiquei sabendo ser pai do Marechal) era nascido na cidade, meu pai era de Batalha. No dia em que o Marechal morreu eu estava trabalhando na farmácia do irmão Turuka quando alguém chegou com a notícia. Turuka não era propriamente um simpatizante da “Redentora”, mas achava, como acho eu hoje, que o marechal tinha sido assassinado porque o pessoal que forçou a entronização do Costa e Silva na presidência, ao contrário do grupo castelista, queria ficar no poder indefinidamente. Daí... Dos cinco generais presidente, eu acho Castelo Branco o menos truculento, disparado. Se era pra fazer média com os conterrâneos admiradores do marechal, tá feita.

João Sérgio

Tudo começou com muito sacrifício e persistência, quando João Sérgio ganhou de presente do seu pai uma sanfona. Contagiado pela musica e incentivado por amigos formou-se o 1º grupo musical: “JOÃO SÉRGIO E SEU CONJUNTO”. Em 1970, com o ingresso de mais dois instrumentistas, chamou-se MPB-5.Com a diversificação do seu repertório de embalos da jovem guarda, baladas, romântica, samba e forró, a banda passou a ser chamada de “OS AMANTES”. João Sérgio não parava por ai, apostou no ramo empresarial, resolveu numa sociedade entre amigos formar outro conjunto na cidade de Teresina, sendo a melhor época de 78, “OS MUSICAIS”. Por último, já depois de várias noites acordado, João Sérgio, incansável, continuava com a sina de alegrar pessoas. Investia em novos equipamentos, transporte e assim, em um novo formato (1984), tornou o maior sucesso a BANDA SPACIAL, sempre embalados no ritmo envolvente e eletrizante do forró. Depois de seu desaparecimento a família de João Sérgio, optou pela continuação de seus negócios, e é justamente, seus filhos com muita união, que estão levando à frente o empreendimento deixado por ele.

Fonte: Site da Banda Spacial


A Vitória da Juventude

Numa época em que os prefeitos costumavam ser senhores “coronéis”, eleitos ou nomeados; com algum avantajado na idade, a UDN escolhe o “menino” Santana, 25 anos, civil, para encarar uma acirrada batalha política contra o Sr. João Crisóstomo de Oliveira, candidato dos pesos pesados do getulismo do PSD: Médico e 1º Tenente Sigefredo Pacheco, Coronel Miranda e Coronel Waldeck Bona. A tropa do jovem Santana levou vantagem do início ao fim por causa da moral altíssima, indispensável em qualquer tipo de embate. Minha mãe Alaíde, entusiasta da campanha, fala que o entusiasmo dos jovens levava, literalmente, o futuro prefeito na “cacunda” (nos ombros). Aos gritos de “Santana! Santana!”, a passeata saia da residência dos seus pais, próxima ao colégio Valdivino Tito, até a Praça Bona Primo. Na volta, uma parada na Praça do Relógio (atual prefeitura) para um vibrante comício. E como numa guerra há sempre baixas, infelizmente, essa se deu do lado da UDN. Um cabo eleitoral do partido da União Democrática Nacional, de nome, França Catura, foi assassinado num beco próximo à Praça Rui Barbosa, no auge de mais um nervoso acontecimento político em Campo Maior. Bodes expiatórios foram procurados e não encontrados. De nada mais adiantava. Estava eleito, Raimundo Nonato Monteiro de Santana, em 1951, o Mais Jovem Prefeito do Piauí.
RAIMUNDO Nonato Monteiro de SANTANA – Professor, bacharel em Direito e escritor. Diplomado também pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros, em Economia Política e Sociologia. Nasceu em Campo Maior, em 27 de fevereiro de 1926. Professor catedrático da Universidade Federal do Piauí, lecionou também na Universidade de Brasília, na Escola Superior de Guerra e no Colégio Interamericano de Defesa, em Washington (EUA). Foi prefeito de Campo Maior, entre 1951 e 1955. Fundou o Centro de Estudos Piauienses (1957), Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960), o Fórum Cultural do Piauí e a Fundapi - Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Presidiu a Academia Piauiense de Letras (2000-2001), onde ocupa a cadeira número 32. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Municipal de Cultura de Teresina. Bibliografia: O Desenvolvimento Econômico Nacional na Teoria Econômica Geral (1959); Aspectos de uma Ideologia para o Desenvolvimento; Perspectiva Histórica do Piauí; A Evolução Histórica da Economia do Piauí, 1965, Piauí: Formação – Desenvolvimento – Perspectivas, 1995, e Apontamentos para a História Cultural do Piauí, 2003; Evolução Histórica da Economia Piauiense e Outros Assuntos, 2008.

Querendo acessar para tomar conhecimento do que já foi publicado, é só clicar no link. Aí tem, no mínimo, 300 anos de história e costumes do povo de Campo Maior. http://jd.netto.zip.net/

Abdias Silva

Nasceu em Campo Maior a 22-10-1918. Jornalista e cronista. Com o apoio de Érico Veríssimo mudou-se para Porto Alegre, onde passou a trabalhar na mesma revista da Editora Globo em que Érico trabalhava. Depois, trabalhou no “Correio do Povo” e no “Jornal do Brasil”, sucursal de Porto Alegre. Transferindo-se para Brasília por problemas de saúde, trabalhou junto ao velho amigo e companheiro de Liceu Piauiense, Carlos Castelo Branco, a quem substituía na “Coluna do Castelo” nas férias e nos eventuais impedimentos do titular e papa do jornalismo político da nação, o “Castelinho”.
Seus filhos José Luiz e Sérgio Boré, bem como a viúva, Zete Montserrat, contribuíram com as fotos que enriqueceram a homenagem. O jornalista era irmão da Professora Judite Silva, proprietária de um Jardim da Infância em Campo Maior.Abdias morreu, aos 87 anos, no dia 11 de maio de 2006.

Netinho, o Abdias foi para Porto Alegre depois de ter sido expulso do Liceu. À época, expulsão de um colégio público era o fim da carreira do freguês. Ele fez uma carta para o Érico que, generosamente, mandou buscá-lo, Trabalharam juntos, ficaram amigos, um dia, o Abdias perguntou ao Érico o porquê do seu gesto. O escritor respondeu: "Eu nunca tinha visto um piauiense antes. Queria saber se essa gente existia mesmo ou era invenção de algum ficcionista". Belo jeito de ser generoso. - Cineas Santos.

Deus escreve certo com linhas mais certas ainda! - Nettocampomaior

Netto, não só conheci o Abdias Silva como privei de sua amizade na qualidade de seu parente. Realmente, trata-se de uma pessoa fora do comum, simples apesar de importante jornalista e escritor. Sua irmã, minha estimada amiga Judite Silva, reside em Campo Maior, onde é dona de uma das mais antigas escolas de alfabetização da cidade o conhecido "Jardim da Infância Mamãe do Céu". Abraços, Neville Paz

De Curitiba - Nettocampomaior, para o Bitorocara Blog

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